O Bom Senso na Macroeconomia

A missão da macroeconomia é criar riqueza. Se riqueza não está sendo criada uma análise com bom senso rapidamente identificará as causas. Dois economistas iluminados foram sem dúvidas Smith e Keynes. Seus conceitos se complementam para formar uma teoria econômica robusta, seguida pelos principais países de sucesso econômico.

De 2014 até hoje o Brasil destruiu R$2 trilhões de sua economia através de perda de PIB e aumento de endividamento. A destruição continua e os irresponsáveis gostam de jogar a culpa na equipe anterior. DR jogava no FHC, MT joga na DR. Não temos uma liderança que assuma que o problema é dele, que  vai resolvê-lo agora, não daqui a alguns anos.

Segundo Keynes o crescimento vem do aumento da demanda agregada. Isto ocorre via aumento de consumo e investimentos. O aumento de consumo deve ocorrer através do aumento do mercado (exportações) e o aumento de investimentos vêm do lucro do setor privado e da poupança pública (arrecadação menos despesas do governo).

Segundo Smith, o laissez-faire e a mão invisível, o governo não deve intervir nas variáveis preço e deve incentivar a competição entre os agentes do setor privado.

Segundo o monetarista Friedman, em períodos de ociosidade de mão-de-obra (desemprego) o governo deve utilizar uma política expansionista reduzindo os juros.

Nossa equipe macro-econômica desrespeita Keynes, Smith e Friedman. Criaram uma seita de Falsos Liberais que usa os juros para minimizar a inflação a qualquer custo, com qualquer que seja a conseqüência para a sociedade brasileira. Esta seita possui milhares de fiéis no setor financeiro que não reflete sobre as conseqüências destes atos e não usa ciência em suas análises. Desrespeitam o mais nobre conhecimento econômico que a Humanidade desenvolveu e assumem esta filosofia Falsa Liberal.

Aonde está a falsidade:

  1. Combatem a inflação (ajuste de preços) de maneira irracional tentando distorcer os preços através dos juros. O que elevação de preços de gasolina (atrelada ao US$), de feijão (perda de safra), de energia e de vários outros itens da economia que precisam reajustar seus custos tem de ruim para a economia se são feitos dentro de ambiente competitivo? Todos estes setores precisam de lucro e se estão reajustando os preços é porque é necessário. Se exagerarem no aumento de preços vão perder mercado e este não é o objetivo dos empresários que buscam maximizar seus lucros.
  2. Aumentam os juros para sinalizar responsabilidade fiscal. Aumento de juros diminui a arrecadação, aumenta as despesas e afunda o déficit nominal. Aonde que aumentando o déficit nominal está ocorrendo responsabilidade fiscal?
  3. Valorizam o câmbio para reduzir a inflação. Ao valorizar o câmbio estão diminuindo a demanda agregada dos brasileiros e o lucro das empresas brasileiras.

Seguindo a melhor teoria econômica já desenvolvida pela Humanidade precisamos corrigir nosso tripé macroeconômico para câmbio de competitividade econômica internacional (R$8,8), juros moderados de 5% e déficit nominal equilibrado de 2%. Qualquer outro caminho é aventureiro e desastroso. A evidência desde 2014 é clara e a situação não está revertendo. É necessário iluminarmos o debate macroeconômico com ciência para sairmos desta enganação da seita rentista liberal.

Smith dizia que a ciência não pode ser superior ao bom senso. Keynes desprezava o uso da matemática para esconder o bom senso na economia. Desenvolveu a Teoria Geral em prosa.

Publicado por

Eduardo Giuliani

Edu é empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. (1991-97) e investidor pela Advent International (1998-99). Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U.S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT (1994). Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute (1997). Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP (1989). MBA pela Harvard Business School (1995). Tenente da Reserva do Exército (1985). Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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