Plano Keynes – Brasil 2050 – v1

A partir de 2020 temos um mundo novo pela frente. Muito melhor. O vírus Marco Polo foi uma Evolução da Mãe Terra para melhorarmos o nosso planeta. Neste contexto de pandemia as pessoas não estão percebendo, mas está tudo melhor (poluição, barulho, limpeza, perda de tempo em transporte etc.), exceto o sistema de saúde que está passando por grande transformação para se adaptar. Contudo nos próximos 2-3 meses teremos resolvido tudo isto. Graças a nossos líderes Witzel e Doria evitamos a expansão descontrolada que Europa e EUA estão tendo, e muito provavelmente seguiremos no perfil asiático com tempo para fazer os testes, mapear os locais de contágio, desenvolver a infra-estrutura de saúde necessária e gerenciar um retorno a nova normalidade, ainda com saúde, higiene e distanciamento social pelos próximos 12-18 meses até termos uma vacina.

Não há um grande caos econômico como está sendo previsto. Não estamos passando por uma guerra que destrói infra-estrutura e força de trabalho, ou uma pandemia que mata a força de trabalho. O vírus mata nossos amigos, pais e grupos de risco. Basta os isolarmos adequadamente, respeitando higiene e distanciamento social. Não vão faltar alimentos e produtos de primeira necessidade para vivermos bem. Simplesmente temos que adequar nossos trabalhos e formas de entretenimento. É um grande momento de Meditação para a Humanidade, fortalecer laços de família, aprendizado a distância, uso de telecom/internet, uma nova maneira de viver respeitando o Planeta.

Para fazermos um Planejamento adequado, temos que considerar esta nova realidade. Precisamos forçar uma realocação de nossos recursos (humanos e financeiros) para vivermos com eficiência neste contexto.

O que Keynes nos recomendaria nesta situação, considerando que o objetivo da Ciência Econômica é maximizar crescimento (geração de riqueza) com inclusão social? Temos que ter em mente que queremos maximizar o aprendizado dentro do cérebro de cada brasileiro. Isto ocorre via emprego e escola. Para emprego temos que considerar o conceito de demanda agregada e responsabilidade fiscal.

  • Juro selic taxa neutra de ZERO (como o FED): diminui despesas do governo, aumenta crédito e arrecadação tributária
  • Câmbio de competitividade econômica internacional de R$9: aumenta exportações e substituição de importações (maximiza empregos no Brasil)
  • Taxa de imposto de 30% da exportação de commodities agrícolas e minerais (fim da Lei Kandir): aumenta arrecadação, diminui efeito de doença holandesa e mantém lucratividade do agronegócio nos níveis atuais (R$9 – 30% = R$6,30; câmbio atual está em R$5)
  • Eleve valores de bolsa família e seguro desemprego por 4-6 meses; ninguém pode passar fome ou sentir insegurança maior do que a necessária; leve em conta que os custos serão menores do que quando se está trabalhando (não temos mais perda de dinheiro em transporte, entretenimento, roupas etc. como tínhamos no mundo “consumista” normal)
  • Incentive empresas a demitir e adequar suas forças de trabalho à nova realidade do mercado (empresas aéreas, restaurantes, lojas, empresas de evento etc.), ou seja, respeite o laissez-faire. Não proteja ou desacelere o desemprego necessário. Precisamos liberar mão-de-obra para ser ocupada em trabalhos que geram riqueza. Importante segurar o baque social via seguro desemprego para que os empresários mantenham caixa e empreendam nas novas oportunidades deste contexto macroeconômico favorável pelo juro baixo e câmbio competitivo.
  • Desenvolva plano de investimento de R$1 trilhão para moradias populares de maneira a eliminar as favelas de todo o Brasil (empregará grande parte da informalidade destas cidades)
  • Desenvolva plano de transporte público de qualidade para todos os cidadãos: expansão significativa de ferroviário/metrô, ônibus e mobilidade pessoal (patinetes, scooters e bicicletas)
  • Minimize consumo de combustíveis fósseis elevando tributação neles e incentive energia sustentável que maximize emprego (etanol e eucalipto)
  • Maximize investimentos em infra-estrutura de internet e telecom (5G) para melhorar eficiência de home office e trabalho/reuniões a distância.
  • Construa uma Visão 2050 para o Brasil levando em conta as melhores práticas de Singapura e China.

Plano simples e consistente com os trabalhos de Keynes. Responsável fiscalmente ao equilibrar geração de arrecadação com despesas e investimentos.

Precisamos nos livrar dos planos da Oligarquia Financeira que quer manter o juro alto e aumentar o endividamento do estado com a torneira aberta sem estratégia de aonde precisamos chegar como país e sociedade. De 1997 a 2018 o lucro dos bancos multiplicou-se 26 vezes enquanto o país cresceu menos de 2,4% ao ano. Perdemos R$25 trilhões com eles dominando a agenda do Copom/BC. Nos últimos 15 meses continuaram com este domínio, crescemos 1,1%, desemprego continua em 11%, 43% de informalidade e centenas de milhares de miseráveis pelas ruas das grandes metrópoles. Este grupo não liga para emprego e inclusão social.

