Tecnologia Humana, Liberalismo e os Pobres

O ser humano tem 2 bilhões de anos de tecnologia genética em seu corpo, que se iniciou com a primeira célula na Terra. É a máquina mais sofisticada que temos conhecimento de que o Universo desenvolveu até este momento. Uma das Leis Naturais mais fortes e claras é a da Evolução. De um próton há 14 bilhões de anos, hoje o Universo é composto de infinitos elementos em constante expansão. O ser humano precisa continuar sua evolução: Ordem, Progresso e Inclusão.

Neste contexto da Humanidade aparecem os Liberais pregando que os governos são ineficientes e ineptos, que a iniciativa privada faz tudo sozinha e que os pobres são vagabundos que não merecem atenção. São ideológicos, mentalidade Terra Plana. As evidências empíricas de Singapura, China e até mesmo dos EUA demonstram o contrário: o trabalho bem planejado de um governo que controla 20-40% do PIB faz muita diferença no sucesso econômico e social do país.

O liberalismo irresponsável levou ao aparecimento dos Ineptos Comunismo e Fascismo nos séculos XIX/XX que criou o conceito de que o Estado deve corrigir os “defeitos” do liberalismo via “doar” a mais valia para os trabalhadores (comunismo) ou planejar e controlar completamente a economia e a vida das pessoas (fascismo).  Isto faz com que o liberalismo tenha grande responsabilidade na criação dos contextos para as Grandes Guerras (1a e 2a). Este problema só foi contornado pelo brilhante Keynes em “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” de 1936.

Keynes guiou Roosevelt para tirar os EUA da depressão, auxiliou Alemanha e Suécia em suas políticas econômicas e influenciou o FED a colocar em sua missão “maximização de emprego”, descartando o liberalismo do Friedman em 1982. Influenciou também os Tigres Asiáticos e a China a fazerem políticas macroeconômicas tão bem sucedidas desde meados do século passado.

Ha-Joon Chang, economista da Coréia do Sul que leciona em Cambridge/UK, escreveu um best-seller (Kicking Away The Ladder), demonstrando quanto os países que divulgam o liberalismo não são nem um pouco liberais em suas próprias políticas externas, e criam empecilhos para os países pobres se desenvolverem fazendo o catch-up.

As ruínas atuais de Argentina e Chile demonstram este problema. E o Brasil de Collor, FHC, Temer e Bozo foram e estão sendo evidências concretas dentro de casa do desemprego e do menosprezo pela população mais pobre do país. Máquinas humanas tratadas pior do que muitos animais irracionais de estimação.

A grande riqueza de uma Nação está no conhecimento dentro dos cérebros de seus cidadãos. O governo tem que se esforçar incansavelmente para garantir a evolução deste conhecimento através de oportunidades de trabalho (empregos de qualidade) e ensino.

Não podemos descansar enquanto não tivermos certeza de que nossa Comunidade e a Humanidade estão evoluindo da melhor maneira possível. Nós Brasileiros precisamos retomar nosso caminho de Evolução constante que tínhamos até 1984. Somos muito melhores do que o desempenho das últimas décadas tem demonstrado.

Atitude de Brasileiro, Cidadão do Mundo

Nossas atitudes são a principal causa de não estarmos evoluindo. Nós, brasileiros com renda acima de R$5K/mês (estimo em menos de 10% da população), que possuem consciência clara da situação e determinam as principais decisões do país, estamos cometendo erros em nosso dia a dia que nos colocaram neste imbróglio econômico e social em que nos encontramos. Precisamos parar de colocar a culpa em questões externas (políticos, estrangeiros, juízes, governo etc.) e reconhecer que nossas atitudes são a causa. Economistas, empresários e advogados.

Certo é o que dá certo, não o que parece certo. Com esta regra básica de busca da Verdade, devemos abrir nossas mentes para achar as reais causas que precisam ser combatidas para garantir nossa Evolução.

A Lei da Evolução é uma das principais Leis Naturais com a qual convivemos. Desde o primeiro próton há 14 bilhões de anos, o universo evolui constantemente. Vida começou há 2 bilhões de anos com a primeira célula e hoje nossa alma habita esta máquina fantástica que é o Corpo Humano.

