Bibliografia

Experiência como empresário no agronegócio (Vale Urucum, eucalipto e pecuária), empreendedor em start-up (Pratic-Video), investidor em private equity (Advent International) e consultor empresarial de grandes empresas (McKinsey & Co). Conhecimento agregado do projeto junto ao McKinsey Global Institute e de professores de Harvard.

  • Economic Strategies of Nations Course Material at Harvard Business School. Bruce R. Scott
  • Capitalism: Its Origins and Evolution as a System of Governance. Bruce R. Scott
  • The General Theory of Employment, Interest and Money (Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda); John Maynard Keynes – 1936
  • How do Economies Grow. Bruce R Scott
  • The East Asian Miracle. The World Bank – Joe Stiglitz & others
  • Kicking Away The Ladder: Development Strategies in Historical Perspective. University of Cambridge. Ha-Joon Chang/South Korea.
  • Cosmos: A Spacetime Odyssey. Carl Sagan, Neil deGrasse Tyson, Brannon Braga, Ann Druyan, Steven Soter
  • Credo dos Assassinos: Renascença e Irmandade. Oliver Bowden.
  • Productivity: The key to an accelerated development path for Brazil. McKinsey Global Institute
  • The Nature of Man. Michael Jensen
  • Self-interest, Altruism, Incentives and Agency Theory. Michael Jensen
  • The System Dynamics National Model: Macrobehavior from Microstructures. MIT – Jay Forrester
  • Against the Gods: The Remarkable Story of Risk. Peter Bernstein
  • The Industrial Policy Revolution – The Role of Governments Beyond Ideology. Joe Stiglitz
  • Will Developing Countries Ever Catch-up? Joe Stiglitz
  • Applied Intermediate Macroeconomics. Kevin D. Hoover
  • Competitive Advantage of Nations. Michael Porter
  • 13o Fórum de Economia da FGV EESP; Semi-estagnação desde 1981. Por quê? – 2016
  • 12o Fórum de Economia da FGV EESP; Competitividade e Crescimento – 2015
  • 1st New Developmentalism’s Workshop: Theory and Policy for Developing Countries; FGV EESP – 2016
  • The 6th Latin American Advanced Programme on Rethinking Macro and Development Economics (LAPORDE); FGV EESP – 2016

6 thoughts on “Bibliografia”

  1. Rafael, a questão é bastante complexa. Vou tentar uma linha de argumentação. Em primeiro lugar acho que há uma diferença entre moeda em circulação (a minha água) e a atividade econômica (energia e trabalho). O controle desta moeda com lastro deve ser muito importante para a consistência do sistema econômico, as transações em andamento, crédito etc. Se tiver moeda sem lastro, impressa pelo governo, nos coloca na espiral inflacionária que estávamos na década de 80. Quando o governo começou a pegar empréstimo para financiar seu déficit o sistema econômico ficou consistente e a inflação passou a ser a de mercado envolvida entre o equilíbrio de oferta e demanda. Acho que a questão operacional da economia, o superávit do governo, gera moeda com lastro. O fato de ser superávit quer dizer que arrecadou mais do que gastou, então sobra para investimento (veja que no meu superávit não conto despesas que são investimentos, isto é, gastos do governo com benefício em exercícios futuros). Este superávit deve efetivamente ser gasto como investimento em infra-estrutura social com benefícios a serem colhidos no futuro. Aliás até concordo com o Bresser que devemos ter um déficit nominal de 2% (superávit nominal menos investimentos), porque a produtividade efetiva do governo, a “lucratividade” é medida pelo resultado antes dos investimentos (arrecadação – despesas ordinárias – juros). A evidência empírica demonstra que os países exportadores enriquecem bastante (China, Coréia, Taiwan, Japão, Malásia, Alemanha etc.). Sendo assim esta troca de produtos por dinheiro eletrônico faz sentido econômico. Com este dinheiro eletrônico você investe em outros países, compra outros produtos, tem mais poder de compra no mundo. E o mais importante é que na produção de todos estes produtos sua mão-de-obra aprendeu bastante e o conhecimento na cabeça das pessoas aumentou proporcionalmente.

    Crescimento econômico significa aumento de capacidade de produção de riqueza per capita, ou mesmo riqueza per capita, o que é na verdade melhoria de produtividade. Melhorar produtividade significa cada vez fazer mais por pessoa. Este conceito se aplica ao setor privado e ao governo. Cada vez cada um destes agentes precisam fazer mais por pessoa. Ter superávit no conceito que expliquei acima quer dizer arrecadar mais do que consome, ser produtivo, consistente com o conceito de fazer a economia crescer. Quando o governo gera déficit, ele consome produtividade do setor privado, no conceito de buraco negro. Foi o que aconteceu em 2015. R$614B de déficit nominal (mais de 10% do PIB) gerou recessão de 4%. O lucro do setor privado não foi o suficiente para cobrir 10% de buraco do governo e o PIB caiu 4%.