A Política do Crescimento Inclusivo: Oportunidade Bilionária.

Desde 1936 quando Keynes escreveu sua obra que criou a Macroeconomia, executar crescimento inclusivo ficou matematicamente determinado. Basta ajustar a demanda agregada do país para ter crescimento e direcionar a arrecadação tributária para despesas e investimentos em infra-estrutura social de educação, saúde, moradia e transporte. Este direcionamento gera bons empregos e mantém a evolução dos cérebros da população. No caso brasileiro implica em um câmbio de competitividade econômica internacional de R$9 e uma taxa selic em nível neutro de 1%. Este modelo foi seguido por Japão, Tigres Asiáticos, China, Índia etc. A consistência do crescimento destes países, enquanto aplicam ou aplicavam estas regras, deixa evidente que o progresso é resultado direto de uma matemática keynesiana.

O grande desafio em trilhar este caminho está em criar a vontade política para que isto seja feito. Criar vontade política significa implantar um sistema democrático que faça efetivamente o melhor para a maioria dos cidadãos e não se deixe controlar por oligarquias que manipulam o sistema em prol unicamente de seus interesses.

No Brasil temos 4 oligarquias que nos jogaram no imbróglio que vivemos desde 1985:

  1. Financeira (controla o juro e influencia o câmbio, o desemprego, a desindustrialização e a irresponsabilidade fiscal)
  2. Agronegócio (influencia o câmbio, a desindustrialização e a irresponsabilidade fiscal na exportação não-tributada)
  3. Servidores públicos (praticantes de irresponsabilidades fiscais e remuneração desonesta)
  4. Sacerdócio (garantia de não tributação causando irresponsabilidade fiscal)

Estão na ordem de prioridade em termos dos danos causados ao país. A maneira como as 4 atuam no Congresso para defender seus interesses é muito acima de qualquer nível razoável. Legisladores votando em posição de total conflito de interesse desrespeitando responsabilidades fiduciárias, fiscais e sociais.

Uma mudança de rumo para o país fica dependendo da formação de um partido que tenha um Plano de Governo consistente que priorize efetivamente o crescimento inclusivo. Este é o caso evidente do People Action Party (PAP) em Singapura e do Partido Comunista na China. Como Podemos pegar o aprendizado destes partidos e aplicar no contexto nacional? Como trazer o Planejamento do Governo para dentro do partido e ter uma estratégia nacional a ser implantada nos 3 poderes via influencia do partido nos políticos que o representa nos órgãos públicos? Como criar os incentivos para atrair os talentos nacionais para a formação desta estrutura partidária? Talentos com as devidas habilidades para implantação destas iniciativas de gestão pública.

Todos os partidos nacionais estão focados em uma briga por poder, sem realmente saber para onde querem levar o Brasil. Deixam o Plano de Governo para o possível mandatário, depois de ganhar a eleição. Não há continuidade. O Exército, como Instituição, conseguiu criar um Rumo para o Brasil até 1984 através do Tenentismo apoiado pela Escola Superior de Guerra. O abandono do Exército deixou esta função para os partidos políticos. O Planejamento virou função de estabelecimento de planilha de distribuição de propina.

A mudança precisa começar na organização dos partidos políticos. Como ficar bilionário ajudando o Brasil a ter forte crescimento inclusivo nas próximas décadas? Emprego, escola, moradia, saúde e transporte para Todos os Brasileiros.

O Foco tem que ser na Demanda

O governo brasileiro está focando suas energias no liberalismo de oferta, e menosprezando a importância do planejamento macroeconômico para o fortalecimento da Demanda por nosso trabalho. Precisamos considera o sucesso de planejamento governamental nos casos de Singapura, China, Coréia do Sul e EUA. Temos uma grande oportunidade à frente, nos mercados de EUA e China/Ásia, e temos que aproveita-la com inteligência, no espírito nacionalista de Getúlio Vargas, JK, Costa e Silva, e Médici.

O Brasil vive um grande momento em sua História no qual temos um recorde de participação da população tentando melhorar o País:

  • Em 2011 Dilma é eleita com o objetivo de Eliminar a Miséria no país.
  • Em 2012 tenta através da Nova Matriz Econômica reduzir o juro, diminuir tributos e dar incentivos para a indústria nacional crescer
  • Em 2013 manifestações de rua forçaram mudanças na legislação melhorando práticas anti-corrupção (p.ex. delação premiada)
  • Dilma libera elevação de juro e quebra a Nova Matriz. Selic de 7,25% sobe para 14,25%. PIB de +3% cai para -4% e coloca o país em uma de suas piores depressões.
  • Em 2014 Operação Lava Jato inicia Era do fim da Lei de Gerson. Ilícitos ficam desconfortáveis em todos os cargos públicos e inúmeros vão para a cadeia com a aprovação de prisão após condenação em 2a Instância. Regra mantida no STF pelos 4 ministros indicados por Dilma (Barroso, Fachin, Weber e Fux)
  • Dilma é impedida em 2016, Cunha é preso em 2017, Lula em 2018 e Temer em 2019
  • Em 2019 Bolsonaro assume com a Dinastia da Bozolândia (desmeritocracia, ego e discriminação de brasileiros petistas e outros) e com uma equipe econômica liberal que nada faz para melhorar as condições de vida do brasileiro. PIB cai 0,2% no primeiro semestre, desemprego se mantém em 12% e as projeções econômicas são todas medíocres para um país em desenvolvimento.
  • Insatisfação popular se acentua e tende a se agravar; a população brasileira continua acompanhando a política de perto.

Em resumo, não há motivos para cruzar os braços. O país não vai melhorar se ficarmos parados. A pressão tem que continuar na busca da Verdade do que é melhor para nossa comunidade.

Economia é o que mais afeta a qualidade de vida de todos nós e a situação continua muito ruim com desemprego por volta de 12%, informalidade em 43%, salário médio de R$2,5K/mês, desindustrialização, desalento, queda de renda e discriminação entre brasileiros.

E é neste aspecto econômico que o governo Bolsonaro mais decepciona apoiado pelos mesmos empresários que nos colocaram neste buraco. Uma visão míope de um falso liberalismo que não traz progresso significativo. As economias mais fortes e de maior sucesso em crescimento econômico não utilizam liberalismo irresponsável. Possuem claro foco em geração de emprego e renda para sua população. Vide Singapura, China, Coréia do Sul e EUA: Crescimento Inflação e Liberalismo.

A equipe econômica e os empresários que a apoiam estão concentrando esforços em questões de oferta (produtividade, privatização, desburocratização, previdência, abertura de mercado, reforma tributária, concessões etc.) com muito pouca atenção para questões de demanda que impulsionam crescimento, renda e solvência das contas públicas. Duas variáveis colocam o Brasil no trilho do progresso: câmbio de competitividade econômica internacional (R$9) e juro taxa neutra de 2%.

O câmbio afeta a demanda no consumo externo (aumento de exportações), no consumo interno (substituição de importações) e nos investimentos (aumento do lucro gera mais investimentos das empresas privadas e aumento de arrecadação tributária que gera mais investimentos públicos). A taxa de juro neutra de 2% aumenta o crédito que aumenta o consumo interno e a arrecadação, assim como reduz as despesas financeiras do governo aumentando a poupança fiscal que se transformará em investimento público.

É importante alavancarmos este alto nível de participação que atingimos para esclarecermos dúvidas sobre como realmente devemos gerar riqueza em nosso país e promover a inclusão social que enriquecerá ainda mais nossa comunidade.

Capitalismo Honesto traz Progresso Imediato.

Falso liberalismo, comunismo e sacerdócio vendem o conceito de sacrifício para um bem futuro. Vendedores de Promessa. Juro alto para combater inflação, reforma trabalhista, reforma da previdência, reforma tributária, reforma educacional, investimentos em infra-estrutura, só sacrifícios para um dia chegar no paraíso… o País tem que ficar perfeito para poder crescer e gerar empregos? Certo é o que dá certo, não o que parece certo.

Quando são aplicados conceitos macroeconômicos corretos (juro e câmbio) o resultado na economia é imediato porque estes conceitos têm como base a melhoria da projeção do fluxo de caixa dos empresários nacionais, principais agentes do desenvolvimento, da geração de emprego e da arrecadação tributária. As variáveis mais importantes que impactam as decisões dos empresários são taxa de juro e câmbio.

O ignorante aprende rápido, principalmente se demonstrar a humildade de que é ignorante no assunto. O inepto não tem jeito, é fechado ao aprendizado, mistura todos os conceitos, e o resultado na maioria das vezes dá errado. Ignorância não é problema, mas inépcia é problema.

Equipe há 100 dias no governo, mais do que isto envolvidos nos principais problemas da nação e os resultados econômicos, fiscais e sociais até agora são Pífios. Desemprego e miséria aumentaram, perspectiva de crescimento da economia piorou (1,3%), aceitação popular caiu mais de 20% e equipe econômica tem perspectiva de, se todas as reformas forem aprovadas (previdência, fiscal, privatização etc.) deveremos chegar a um crescimento de 4%, o que manterá o desemprego em mais de 10% e a informalidade bem alta nos 4 anos do governo. Caos social para qualquer governo que se diga minimamente democrático. Este caos precisa ser enfrentado com mudança drástica na política macroeconômica.

SuperInepto Tchutchuca Chicago Donkey está queimando o governo Bolsonaro. Cadê a coragem do Tenentismo para empurrar Ordem e Progresso no país? O capitão é ignorante mesmo ou é inepto? A reação de bom senso no caso Petrobras deu esperança de que é ignorante mas tem coragem para enfrentar situações que vão contra o bom senso. Os caminhoneiros são a categoria de empresários brasileiros em maior volume e com melhor formação (muitos tem curso universitário). O capitão deu ouvido a eles.