A constante busca da Verdade garante esta evolução. Verdade não é o que algumas pessoas dizem. Não há dono da verdade. Verdade é tudo que pode ser contestado e os fatos demonstram que ela faz sentido. A regra da Fé é uma das regras criadas para manipular seres humanos a viverem fora da Verdade. Adão e Eva, Terra Plana, Geocentrismo e até mesmo Deus, foram conceitos de Fé que mais serviram para manipular os seres humanos do que para Ilumina-los.

Como Brasileiros, Cidadãos do Mundo, precisamos garantir a evolução de nossa comunidade através da constante busca da Verdade em questões religiosas, sociais, ambientais e econômicas. O governo medíocre que se instalou no país está aplicando um modelo de fé, de salvador da pátria, tentando cegar os brasileiros com suas ideologias extremamente infelizes. Coragem, meritocracia e cidadania não são os valores da maioria dos membros do governo, apesar de serem das Forças Armadas que construíram esta Nação. Vivemos em uma Dinastia da Bozolândia e precisamos enfrenta-la como enfrentamos os governos anteriores.

Na frente religiosa, tivemos um 7 de setembro com um sacerdote no altar, situação típica de Idade Média. Inúmeros ilícitos religiosos no Congresso, pagos para garantir os direitos deste grupo, que sem consultar Deus, não querem pagar tributos. Objetivo da religião é fazer o Bem para a maioria, não é arrecadar o máximo de fundos para o sacerdócio como vemos claramente no caso brasileiro, incluindo a igreja católica do vaticano de ouro e a maioria das evangélicas.

Na frente social há um total menosprezo para emprego, educação e inclusão social, fatores primordiais para nossa evolução como comunidade com substância de conhecimento.

Na frente ambiental acham que têm o direito de detonar nosso meio-ambiente em nome do progresso criado por uma minoria de empresas florestais e agrícolas que geram empregos braçais em pouco volume e de baixo valor agregado. Irrelevantes para a economia nacional. Trogloditas queimando as florestas.

Na frente econômica a cegueira é a mais maléfica porque com a falta de recursos o dano nas outras frentes é ainda maior. Economia foi criada para gerar progresso constantemente, sem desculpas. Smith e Keynes foram os dois principais nomes que demonstraram este caminho. Singapura, China, Coréia do Sul e EUA são exemplos da viabilidade deste modelo. Uma nação só não gera progresso constantemente se houver algum grupo manipulando a situação. É exatamente este o caso do Brasil:

  • Taxa de juro nível neutro deveria ser de 1-2%, não 6%. Seguindo melhores práticas internacionais nas quais o juro é definido para garantir pleno emprego através de política expansionista de base monetária (Friedman). Mercado internacional atualmente cobra 1% de juro real do Brasil para títulos de curto prazo. Nosso governo deveria pagar menos do que isto no mercado interno onde controla esta taxa, não mais.
  • Lucro dos bancos multiplicou-se 26X de 1997 a 2018, 10% de crescimento real por ano enquanto o país cresceu menos de 2,4%.
  • Membros do Copom, que definem a taxa de juro, são do mercado financeiro. Atual presidente é do Santander.
  • Taxa de câmbio de nível de competitividade econômica internacional para o Brasil é de R$9. Efeito de doença holandesa de nossas commodities agrícolas e minerais sobrevaloriza esta taxa, causando desindustrialização e perda de arrecadação tributária.
  • Oligarquia do agronegócio que domina o Congresso mantém a Lei Kandir, que isenta exportações de commodities agrícolas e minerais de pagarem impostos sobre o faturamento (ICMS, IPI, PIS-COFINS)
  • Menosprezando situação de desemprego e falência fiscal do país, equipe econômica atual foca exclusivamente em temas de interesse do setor financeiro:
    • Reforma da previdência privilegiando negócio para a previdência privada
    • Privatização gerando negócios para os bancos de investimento
    • Retirada das instituições financeiras públicas do mercado de crédito (BNDES, CEF, BB); deixando este mercado exclusivamente para o setor privado (como empresário estou pagando juro de 21% ao ano para financiar equipamentos industriais, concorrência internacional paga 2-3%)
    • Independência do BC para garantir a perpetuidade destas políticas macro-econômicas irresponsáveis; já tinham colocado a missão de minimizar inflação ao invés de maximizar emprego (missão do FED nos EUA)
  • Desempenho pífio:
    • em crescimento (menos de 1% em 2019, 2% em 2020),
    • em desemprego (12% podendo piorar),
    • em responsabilidade fiscal (quebraram regra de ouro em R$240B em 2019 e vão quebrar de novo em 2020) e ainda querem aumentar a carga tributária com novos tributos (CPMF)

