Ação Popular: EG vs SFN R$20T

A atuação do Copom, do Bacen e da Febraban desde 1994 causou mais de R$20 trilhões de prejuízo econômico ao Brasil através da manipulação da taxa de juro (SELIC). Não há como evoluirmos para uma comunidade mais socialmente inclusiva se não punirmos exemplarmente e eliminarmos de vez o comportamento negativo destes agentes.

O cálculo de R$20 trilhões baseia-se na perda de geração de riqueza (PIB e aumento de endividamento) quando comparamos o desempenho do Brasil com o juro distorcido com o desempenho que o Brasil teria se o juro estivesse em patamar economicamente equilibrado (Gráfico 1).

Argumentação macroeconômica falsa para acomodar interesses:

  • Controle de inflação (ilusão do Plano Real). Não há correlação entre crescimento econômico e inflação na estatística de 1960 até hoje dos países que mais cresceram no mundo. Inflação é variável de mercado que identifica o ajuste de preços para equilibrar oferta e demanda (laissez-faire). Hiper-inflação, um fenômeno específico vivido pela Alemanha (1918-1923) e pelo Brasil (1986-1994) está relacionado à irresponsabilidade fiscal do governo gastar mais do que arrecada e cobrir este déficit através da impressão de papel moeda, ao invés de endividamento.

Atuação criminosa:

  • Definição da missão do Bacen: estabilidade da moeda (inflação mínima) ao invés de maximização de riqueza e poder de compra dos brasileiros.
  • Definição de tripé macroeconômico direcionado para juro alto: inflação baixa, superávit primário e câmbio flutuante
  • Irresponsabilidade fiduciária no uso de recursos públicos: Copom e BC, agentes públicos, fazendo comunicados claramente identificando riscos para investidores (mercado) e não para o país, sempre tentando gerar lógica para manter a taxa de juro alta

Contexto macroeconômico distorcido:

  • Diretores do Banco Central defendendo juro alto em economia depressiva, sendo que juro é um custo para o banco, não um item de receita; mercado internacional nos cobraria 1% de juro real no contexto atual e o BC está pagando 5%
  • Lucro recorde de bancos mesmo com país em depressão
  • Uma das piores concentrações de renda do mundo
  • Crescimento econômico pífio quando comparado a várias outras economias emergentes socialmente responsáveis: 2,2% do Brasil vs 5+% na Ásia nos últimos 40 anos
  • Depressão voluntária e direcionada em 2014-2017: R$4 trilhões de perdas

O Brasil não tem uma das piores concentrações de renda do mundo por acaso. Não há porque ter uma concentração de renda ruim se o governo fizer seu trabalho de gastar os recursos públicos arrecadados para o bem da maioria. Quando uma minoria distorce o uso da arrecadação para pagamento de juro ao invés de educação, saúde, moradia e transportes, aí sim temos uma economia doente (deseconomia) com os sintomas brasileiros.

Teoria macroeconômica internacional e as distorções brasileiras

O objetivo da Ciência Econômica é aumentar a geração de riqueza no mundo com inclusão social.

Smith: laissez-faire na definição de preços do mercado; não pode usar juro para distorcer este equilíbrio entre oferta e demanda

Keynes: maximizar demanda agregada para geração de riqueza; não faz sentido deixar profissionais parados em casa (desemprego), melhor endividar o governo para fazer investimentos em infra-estrutura ocupando esta mão-de-obra que é uma riqueza desperdiçada (tempo de trabalho perdido não volta)

Friedman: em situação de ociosidade de mão-de-obra deve conduzir política de expansão de base monetária com juro baixo.

Ha Joon Chang (Ásia): as políticas liberais rentistas são maneiras para os países ricos ‘chutarem’ a escada que possibilita o enriquecimento dos países pobres. Criam regras liberais que estes países nunca seguiram em suas políticas de desenvolvimento econômico. Regras como câmbio flutuante, abertura de mercado e contra-proteção industrial.

A Depressão de 2014 a 2017. Em 2013 o Brasil estava bem com 3% de taxa de crescimento e déficit nominal de 2%. Ao subir o juro de 7,25% para 14,25% o Brasil enfraqueceu a economia, reduzindo arrecadação tributária e aumentando despesas financeiras levando o déficit nominal para 10% do PIB e o PIB para -3,8 (2015) e -3,6% (2016).

O voo de galinha desde o Plano Real. Esta política de juro elevado levou o Brasil a ter um crescimento médio de 2,2% ao ano, muito baixo para um país em desenvolvimento, comparado com taxas superiores a 5% ao ano atingidas por países asiáticos sem nossos níveis de taxa de juro.

Importância deste debate para o fortalecimento da comunidade brasileira

O Brasil não tem uma das piores concentrações de renda do mundo por acaso. Não há porque ter uma concentração de renda ruim se o governo fizer seu trabalho de gastar os recursos públicos arrecadados para o bem da maioria. Quando uma minoria distorce o uso da arrecadação para pagamento de juro ao invés de educação, saúde, moradia e transportes, aí sim temos uma economia doente (deseconomia) com os sintomas brasileiros.

A Seita dos Falsos Liberais Rentistas: ex-diretores do Banco Central, jornalistas econômicos, professores de escolas de economia e gestores articulistas em jornais manipulam intencionalmente nosso debate econômico para manter esta situação.

Lara Resende, um dos técnicos idealizadores do Plano Real, tentou questionar a eficiência do uso do juro para conter a inflação, e foi bombardeado por toda esta Seita. Apesar da discussão sobre inflação ser irrelevante para o crescimento econômico, a Seita não quis deixar o espaço aberto para questionamentos do rentismo estrutura na economia brasileira.