Agora a patotinha do Leblon tem um plano de negócios para eles evidenciado na coluna da Claudia Safatle no Valor, contudo não se preocupam nem um pouco com um plano de negócios para o Brasil. Na agenda deles têm:

  • Manutenção da alta taxa de juro Selic (comprovado na última reunião do Copom)
  • 67 medidas para destravar o mercado de capitais gerando mais negócios para a Seita (endowment funds, hedge cambial, redução de tributação sobre inadimplência etc.)
  • Cortar financiamentos pelas instituições públicas para transferir aos bancos privados, mantendo o gargalo e as altas taxas de juro
  • Privatizar empresas para gerar caixa para pagar parte da dívida pública
  • Independência do Banco Central (tirando poder do Presidente intervir por questões sociais e políticas; como se ambas fosse irrelevantes e não democráticas)
  • Reforma fiscal

A Independência do Banco Central merece destaque porque é o maior golpe que estão aplicando em cima do Capitão Ignorante. O projeto estabelece direitos para o Banco Central, sem as devidas responsabilidades. Copiam os direitos do exterior, mas nem mencionam as responsabilidades que deveriam vir juntas. Patotinha totalmente desonesta:

  • Missão do FED é maximizar emprego com juro moderado, no Brasil fixaram minimizar inflação
  • Profissionais do FED são completamente independentes de instituições financeiras privadas. Têm carreira no governo ou em instituições de ensino. No Brasil eles vêm de bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander…FEBRABAN)
  • Responsabilidade fiduciária e social dos dirigentes quanto aos interesses da população, minimizar juro para maximizar renda e emprego.
  • Responsabilidade fiscal dos dirigentes para minimizar juro maximizando poupança fiscal para investimento em infra-estrutura social

As batalhas contra a corrupção e a previdência vão indo muito bem. Moro já fez o projeto e está lidando agressivamente com o Congresso para avançar nesta agenda. STF Ilícito está sendo encurralado pela mídia e pelos outros poderes. Continuamos com progressos promissores. No caso da previdência também estão fazendo os enfrentamentos possíveis. Não é um assunto simples, deveria poder ser feito com mais calma, mas de uma forma ou de outra há progresso. Contudo estas realizações não impactam muito na satisfação da população tendo em vista a continuidade da frustração econômica.

A batalha que não está acontecendo é a do desemprego. A única esperança que tem aparecido nesta agenda vem com os artigos do André Lara Resende no Valor. André foi o cérebro por trás do Plano Real, no meio de 3 deseconomistas da Seita (Bacha, Franco e Arida). Suas pesquisas estão demonstrando que o juro exagerado desde a implantação do Plano Real detonaram com o país. Ele ficou bastante surpreso com as reações negativas de seus colegas de mercado a suas constatações, todas baseadas em dados concretos. André demonstra conhecimento e postura com responsabilidade fiduciária, social e fiscal para ser o Presidente de Honra do Banco Central. Vejam seu último artigo no Valor Razão e Superstição do Déficit.

O capitão é ignorante ou é inepto? As próximas semanas vão deixar isto claro. Tudo que a equipe do tchutchuca está fazendo vai continuar piorando a situação social. O amor do capitão está com o povo brasileiro, ou com a oligarquia financeira? O passeio de moto no Guarujá me deu esperanças.

Câmbio Flutuante, Agronegócio, Doença Holandesa e o país das Empregadas Domésticas

O objetivo da Economia é gerar riqueza para o país. Toda regra macro-econômica deve possuir uma lógica que garanta o aumento de riqueza. No Brasil temos uma série de tabus que atrapalham este processo. O tripé macro-econômico estabelecido é mais um problema. Foi implementado por um setor econômico querendo defender seus interesses, e não a criação de riqueza no Brasil. Fez isto colocando meta de inflação (liberando o uso do juro) e superávit primário, ao invés de nominal, protegendo o uso do juro. Este tema deu nas consequências do post anterior: R$3 trilhões de perdas 2014-2016.

O câmbio flutuante vem de uma idéia de liberalismo, laissez-faire de conveniência, que é muito boa para combater moeda artificialmente valorizada, contudo é péssima para combater moeda naturalmente valorizada, que destrói os incentivos para a aceleração da criação de riqueza e industrialização do país. Doença Holandesa. Em 1977 The Economist criou este termo ao analisar a situação da Holanda, que vinha perdendo empregos em manufatura por causa da descoberta e uso de grandes reservas de gás natural a partir de 1959. A exportação destes recursos naturais de baixo nível de emprego valorizou a moeda a ponto de inviabilizar setores industriais que pagavam salários bem melhores. A inteligência e bom senso holandês neutralizou este fenômeno com ajustes em sua macro-economia. Países menos esclarecidos, que nunca entraram em processo de industrialização, ficaram marcadamente atrasados em economia, ao serem cegamente liberais no uso de suas “riquezas” naturais: Arábia Saudita e países do Oriente Médio, Venezuela, Portugal e agora Brasil.