    O nível de endividamento do governo deve ser proporcional ao superávit que expliquei acima (antes de investimentos), pois este superávit demonstra a capacidade de pagamento do governo. Este nível pode ser muito maior para economias em crescimento, pois a capacidade de pagamento aumenta todo ano, e também pode ser maior para economias mais sofisticadas, mais ricas, porque possuem uma previsibilidade de fluxo de caixa melhor do que as economias em desenvolvimento, ou seja, um risco menor para o credor. Não podemos comparar nossa capacidade de endividamento como proporção do PIB a países ricos. Comete-se o mesmo erro que quando compara-se a quantidade de automóveis por habitante no Brasil com a quantidade de automóveis por habitante nos EUA.

    Espero ter esclarecido os pontos. Ainda tenho a impressão que você está misturando questões monetárias com questões operacionais da economia. Abs

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  2. Rafael, vou precisar refletir. Entendo que deva ter uma boa complexidade neste assunto e que cuidados devam ser tomados. Em resposta rápida acredito que o PIB/cap, produtividade, está no conhecimento na cabeça dos cidadãos trabalhando nos processos do país. E este conhecimento é o aspecto mais relevante para nos preocuparmos. Contudo a gestão monetária deve ter um efeito nas interações destes processos. Quando estiver mais maduro lhe retorno. Obg, EG

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  3. Parabéns pelo site, tem apenas 1 ou 2 pontos que gostaria de questionar para aprender mais.

    Existem referências com boa consistência lógica que advogam que o superávit nominal do governo retira dinheiro da economia, enquanto que um déficit adiciona dinheiro na economia. É plausível assumir que a quantidade de dinheiro deveria crescer em linha com o crescimento econômico, para promover estabilidade de preços e fluxos.

    Nesse contexto, uma economia crescendo com superavit público nominal, precisa de um crescimento de dívida privada acima do crescimento do PIB para manter a quantidade de dinheiro crescendo, ou uma constante entrada de fluxo externo (cujos impactos no câmbio dependem de muitos fatores). Crescimento de dívida privada acima do crescimento do PIB leva à um potencial “cenário Minsky”/crise financeira a la 2008. Inclusive existem estudos que mostram que a dívida privada é mais perigosa do que a dívida pública para gerar crises.

    Alguns advogam que um déficit em linha com o crescimento do PIB estabilizaria a relação dívida PIB e estaria inserindo dinheiro na economia conforme ela cresce, evitando a necessidade de alavancagem privada para estabilidade de preços. Me parece uma boa argumentação não acha?

    Achei interessante todas as suas recomendações e o único ponto que gostaria de ouvir mais comentário é nessa questão da dinâmica monetária embutida no crescimento ou redução da dívida em uma economia com moeda fiat.

    Parecem que existem lógicas econômicas que vieram do padrão ouro, mas que geram conclusões questionáveis para moedas fiat, ex o ponto acima sobre quantidade de dinheiro na economia, ou o foco em exportação. pois antigamente se trocavam bens por ouro (moedas conversíveis), hoje trocamos bens por dígitos no FED (nos países que interferem no mercado de cambio). Logo podemos de certa forma questionar o benefício econômico da acumulação de reservas geradas nesse ambiente de globalização e exportação em países emergentes. Quando um país importava ele perdia base monetária na forma de ouro, hoje a situação é consideravelmente diferente, mas vejo pouco comentário a respeito.

    Mas obrigado pela iniciativa do site e pelo forum para discussões importantes que ele representa. Quero apenas aprender com sua resposta e não invalidar suas recomendações, pois estou longe de ter pretensão de sabedoria na área econômica.

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    1. Rafael, agradeço o comentário. Observo que você adota uma perspectiva mais monetarista sobre a economia. Minha perspectiva é mais operacional (sou engenheiro de produção com mestrado em administração) e vou procurar explicar pelo meu lado. Veja o governo como uma empresa. Superávit significa lucro. Com o lucro você pode investir para crescer. Assumir que gerar lucro tira dinheiro da economia não é correto, porque dinheiro não fica parado. Lucro é uma sobra de recursos que viabiliza investimentos.

      Quanto ao endividamento, considero questão secundária, porque o lado operacional da economia (receitas menos despesas) é o que demonstra a saúde financeira. Dívida depende de capacidade de pagamento que vem das receitas menos despesas. Se há superávit nominal a capacidade de pagamento é maior. E se está em crescimento, a capacidade é maior ainda. Considero superávit nominal o resultado do governo após juros, mas antes de investimentos.

      Esta perspectiva monetarista que você demonstra torna o sistema econômico mais complexo e abstrato. Ele lida com a moeda que é só um produto para simplificar as trocas de mercadorias e serviços. Como a água dentro do corpo humano. Um líquido sem energia para possibilitar a vida. A compreensão econômica fica muito mais fácil quando você passa a olhar para a economia como uma empresa. Organismo com receitas e despesas que precisam dar lucro, demonstrando ganho de produtividade. Receitas vêm dos outputs (produtos e serviços) e as despesas vêm dos inputs (fornecedores). Os outputs precisam ser maior do que os inputs para a operação ser viável, e sustentável, melhorando a produtividade e gerando riqueza.