Apesar de todas estas evidências, não há uma discussão honesta sobre estes temas. Há cegueira de opinião, perspectivas ideológicas de falso liberalismo, condenação do PT, discriminação na sociedade, desrespeito ao meio-ambiente e comportamentos desonestos evidentes na presidência: questão Queiroz, prole em cargos do governo, desvios dos esforços Lava Toga, envolvimento do sacerdócio desonesto em política, influência na Polícia Federal, nos órgãos de controle (COAF), alinhamento com ilícitos do Congresso e do STF.

Em resumo o país está uma baderna e nós continuamos sendo os culpados. Economistas, empresários e advogados precisam se unir para trabalharmos em prol da Verdade em Atitude de Brasileiro da Era do Moro, não de Covarde da Era da Lei de Gerson.

Poder de compra do trabalhador e respeito à inflação

Na vida é importante o foco em resultado. No caso de um país – economicamente falando – precisamos maximizar o poder de compra dos trabalhadores. Resultado. Este poder de compra vem através de empregos cada vez melhores, com mais valor agregado, e maior produtividade no trabalho. Sem aumento de produtividade não há aumento de poder de compra, visto que poder de compra em si é uma medida de produtividade, ou seja, o quanto cada trabalhador pode comprar.

Inflação está relacionada a poder de compra da moeda. Variável econômica de segunda ordem, que não pode ser usada para desviar a atenção do objetivo de primeira ordem: poder de compra dos trabalhadores.

Inflação é uma variável do mercado, que mede o quanto os preços estão subindo. Esta variável tem um papel importante da mão invisível para equilibrar oferta e demanda e garantir os incentivos corretos para os agentes. Nesta dimensão não pode ser distorcida, precisa funcionar. Se há falta de um produto o preço precisa subir para restringir o consumo a quem mais precisa destes produtos e incentivar com lucro adicional aos produtores para que aumentem a oferta e voltem a atender os segmentos que não foram atendidos ao preço mais alto.

Este mecanismo de inflação precisa ser respeitado e não pode ser distorcido via juros. O aumento de demanda representa o início do ciclo de crescimento, que fortalece o poder de compra dos cidadãos. Elevar juros para inibir esta demanda é uma grande distorção das forças econômicas.

Há uma segunda dimensão da inflação que é monetarista, ou seja, está relacionada ao equilíbrio entre papel moeda e produtos da economia. Quando o governo consome mais do que arrecada em tributos e, para isto, imprime papel moeda para cobrir o déficit, há um aumento de papel moeda sem lastro em produtos, que faz com que apareça uma inflação de ajuste de papel moeda. Esta inflação é péssima para a economia, foi criada irresponsavelmente, artificialmente, e costuma transformar-se na hiperinflação que tivemos na década de 80.

Os mecanismos para evitar o aumento de inflação estão em não ter déficit fiscal não financiável por dívida (déficit com lastro) e criar estímulos econômicos para aumento de oferta equilibrada com as demandas futuras. No Brasil cometemos a irracionalidade de combater inflação usando juros que aumentam ainda mais o déficit nominal. O efeito disto é a forte queda do poder de compra dos trabalhadores.

De maneira geral uma economia bem organizada tenderá a ter uma inflação baixa, tornando planejamento mais fácil. Contudo precisa ficar claro que combate a inflação a qualquer custo não faz sentido econômico dentro do conceito de aumentar o poder de compra dos trabalhadores.

Uma evidência empírica relevante é que o poder de compra dos brasileiros subiu mais nos quatro anos de hiperinflação (1986 a 1990) do que em todo o período de inflação baixa que veio após o Plano Real, em termos médios anuais. Outra evidência internacional interessante foi a Coréia do Sul que cresceu a taxas de 7% ao ano convivendo com inflação média anual de 19% de 1960 a 1980.