E o caso do Brasil sempre dá para piorar com alguma idéia muito criativa como o caso da Lei Kandir, que dá isenção tributária para exportação de commodities agrícolas e minerais.

No Brasil a exportação de commodities agrícolas e minerais pagam poucos impostos (basicamente IR/CSLL), usam excessivamente nossa infra-estrutura para transporte, geram poucos empregos, a maioria de baixo valor agregado com salário médio abaixo da média nacional, concentra renda nas mãos dos proprietários de terras ou jazidas, ficam reclamando e pedindo mais recursos para a infra-estrutura E valorizam nossa moeda a ponto de não deixar desenvolver ou destruir o setor industrial que paga salários bem acima da média nacional, gera mais empregos e paga mais impostos. Desde a Lei Kandir nossa manufatura caiu de 25% do PIB para 9%.

Somos o país das empregadas domésticas ao ter salário médio de R$1,8K/mês. Muito abaixo da média da indústria. E os deseconomistas deste país chamam o industrial brasileiro de improdutivo, apesar de gerarem empregos melhores para as empregadas domésticas.

Este é o Brasil que o câmbio flutuante está produzindo. Uma simples regra liberal, sem os devidos ajustes do bom senso de ter que gerar riqueza, cegamente destruindo um país.

Para solucionar isto temos que impor altos tributos na exportação de commodities agrícolas e minerais (40%) e colocar o câmbio em nível de competitividade econômica internacional calculado em R$8,8. O agronegócio pedindo recursos para a infra-estrutura, sem recolher tributos, parece os padres que não pagam impostos pedindo financiamento de BNDES para construir os templos. Direitos sem responsabilidades. Este Brasil não funciona. Temos que trabalhar com a Verdade.

 

Custo do Agente: Corrupção e Crescimento Econômico

Nosso principal problema no momento é uma política macro-econômica gerando desemprego e destruição de riqueza. 22,5 milhões de brasileiros desempregados ou em sub-emprego, e os demais empregados ganhando apenas R$1.800/mês. Situação econômica lastimável que precisamos melhorar.

Corrupção aparece como maior empecilho no debate mas esta premissa não é verdadeira. Nosso nível de corrupção é compatível com nosso estágio de desenvolvimento, conforme evidenciado pelo gráfico CPI e PIB/capita com dados da Transparência Internacional de 2015. Entidade esta que acaba de conceder um excelente prêmio à Operação Lava Jato.

Corrupção é uma característica humana ligada ao nosso interesse próprio. Bom para o indivíduo, ruim para a comunidade. A medida que as comunidades vão se organizando as instituições vão controlando e evitando os abusos.

Há um aspecto econômico muito importante ligado à corrupção. Incentivos. É uma ‘graxa’ que mantém a máquina política funcionando. Sem esta ‘graxa’ a eficácia da máquina fica prejudicada e podemos entrar em uma situação de operação tartaruga por parte dos políticos e gestores públicos. No momento o país se encontra em um grande imbróglio. Estamos combatendo corrupção a todo custo, sem termos uma alternativa melhor e desconsiderando o impacto econômico negativo em nossas vidas. Precisamos trazer ciência econômica para este debate.

A corrupção existe porque os agentes públicos não estão sendo remunerados de maneira correta, e porque a Justiça era muito fraca. Não existia até a Lava Jato. Lidamos aqui com uma situação de Custo do Agente, da mesma forma que o setor privado. Custo do agente é o custo de ter alguém representando nossos interesses. Este custo é composto de 1) potencial estrago a ser feito pelo agente em seu interesse próprio, 2) custo de controlar este agente e 3) custo de dar um incentivo para alinhar os interesses deste agente. A soma de 1+2+3 dá o custo total do agente que devemos procurar minimizar.

Sem 2 e 3 o estrago vai provavelmente representar a perda de seu patrimônio (p.ex. usucapião). Se adicionar o 2), por exemplo um sistema de policiamento e justiça atuante, há punição concreta para o mau comportamento, então o agente tomará mais cuidado para não ser punido. A grande revolução neste conceito é a criação do 3, um alinhamento de incentivo que faz com que o agente se comporte de maneira a maximizar os interesses do proprietário (p.ex. participação nos lucros). É aqui que precisamos corrigir nosso sistema público e político.

A remuneração oficial atual dos políticos e gestores públicos é muito baixa considerando o nível de responsabilidades e impacto em nossas vidas. E não visa eficiência. Se usarmos uma escala Hay para ajustar estas remunerações e introduzirmos o elemento variável (bônus por resultados) provavelmente vamos minimizar a corrupção e melhorar em muito o desempenho. Cingapura é um país de extremo sucesso econômico (US$85K/cap) atingido nos últimos 50 anos onde a arrecadação do governo é de apenas 19% do PIB, o IDH já está em 0,91 e os funcionários do públicos chegam a ganhar mais do que a iniciativa privada.