      A riqueza de uma economia não deve ser medida pelo estoque que ela possui (ouro, terras, minérios, água etc.). A riqueza de uma economia deve ser medida pelo que ela é capaz de produzir com o conhecimento de seu povo (valor agregado dos produtos e serviços) e seus recursos (máquinas e infra-estrutura). A visão monetarista perde esta perspectiva operacional da criação da riqueza. É difícil avaliar a saúde de um indivíduo só entendendo o papel da água no corpo. Melhor entender os órgãos, os movimentos que consomem energia e as formas de obtenção da energia.

      O principal agente da economia é o empresário. Entender como o empresário funciona, como ele produz riqueza, como administra a empresa, como ele é incentivado através do lucro, é fundamental para poder gerenciar a macro-economia que o incentiva. É o estímulo ao empresário que faz e economia crescer e gerar melhores condições de vida para a população.

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    2. Complementando o comentário sobre monetarismo. Não faz muito sentido assumir que uma economia vai crescer por questão de volume de dinheiro disponível, controle monetário. O que faz uma economia crescer é o aumento de demanda (indutora de investimento) acompanhado pelo aumento de produção (PIB) para atender esta demanda. Mais ou menos dinheiro em circulação não deve fazer diferença significativa. Deve haver um volume ótimo para não atrapalhar o processo (como há o volume certo de água no corpo ou lubrificante em uma máquina), contudo o dinheiro em si deve ser uma variável secundária. Diferente deste volume de dinheiro “lubrificante” é a questão de disponibilidade de produtos financeiros (crédito). O volume de crédito bem administrado (taxa de juros alinhada ao risco) faz diferença porque viabiliza a aquisição de produtos e serviços por segmento que não compraria de outra forma.

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      1. Eduardo, na verdade eu sou muito crítico da visão monetarista da economia. Entendo o processo do crescimento econômico da maneira “real” que você colocou. Mas vejo que entender o funcionamento de moeda sem lastro é importante para propor soluções.

        Com moeda sem lastro a realidade é que a dívida do governo serve de lastro para a moeda emitida pelo banco central, logo, com menos dívida, menos notas do BC na economia. A relação entre quantidade de dinheiro e atividade econômica é empírica e não assumida por algum princípio monetário que eu venha a ter. Com isso entendo que uma economia crescendo precisa de quantidade de dinheiro crescendo em linha para que haja estabilidade de preços (caso a quantidade de dinheiro se mantenha estável ou se reduza, entendo que seria muito difícil ter estabilidade econômica, pois o meio para troca é uma necessidade real da economia).

        Com isso volto ao ponto, superávit nominal = menos dinheiro na economia. Os principais fatores que compensam isso entendo que são alavancagem privada e fluxo externo com monetização pelo BC (esse segundo tenho dúvidas dos detalhes ainda). Existe um estudo do NBER chamado “The Great Leveraging” que mostra que a alavancagem privada é mais perigosa do que alavancagem pública, portanto a opção de alavancagem privada me parece altamente indesejável. Por outro lado, fluxo externo não é sustentável em escala global no longo prazo. Dito isso, me parece de fato que a melhor estratégia em economias com moeda sem lastro seria um déficit nominal do governo em linha com o crescimento do PIB (salvo casos e momentos específicos como o que estamos vivendo agora no Brasil).

        Continuo com a impressão que sua crítica para o controle da inflação com juros, custe o que custar é muito bem colocada (apenas lobby de banqueiro explica essa insistência me parece), no entanto a proposta de superávit nominal do governo com superávit comercial prolongado pode ser questionada. Balança comercial favorável com cambio desvalorizado de fato pode ser bem interessante no curto prazo, mas no longo prazo não me parece a melhor solução, não vejo porque trocar bens reais por dígitos eletrônicos na conta do FED como a China e nós fizemos por muito tempo. Mas insistir em superávit nominal do governo me parece um equívoco em economias com moeda sem lastro como temos hoje. Se fosse padrão ouro eu concordava.

        Não acha pertinente essas críticas? Os autores que li que advogam nessa linha (mas que não tenho opinião formada sobre tudo que falam) são Steve Keen, Warren Mosler, e outros da Modern Monetary Theory. Se tiver tempo gostaria de ver uma crítica/contra-ponto seu para essas colocações que eles fazem em relação ao déficit público e a quantidade de dinheiro na economia.

        Uma outra leitura interessante nessa linha é a carta do James Montier do GMO chamada ” macro myths” (https://www.gmo.com/docs/default-source/research-and-commentary/strategies/asset-allocation/market-macro-myths-debts-deficits-and-delusions.pdf?sfvrsn=2). Foi essa carta que iniciou minha trilha de pesquisa que me levou até os autores citados acima.

        Abraço e mais uma vez parabéns pela iniciativa.

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