Plano Keynes – Brasil 2050 – v1

A partir de 2020 temos um mundo novo pela frente. Muito melhor. O vírus Marco Polo foi uma Evolução da Mãe Terra para melhorarmos o nosso planeta. Neste contexto de pandemia as pessoas não estão percebendo, mas está tudo melhor (poluição, barulho, limpeza, perda de tempo em transporte etc.), exceto o sistema de saúde que está passando por grande transformação para se adaptar. Contudo nos próximos 2-3 meses teremos resolvido tudo isto. Graças a nossos líderes Witzel e Doria evitamos a expansão descontrolada que Europa e EUA estão tendo, e muito provavelmente seguiremos no perfil asiático com tempo para fazer os testes, mapear os locais de contágio, desenvolver a infra-estrutura de saúde necessária e gerenciar um retorno a nova normalidade, ainda com saúde, higiene e distanciamento social pelos próximos 12-18 meses até termos uma vacina.

Não há um grande caos econômico como está sendo previsto. Não estamos passando por uma guerra que destrói infra-estrutura e força de trabalho, ou uma pandemia que mata a força de trabalho. O vírus mata nossos amigos, pais e grupos de risco. Basta os isolarmos adequadamente, respeitando higiene e distanciamento social. Não vão faltar alimentos e produtos de primeira necessidade para vivermos bem. Simplesmente temos que adequar nossos trabalhos e formas de entretenimento. É um grande momento de Meditação para a Humanidade, fortalecer laços de família, aprendizado a distância, uso de telecom/internet, uma nova maneira de viver respeitando o Planeta.

Para fazermos um Planejamento adequado, temos que considerar esta nova realidade. Precisamos forçar uma realocação de nossos recursos (humanos e financeiros) para vivermos com eficiência neste contexto.

O que Keynes nos recomendaria nesta situação, considerando que o objetivo da Ciência Econômica é maximizar crescimento (geração de riqueza) com inclusão social? Temos que ter em mente que queremos maximizar o aprendizado dentro do cérebro de cada brasileiro. Isto ocorre via emprego e escola. Para emprego temos que considerar o conceito de demanda agregada e responsabilidade fiscal.

  • Juro selic taxa neutra de ZERO (como o FED): diminui despesas do governo, aumenta crédito e arrecadação tributária
  • Câmbio de competitividade econômica internacional de R$9: aumenta exportações e substituição de importações (maximiza empregos no Brasil)
  • Taxa de imposto de 30% da exportação de commodities agrícolas e minerais (fim da Lei Kandir): aumenta arrecadação, diminui efeito de doença holandesa e mantém lucratividade do agronegócio nos níveis atuais (R$9 – 30% = R$6,30; câmbio atual está em R$5)
  • Eleve valores de bolsa família e seguro desemprego por 4-6 meses; ninguém pode passar fome ou sentir insegurança maior do que a necessária; leve em conta que os custos serão menores do que quando se está trabalhando (não temos mais perda de dinheiro em transporte, entretenimento, roupas etc. como tínhamos no mundo “consumista” normal)
  • Incentive empresas a demitir e adequar suas forças de trabalho à nova realidade do mercado (empresas aéreas, restaurantes, lojas, empresas de evento etc.), ou seja, respeite o laissez-faire. Não proteja ou desacelere o desemprego necessário. Precisamos liberar mão-de-obra para ser ocupada em trabalhos que geram riqueza. Importante segurar o baque social via seguro desemprego para que os empresários mantenham caixa e empreendam nas novas oportunidades deste contexto macroeconômico favorável pelo juro baixo e câmbio competitivo.
  • Desenvolva plano de investimento de R$1 trilhão para moradias populares de maneira a eliminar as favelas de todo o Brasil (empregará grande parte da informalidade destas cidades)
  • Desenvolva plano de transporte público de qualidade para todos os cidadãos: expansão significativa de ferroviário/metrô, ônibus e mobilidade pessoal (patinetes, scooters e bicicletas)
  • Minimize consumo de combustíveis fósseis elevando tributação neles e incentive energia sustentável que maximize emprego (etanol e eucalipto)
  • Maximize investimentos em infra-estrutura de internet e telecom (5G) para melhorar eficiência de home office e trabalho/reuniões a distância.
  • Construa uma Visão 2050 para o Brasil levando em conta as melhores práticas de Singapura e China.

Plano simples e consistente com os trabalhos de Keynes. Responsável fiscalmente ao equilibrar geração de arrecadação com despesas e investimentos.

Precisamos nos livrar dos planos da Oligarquia Financeira que quer manter o juro alto e aumentar o endividamento do estado com a torneira aberta sem estratégia de aonde precisamos chegar como país e sociedade. De 1997 a 2018 o lucro dos bancos multiplicou-se 26 vezes enquanto o país cresceu menos de 2,4% ao ano. Perdemos R$25 trilhões com eles dominando a agenda do Copom/BC. Nos últimos 15 meses continuaram com este domínio, crescemos 1,1%, desemprego continua em 11%, 43% de informalidade e centenas de milhares de miseráveis pelas ruas das grandes metrópoles. Este grupo não liga para emprego e inclusão social.

Publicado por

Eduardo Giuliani

Edu é empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. (1991-97) e investidor pela Advent International (1998-99). Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U.S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT (1994). Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute (1997). Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP (1989). MBA pela Harvard Business School (1995). Tenente da Reserva do Exército (1985). Casado. Três filhos. Tri-atleta.

3 comentários em “Plano Keynes – Brasil 2050 – v1”

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