Atitude de Brasileiro, Cidadão do Mundo

Nossas atitudes são a principal causa de não estarmos evoluindo. Nós, brasileiros com renda acima de R$5K/mês (estimo em menos de 10% da população), que possuem consciência clara da situação e determinam as principais decisões do país, estamos cometendo erros em nosso dia a dia que nos colocaram neste imbróglio econômico e social em que nos encontramos. Precisamos parar de colocar a culpa em questões externas (políticos, estrangeiros, juízes, governo etc.) e reconhecer que nossas atitudes são a causa. Economistas, empresários e advogados.

Certo é o que dá certo, não o que parece certo. Com esta regra básica de busca da Verdade, devemos abrir nossas mentes para achar as reais causas que precisam ser combatidas para garantir nossa Evolução.

A Lei da Evolução é uma das principais Leis Naturais com a qual convivemos. Desde o primeiro próton há 14 bilhões de anos, o universo evolui constantemente. Vida começou há 2 bilhões de anos com a primeira célula e hoje nossa alma habita esta máquina fantástica que é o Corpo Humano.

A constante busca da Verdade garante esta evolução. Verdade não é o que algumas pessoas dizem. Não há dono da verdade. Verdade é tudo que pode ser contestado e os fatos demonstram que ela faz sentido. A regra da Fé é uma das regras criadas para manipular seres humanos a viverem fora da Verdade. Adão e Eva, Terra Plana, Geocentrismo e até mesmo Deus, foram conceitos de Fé que mais serviram para manipular os seres humanos do que para Ilumina-los.

Como Brasileiros, Cidadãos do Mundo, precisamos garantir a evolução de nossa comunidade através da constante busca da Verdade em questões religiosas, sociais, ambientais e econômicas. O governo medíocre que se instalou no país está aplicando um modelo de fé, de salvador da pátria, tentando cegar os brasileiros com suas ideologias extremamente infelizes. Coragem, meritocracia e cidadania não são os valores da maioria dos membros do governo, apesar de serem das Forças Armadas que construíram esta Nação. Vivemos em uma Dinastia da Bozolândia e precisamos enfrenta-la como enfrentamos os governos anteriores.

Na frente religiosa, tivemos um 7 de setembro com um sacerdote no altar, situação típica de Idade Média. Inúmeros ilícitos religiosos no Congresso, pagos para garantir os direitos deste grupo, que sem consultar Deus, não querem pagar tributos. Objetivo da religião é fazer o Bem para a maioria, não é arrecadar o máximo de fundos para o sacerdócio como vemos claramente no caso brasileiro, incluindo a igreja católica do vaticano de ouro e a maioria das evangélicas.

Na frente social há um total menosprezo para emprego, educação e inclusão social, fatores primordiais para nossa evolução como comunidade com substância de conhecimento.

Na frente ambiental acham que têm o direito de detonar nosso meio-ambiente em nome do progresso criado por uma minoria de empresas florestais e agrícolas que geram empregos braçais em pouco volume e de baixo valor agregado. Irrelevantes para a economia nacional. Trogloditas queimando as florestas.

Na frente econômica a cegueira é a mais maléfica porque com a falta de recursos o dano nas outras frentes é ainda maior. Economia foi criada para gerar progresso constantemente, sem desculpas. Smith e Keynes foram os dois principais nomes que demonstraram este caminho. Singapura, China, Coréia do Sul e EUA são exemplos da viabilidade deste modelo. Uma nação só não gera progresso constantemente se houver algum grupo manipulando a situação. É exatamente este o caso do Brasil:

  • Taxa de juro nível neutro deveria ser de 1-2%, não 6%. Seguindo melhores práticas internacionais nas quais o juro é definido para garantir pleno emprego através de política expansionista de base monetária (Friedman). Mercado internacional atualmente cobra 1% de juro real do Brasil para títulos de curto prazo. Nosso governo deveria pagar menos do que isto no mercado interno onde controla esta taxa, não mais.
  • Lucro dos bancos multiplicou-se 26X de 1997 a 2018, 10% de crescimento real por ano enquanto o país cresceu menos de 2,4%.
  • Membros do Copom, que definem a taxa de juro, são do mercado financeiro. Atual presidente é do Santander.
  • Taxa de câmbio de nível de competitividade econômica internacional para o Brasil é de R$9. Efeito de doença holandesa de nossas commodities agrícolas e minerais sobrevaloriza esta taxa, causando desindustrialização e perda de arrecadação tributária.
  • Oligarquia do agronegócio que domina o Congresso mantém a Lei Kandir, que isenta exportações de commodities agrícolas e minerais de pagarem impostos sobre o faturamento (ICMS, IPI, PIS-COFINS)
  • Menosprezando situação de desemprego e falência fiscal do país, equipe econômica atual foca exclusivamente em temas de interesse do setor financeiro:
    • Reforma da previdência privilegiando negócio para a previdência privada
    • Privatização gerando negócios para os bancos de investimento
    • Retirada das instituições financeiras públicas do mercado de crédito (BNDES, CEF, BB); deixando este mercado exclusivamente para o setor privado (como empresário estou pagando juro de 21% ao ano para financiar equipamentos industriais, concorrência internacional paga 2-3%)
    • Independência do BC para garantir a perpetuidade destas políticas macro-econômicas irresponsáveis; já tinham colocado a missão de minimizar inflação ao invés de maximizar emprego (missão do FED nos EUA)
  • Desempenho pífio:
    • em crescimento (menos de 1% em 2019, 2% em 2020),
    • em desemprego (12% podendo piorar),
    • em responsabilidade fiscal (quebraram regra de ouro em R$240B em 2019 e vão quebrar de novo em 2020) e ainda querem aumentar a carga tributária com novos tributos (CPMF)

Apesar de todas estas evidências, não há uma discussão honesta sobre estes temas. Há cegueira de opinião, perspectivas ideológicas de falso liberalismo, condenação do PT, discriminação na sociedade, desrespeito ao meio-ambiente e comportamentos desonestos evidentes na presidência: questão Queiroz, prole em cargos do governo, desvios dos esforços Lava Toga, envolvimento do sacerdócio desonesto em política, influência na Polícia Federal, nos órgãos de controle (COAF), alinhamento com ilícitos do Congresso e do STF.

Em resumo o país está uma baderna e nós continuamos sendo os culpados. Economistas, empresários e advogados precisam se unir para trabalharmos em prol da Verdade em Atitude de Brasileiro da Era do Moro, não de Covarde da Era da Lei de Gerson.

Publicado por

Eduardo Giuliani

Edu é empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. (1991-97) e investidor pela Advent International (1998-99). Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U.S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT (1994). Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute (1997). Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP (1989). MBA pela Harvard Business School (1995). Tenente da Reserva do Exército (1985). Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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