De 2014 até hoje a política macro-econômica gerou R$2,5 trilhões de prejuízos para o Brasil. Item 1 do custo do agente. Não deveríamos criar um bônus de dezenas de bilhões de reais para reverter este tipo de prática? Um Presidente da República não merece ficar bilionário ao fazer o país crescer mais de 5% ao ano distribuindo renda e melhorando infra-estrutura social. E os Ministros não deveriam ganhar dezenas de milhões de reais, como empresários ganhariam através do lucro de suas empresas? O mesmo não se aplica para senadores, deputados e outro funcionários públicos com poder decisivo que impactam na poupança fiscal e capacidade de investimento e crescimento da economia?

Quanto ganham os 9 membros do Copom responsáveis por estes R$2,5 trilhões de prejuízo ao terem elevado a taxa de juros de 7,25% para 14,25%? Qual teria sido o comportamento deles se ganhassem 0,1% da poupança fiscal do governo ao invés de 0,1% do lucro dos bancos?

Nosso custo do agente está elevadíssimo e temos 70% da Câmara (Corrupcao – Ranking por Partido) e pelo menos 16 membros no Senado claramente envolvidos em corrupção. A votação pela distorção e aceleração das 10 medidas anti-corrupção do MPF deixou eles todos em evidência. O Moro ainda tem bastante trabalho pela frente.

 

O Bom Senso na Macroeconomia

A missão da macroeconomia é criar riqueza. Se riqueza não está sendo criada uma análise com bom senso rapidamente identificará as causas. Dois economistas iluminados foram sem dúvidas Smith e Keynes. Seus conceitos se complementam para formar uma teoria econômica robusta, seguida pelos principais países de sucesso econômico.

De 2014 até hoje o Brasil destruiu R$2 trilhões de sua economia através de perda de PIB e aumento de endividamento. A destruição continua e os irresponsáveis gostam de jogar a culpa na equipe anterior. DR jogava no FHC, MT joga na DR. Não temos uma liderança que assuma que o problema é dele, que  vai resolvê-lo agora, não daqui a alguns anos.

Segundo Keynes o crescimento vem do aumento da demanda agregada. Isto ocorre via aumento de consumo e investimentos. O aumento de consumo deve ocorrer através do aumento do mercado (exportações) e o aumento de investimentos vêm do lucro do setor privado e da poupança pública (arrecadação menos despesas do governo).

Segundo Smith, o laissez-faire e a mão invisível, o governo não deve intervir nas variáveis preço e deve incentivar a competição entre os agentes do setor privado.

Segundo o monetarista Friedman, em períodos de ociosidade de mão-de-obra (desemprego) o governo deve utilizar uma política expansionista reduzindo os juros.

Nossa equipe macro-econômica desrespeita Keynes, Smith e Friedman. Criaram uma seita de Falsos Liberais que usa os juros para minimizar a inflação a qualquer custo, com qualquer que seja a conseqüência para a sociedade brasileira. Esta seita possui milhares de fiéis no setor financeiro que não reflete sobre as conseqüências destes atos e não usa ciência em suas análises. Desrespeitam o mais nobre conhecimento econômico que a Humanidade desenvolveu e assumem esta filosofia Falsa Liberal.

Aonde está a falsidade:

  1. Combatem a inflação (ajuste de preços) de maneira irracional tentando distorcer os preços através dos juros. O que elevação de preços de gasolina (atrelada ao US$), de feijão (perda de safra), de energia e de vários outros itens da economia que precisam reajustar seus custos tem de ruim para a economia se são feitos dentro de ambiente competitivo? Todos estes setores precisam de lucro e se estão reajustando os preços é porque é necessário. Se exagerarem no aumento de preços vão perder mercado e este não é o objetivo dos empresários que buscam maximizar seus lucros.
  2. Aumentam os juros para sinalizar responsabilidade fiscal. Aumento de juros diminui a arrecadação, aumenta as despesas e afunda o déficit nominal. Aonde que aumentando o déficit nominal está ocorrendo responsabilidade fiscal?
  3. Valorizam o câmbio para reduzir a inflação. Ao valorizar o câmbio estão diminuindo a demanda agregada dos brasileiros e o lucro das empresas brasileiras.

Seguindo a melhor teoria econômica já desenvolvida pela Humanidade precisamos corrigir nosso tripé macroeconômico para câmbio de competitividade econômica internacional (R$8,8), juros moderados de 5% e déficit nominal equilibrado de 2%. Qualquer outro caminho é aventureiro e desastroso. A evidência desde 2014 é clara e a situação não está revertendo. É necessário iluminarmos o debate macroeconômico com ciência para sairmos desta enganação da seita rentista liberal.

Smith dizia que a ciência não pode ser superior ao bom senso. Keynes desprezava o uso da matemática para esconder o bom senso na economia. Desenvolveu a Teoria Geral em prosa.

