A Responsabilidade da Mídia no Desemprego

O debate econômico no Brasil ocorre no Valor, na Folha, no Estado e no Globo. Nestes jornais economistas e jornalistas escrevem sobre a situação econômica brasileira. Muitos colocam toda a culpa da situação atual no governo sem reconhecer a responsabilidade deles em influenciar o governo.

A inépcia brasileira em crescer 1% ao ano em PIB/capita desde 1980, enquanto a China cresceu 9% é de responsabilidade de todo o sistema. Neste período o setor financeiro fortaleceu-se enormemente enquanto o industrial se esfacelou. Hoje temos 22 milhões de brasileiros em sub-emprego ou desempregados. Salário médio de R$2.000/ano (nível de empregada doméstica de São Paulo). A China, que estava em situação muito pior do que a brasileira, saindo de economia socialista, passou a potência industrial.

Por que todos nós fracassamos de maneira tão forte?

Por que não aprendemos ensinamentos de Keynes de 1920-1940 de fortalecimento do emprego?

Por que somos tão isolados do mundo e não temos o espírito Iluminista de usar a razão e de pensar em nossa comunidade como um todo? Por que mantemos o egoísmo de proteger alguns setores em detrimento do todo?

Por que não usamos a razão para analisar os dados macro-econômicos e reconhecer o total desvio dos incentivos econômicos em câmbio, juros e déficit nominal?

Nosso país está com a macro-economia doente, em depressão, violência se agravando e não há uma liderança de pensamento questionando se o que estamos fazendo está ou não coerente. Simplesmente não há o debate. Nem no ambiente político, nem no ambiente empresarial, nem no ambiente trabalhista, nem na mídia. Vivemos um imbróglio onde os agentes não ligam para seus papéis na sociedade.

Vamos continuar rezando esperando que uma força divina, ou potência estrangeira (investidores externos), venha resolver nossos problemas ou vamos assumir nosso próprio destino, acreditar na Energia da Vida, e construir o Brasil que desejamos?

Moro, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Edson Fachin, a PGR e a PF estão fazendo seus papéis. Onde estão os outros 200 milhões de brasileiros nestas contribuições? Qual vai ser a mídia brasileira que influenciará uma direção para o Brasil? Quais serão os empresários e os políticos que vão colocar o país e a comunidade a frente de seus interesses individuais? Devemos parar de jogar para Deus nossos problemas e começar a agir nos nossos gargalos para o aumento da riqueza e da felicidade em nosso país.

Publicado por

Eduardo Giuliani

Empresário nos setores de bioenergia, agronegócio, venture capital, e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. e investidor pela Advent International. Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U. S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT. Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP. MBA pela Harvard Business School. Tenente da Reserva do Exército. Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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