O Foco tem que ser na Demanda

O governo brasileiro está focando suas energias no liberalismo de oferta, e menosprezando a importância do planejamento macroeconômico para o fortalecimento da Demanda por nosso trabalho. Precisamos considera o sucesso de planejamento governamental nos casos de Singapura, China, Coréia do Sul e EUA. Temos uma grande oportunidade à frente, nos mercados de EUA e China/Ásia, e temos que aproveita-la com inteligência, no espírito nacionalista de Getúlio Vargas, JK, Costa e Silva, e Médici.

O Brasil vive um grande momento em sua História no qual temos um recorde de participação da população tentando melhorar o País:

  • Em 2011 Dilma é eleita com o objetivo de Eliminar a Miséria no país.
  • Em 2012 tenta através da Nova Matriz Econômica reduzir o juro, diminuir tributos e dar incentivos para a indústria nacional crescer
  • Em 2013 manifestações de rua forçaram mudanças na legislação melhorando práticas anti-corrupção (p.ex. delação premiada)
  • Dilma libera elevação de juro e quebra a Nova Matriz. Selic de 7,25% sobe para 14,25%. PIB de +3% cai para -4% e coloca o país em uma de suas piores depressões.
  • Em 2014 Operação Lava Jato inicia Era do fim da Lei de Gerson. Ilícitos ficam desconfortáveis em todos os cargos públicos e inúmeros vão para a cadeia com a aprovação de prisão após condenação em 2a Instância. Regra mantida no STF pelos 4 ministros indicados por Dilma (Barroso, Fachin, Weber e Fux)
  • Dilma é impedida em 2016, Cunha é preso em 2017, Lula em 2018 e Temer em 2019
  • Em 2019 Bolsonaro assume com a Dinastia da Bozolândia (desmeritocracia, ego e discriminação de brasileiros petistas e outros) e com uma equipe econômica liberal que nada faz para melhorar as condições de vida do brasileiro. PIB cai 0,2% no primeiro semestre, desemprego se mantém em 12% e as projeções econômicas são todas medíocres para um país em desenvolvimento.
  • Insatisfação popular se acentua e tende a se agravar; a população brasileira continua acompanhando a política de perto.

Em resumo, não há motivos para cruzar os braços. O país não vai melhorar se ficarmos parados. A pressão tem que continuar na busca da Verdade do que é melhor para nossa comunidade.

Economia é o que mais afeta a qualidade de vida de todos nós e a situação continua muito ruim com desemprego por volta de 12%, informalidade em 43%, salário médio de R$2,5K/mês, desindustrialização, desalento, queda de renda e discriminação entre brasileiros.

E é neste aspecto econômico que o governo Bolsonaro mais decepciona apoiado pelos mesmos empresários que nos colocaram neste buraco. Uma visão míope de um falso liberalismo que não traz progresso significativo. As economias mais fortes e de maior sucesso em crescimento econômico não utilizam liberalismo irresponsável. Possuem claro foco em geração de emprego e renda para sua população. Vide Singapura, China, Coréia do Sul e EUA: Crescimento Inflação e Liberalismo.

A equipe econômica e os empresários que a apoiam estão concentrando esforços em questões de oferta (produtividade, privatização, desburocratização, previdência, abertura de mercado, reforma tributária, concessões etc.) com muito pouca atenção para questões de demanda que impulsionam crescimento, renda e solvência das contas públicas. Duas variáveis colocam o Brasil no trilho do progresso: câmbio de competitividade econômica internacional (R$9) e juro taxa neutra de 2%.

O câmbio afeta a demanda no consumo externo (aumento de exportações), no consumo interno (substituição de importações) e nos investimentos (aumento do lucro gera mais investimentos das empresas privadas e aumento de arrecadação tributária que gera mais investimentos públicos). A taxa de juro neutra de 2% aumenta o crédito que aumenta o consumo interno e a arrecadação, assim como reduz as despesas financeiras do governo aumentando a poupança fiscal que se transformará em investimento público.

É importante alavancarmos este alto nível de participação que atingimos para esclarecermos dúvidas sobre como realmente devemos gerar riqueza em nosso país e promover a inclusão social que enriquecerá ainda mais nossa comunidade.

Publicado por

Eduardo Giuliani

Empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. e investidor pela Advent International. Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U. S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT. Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP. MBA pela Harvard Business School. Tenente da Reserva do Exército. Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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