O que você pode fazer pelo Brasil II – “Guerra Civil” Macro-econômica

Precisamos agir. Um Brasil melhor não vai cair do céu. Vou escrever sobre o contexto atual e os gargalos importantes para ação.

Inacreditavelmente a biruta perdeu o poder através de impeachment, apesar de mais de metade do Congresso estar amarrado pela Lava Jato. Iria claramente cair pelo TSE, mas a lentidão da impunidade do sistema jurídico foi ultrapassada pelo esforço político após 20 meses e R$2 trilhões de perdas econômicas. O Congresso apesar do Eduardo Cunha ganhou em resultado de 1 a 0 do STF do Lewandowski.

As manifestações intelectuais e pacíficas, somadas a iniciativas do sistema jurídico exemplificadas e ampliadas pelo Moro, estão criando o Deus Brasileiro, energia cósmica das boas iniciativas que transformam e evoluem nossas vidas. Precisamos esquecer o Deus Papai Noel que traz presentes para quem tem fé, paga dízimo e não faz nada, e acreditar mais no Deus Brasileiro formado por esta energia positiva de quem corre atrás para fazer o futuro que queremos. Cármen Lúcia no STF com Lewandowski fora é ainda mais energia para nosso Deus no gargalo extremo do sistema jurídico do foro privilegiado e da impunidade. Dias ainda melhores virão.

Nossa comunidade está em frangalhos. Desemprego de 11,6% (12 milhões de brasileiros), 10 milhões trabalhando na informalidade. Governo prevendo desemprego chegar a 14% e agindo consistentemente para isto (juros altos, câmbio valorizado, déficit nominal de 10%, liberalismo econômico irresponsável). Violência subindo progressivamente. Desindustrialização. Instabilidade política. Governo MT será cassado pelo TSE e sairá do poder em 6 meses. Mais da metade do Congresso enrolado com Lava Jato. Baderna econômica e política. Precisamos consertar a econômica primeiro.

Tenha em mente que este cenário não vai melhorar nos próximos 18 meses, só vai agravar. Com taxa de crescimento abaixo de 2% ao ano não estabilizamos o desemprego e este governo com déficit nominal da ordem de 10% até 2017 não prevê entregar nem isto.

O ajuste macro-econômico é fácil e rápido: câmbio com competitividade econômica internacional de R$8,7, juros moderados de 5% e déficit nominal de 2%. O desafio é convencer os tomadores de decisão da racionalidade destas medidas e você precisa estudar caso ainda não esteja convencido. Não tenha fé. Não acredite em mim. Estude nossos dados e textos. Pense com sua cabeça. Eu aposto metade de meu patrimônio e minha vida econômica depois de 30 anos de experiência. Invista alguns dias e aprofunde-se no tema.

Armado nosso Exército, vamos para a Guerra Civil Macro-Econômica:

  • Evoluir o debate na mídia Valor, Folha, Estado e Globo. Nosso Quarto Poder que viabilizou o impeachment.
  • Enfrentar a inépcia da equipe econômica
  • Enfrentar a inépcia ou má fé dos 9 membros do Copom

Eu sou um pequeno empresário e bloguista com poder bastante limitado. Acredito no Deus Brasileiro mas precisamos trazer mais Brasileiros para o jogo. Estamos perdendo de 9 a 1 para a China mas continuo em campo.

7 de setembro é Dia da Independência. Vamos levar nosso Brasil a sério?

 

Keynes, depressão induzida e bom senso

Keynes escreveu durante a Grande Depressão a Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. Uma das principais obras econômicas da História. Lançou a fundamentação da macro-economia. Seu estilo difere dos textos econômicos modernos do mainstream pois seus conceitos são expressos quase que inteiramente em prosa com pouca modelagem matemática explícita, seguindo a prática de Alfred Marshall e seus outros sucessores de Cambridge, Inglaterra, na década de 1930. Essa abordagem não é acidental nem deficiente, visto que Keynes (um matemático por treinamento) critica o uso da matemática na economia para esconder argumentos fracos por trás de notações matemáticas. Bom senso.

A riqueza de uma economia é feita através do conhecimento nos cérebros dos cidadãos assim como nos ativos construídos no país. Isto só pode ser maximizado através do pleno uso dos recursos disponíveis. Pleno emprego, pleno uso das terras, dos equipamentos e da infra-estrutura. Desemprego e ociosidade de uso dos recursos naturais renováveis (terra, água e sol) e equipamentos é perda de tempo no caminho para o desenvolvimento e melhoria de vida dos cidadãos. O Brasil é o país do desperdício de tempo de seus cidadãos e de seus recursos. Tempo perdido é tempo perdido. Não volta atrás.

