Planejamento Brasil 2050: Nós, Cidadãos Brasileiros…

Planejamento é a atividade que diferencia o homo sapiens das versões anteriores e menos desenvolvidas de animais. Significa tomar decisões complexas e coordenadas indo em uma determinada direção. Devemos buscar as melhores práticas internacionais para fundamentar nosso Planejamento. Singapura e China são os melhores exemplos recentes que temos devido ao rápido crescimento consistente que vêm tendo desde 1965 com a independência de Singapura, e ampliado com a China a partir da abertura de 1978. 

Podemos começar com um comprometimento:

Nós, cidadãos brasileiros, juramos ser um povo unido,
respeitando nossa diversidade de raça, e de orientação sexual, política e religiosa, para construir uma sociedade democrática baseada em justiça, meritocracia e igualdade,
com o objetivo de alcançarmos felicidade e progresso em ambiente harmônico e sustentável para nosso país.”

(inspirado no juramento dos cidadãos de Singapura de 1966)

Consistente com este comprometimento estabelecemos metas:

    • crescimento econômico de 10% ao ano,
      (como atingiram estes países de sucesso e mesmo o Brasil de 1967 a 1974)
    • desemprego de 3% e
    • GINI reduzindo 2% ao ano
      (atingir nível da China em 10 anos, Singapura em 20, Irlanda em 30 e Japão em 40)

A meta de crescimento é atingida através de estratégia macroeconômica (Keynes) que visa ampliação da demanda agregada com:

    • câmbio com nível de competitividade econômica internacional de R$11
      (para compensar nossa baixa produtividade, aumentar exportações e substituir importações),
    • juro taxa neutra de 2,5%
      (aumento de poupança fiscal e redução de custo de capital)
    • investimentos públicos e privados a partir de R$1 trilhão por ano.

O setor privado vai procurar as melhores oportunidades neste novo contexto macroeconômico enquanto o governo deve orientar os setores que deveremos priorizar com incentivos fiscais e investimentos complementares, assim como investir diretamente naqueles setores que a iniciativa privada não deverá atender adequadamente devido ao fato de não capturar todas as externalidades existentes para o governo como arrecadação de impostos e melhoria de IDH de regiões menos desenvolvidas.

Os investimentos públicos precisam ser direcionados para os gargalos de maneira a evitar caos e alavancar o crescimento:

    • Residências populares para acabar com as favelas em todos os grandes centros urbanos do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte etc.)
    • Transporte público priorizado nos grandes centros urbanos (metrôs, ônibus e trens), limitando o uso de veículos individuais e maximizando mobilidade via motos, patinetes e bicicletas.
    • Malha ferroviária expandida enormemente incluindo trens bala entre principais centros urbanos
    • Internet gratuita em todos os locais, como iluminação pública.
    • Ensino público priorizando inglês, matérias ligadas à ciência (matemática, física, química, biologia) e à saúde (alimentação e exercícios físicos)

Os setores prioritários devem procurar agregar valor em todas as commodities que possuímos em nosso território ligadas a mineração (ferro, aço, ligas etc.) e ao agronegócio (carne, eucalipto, etanol, soja etc.), assim como entrar em setores tecnológicos como eletrônicos, software, entretenimento, para criar alternativas de substituir importações e novas áreas de conhecimento nos cérebros brasileiros.

Minimizar o uso de combustíveis fósseis através de etanol, eucalipto (biomassa para térmicas) e solar.

Eliminar desmatamento e melhorar o aproveitamento da área amazônica através de árvores de palma (óleo biocombustível e biomassa energética) e outras variedades adequadas.

Estabelecer remuneração e carreira de servidores públicos compatível com setor privado, permitindo enriquecimento lícito e ganhos substancias proporcionais ao desenvolvimento do país.

Fortalecer o Ministério do Planejamento para atualizar e substanciar as atividades de planejamento com pesquisa constante de melhores práticas em todo o Planeta, para o Brasil se tornar mais um exemplo na formação de Cidadãos da Terra.

 

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Eduardo Giuliani

Edu é místico* e empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. (1991-97) e investidor pela Advent International (1998-99). Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U.S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT (1994). Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute (1997). Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP (1989). MBA pela Harvard Business School (1995). Tenente da Reserva do Exército (1985). Casado. Três filhos. Tri-atleta. * místico é uma pessoa que aborda os mistérios da vida através do método científico, sem aceitar dogmas e ideologias. Método científico sendo o processo de fazer análises de evidências empíricas sem ter conflito de interesse.

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