Neste contexto do bom senso econômico Keynes demonstra que em momento de depressão (ociosidade de mão-de-obra), compensa alocar recursos para ocupar esta mão-de-obra em atividades produtivas que terão valor no futuro como, por exemplo, obras de infra-estrutura. Criar uma dívida em cima de algo com capacidade de pagamento futuro faz todo sentido inclusive contábil. Deste conceito vivem os empresários que investem anos em negócios que ficarão lucrativos no futuro. Deste conceito vive o agricultor que investe no plantio para se beneficiar da colheita.

Desrespeitando macroeconomia e bom senso, nosso BC induziu esta depressão que estamos vivendo. Em 2012 tínhamos déficit nominal de R$109B (2% do PIB), juros caíram até 7,25% e crescemos 3% em 2013. Ambiente econômico equilibrado e com juros declinantes. No segundo trimestre de 2013, após as manifestações, o BC se viu no direito de elevar os juros até 14,25%. Este efeito reduziu a arrecadação tributária, elevou as despesas com juros para R$500B, criou as despesas com “subsídios” (financiamentos de longo-prazo a taxas menores do que SELIC) e afundou o déficit nominal para R$613B (10% do PIB). Com esta virada de déficit o PIB virou 6,8% para -3,8% em 2015. Depressão induzida pelo BC. R$2 trilhões de perdas econômicas, eliminação de milhões de empregos e dezenas de milhares de mortes desnecessárias.

A argumentação deles vem em cima de risco de inflação. Usam os juros para diminuir o risco de inflação a qualquer custo. Não interessa o resultado no poder de compra dos trabalhadores e dos brasileiros. Interessa o poder de compra da moeda e talvez algum outro incentivo menos transparente do sistema rentista e financeiro. São os economistas que se escondem atrás de modelos matemáticos que Keynes desprezava. Usam uma planilha para justificar uma catástrofe. Certo não é o que dá certo, é o que parece certo para este grupo.

Menosprezo aos conceitos defendidos por Keynes pode ter sido um dos elementos que conduziram à 2a. Guerra Mundial. O Livro de Keynes faz 80 anos. O que menosprezo a Keynes vai causar ao Brasil?

 

Poder de compra do trabalhador e respeito à inflação

Na vida é importante o foco em resultado. No caso de um país – economicamente falando – precisamos maximizar o poder de compra dos trabalhadores. Resultado. Este poder de compra vem através de empregos cada vez melhores, com mais valor agregado, e maior produtividade no trabalho. Sem aumento de produtividade não há aumento de poder de compra, visto que poder de compra em si é uma medida de produtividade, ou seja, o quanto cada trabalhador pode comprar.

Inflação está relacionada a poder de compra da moeda. Variável econômica de segunda ordem, que não pode ser usada para desviar a atenção do objetivo de primeira ordem: poder de compra dos trabalhadores.

Inflação é uma variável do mercado, que mede o quanto os preços estão subindo. Esta variável tem um papel importante da mão invisível para equilibrar oferta e demanda e garantir os incentivos corretos para os agentes. Nesta dimensão não pode ser distorcida, precisa funcionar. Se há falta de um produto o preço precisa subir para restringir o consumo a quem mais precisa destes produtos e incentivar com lucro adicional aos produtores para que aumentem a oferta e voltem a atender os segmentos que não foram atendidos ao preço mais alto.

Este mecanismo de inflação precisa ser respeitado e não pode ser distorcido via juros. O aumento de demanda representa o início do ciclo de crescimento, que fortalece o poder de compra dos cidadãos. Elevar juros para inibir esta demanda é uma grande distorção das forças econômicas.

Há uma segunda dimensão da inflação que é monetarista, ou seja, está relacionada ao equilíbrio entre papel moeda e produtos da economia. Quando o governo consome mais do que arrecada em tributos e, para isto, imprime papel moeda para cobrir o déficit, há um aumento de papel moeda sem lastro em produtos, que faz com que apareça uma inflação de ajuste de papel moeda. Esta inflação é péssima para a economia, foi criada irresponsavelmente, artificialmente, e costuma transformar-se na hiperinflação que tivemos na década de 80.

Os mecanismos para evitar o aumento de inflação estão em não ter déficit fiscal não financiável por dívida (déficit com lastro) e criar estímulos econômicos para aumento de oferta equilibrada com as demandas futuras. No Brasil cometemos a irracionalidade de combater inflação usando juros que aumentam ainda mais o déficit nominal. O efeito disto é a forte queda do poder de compra dos trabalhadores.

De maneira geral uma economia bem organizada tenderá a ter uma inflação baixa, tornando planejamento mais fácil. Contudo precisa ficar claro que combate a inflação a qualquer custo não faz sentido econômico dentro do conceito de aumentar o poder de compra dos trabalhadores.

Uma evidência empírica relevante é que o poder de compra dos brasileiros subiu mais nos quatro anos de hiperinflação (1986 a 1990) do que em todo o período de inflação baixa que veio após o Plano Real, em termos médios anuais. Outra evidência internacional interessante foi a Coréia do Sul que cresceu a taxas de 7% ao ano convivendo com inflação média anual de 19% de 1960 a 1980.