A Política do Crescimento Inclusivo: Oportunidade Bilionária.

Desde 1936 quando Keynes escreveu sua obra que criou a Macroeconomia, executar crescimento inclusivo ficou matematicamente determinado. Basta ajustar a demanda agregada do país para ter crescimento e direcionar a arrecadação tributária para despesas e investimentos em infra-estrutura social de educação, saúde, moradia e transporte. Este direcionamento gera bons empregos e mantém a evolução dos cérebros da população. No caso brasileiro implica em um câmbio de competitividade econômica internacional de R$9 e uma taxa selic em nível neutro de 1%. Este modelo foi seguido por Japão, Tigres Asiáticos, China, Índia etc. A consistência do crescimento destes países, enquanto aplicam ou aplicavam estas regras, deixa evidente que o progresso é resultado direto de uma matemática keynesiana.

O grande desafio em trilhar este caminho está em criar a vontade política para que isto seja feito. Criar vontade política significa implantar um sistema democrático que faça efetivamente o melhor para a maioria dos cidadãos e não se deixe controlar por oligarquias que manipulam o sistema em prol unicamente de seus interesses.

No Brasil temos 4 oligarquias que nos jogaram no imbróglio que vivemos desde 1985:

  1. Financeira (controla o juro e influencia o câmbio, o desemprego, a desindustrialização e a irresponsabilidade fiscal)
  2. Agronegócio (influencia o câmbio, a desindustrialização e a irresponsabilidade fiscal na exportação não-tributada)
  3. Servidores públicos (praticantes de irresponsabilidades fiscais e remuneração desonesta)
  4. Sacerdócio (garantia de não tributação causando irresponsabilidade fiscal)

Estão na ordem de prioridade em termos dos danos causados ao país. A maneira como as 4 atuam no Congresso para defender seus interesses é muito acima de qualquer nível razoável. Legisladores votando em posição de total conflito de interesse desrespeitando responsabilidades fiduciárias, fiscais e sociais.

Uma mudança de rumo para o país fica dependendo da formação de um partido que tenha um Plano de Governo consistente que priorize efetivamente o crescimento inclusivo. Este é o caso evidente do People Action Party (PAP) em Singapura e do Partido Comunista na China. Como Podemos pegar o aprendizado destes partidos e aplicar no contexto nacional? Como trazer o Planejamento do Governo para dentro do partido e ter uma estratégia nacional a ser implantada nos 3 poderes via influencia do partido nos políticos que o representa nos órgãos públicos? Como criar os incentivos para atrair os talentos nacionais para a formação desta estrutura partidária? Talentos com as devidas habilidades para implantação destas iniciativas de gestão pública.

Todos os partidos nacionais estão focados em uma briga por poder, sem realmente saber para onde querem levar o Brasil. Deixam o Plano de Governo para o possível mandatário, depois de ganhar a eleição. Não há continuidade. O Exército, como Instituição, conseguiu criar um Rumo para o Brasil até 1984 através do Tenentismo apoiado pela Escola Superior de Guerra. O abandono do Exército deixou esta função para os partidos políticos. O Planejamento virou função de estabelecimento de planilha de distribuição de propina.

A mudança precisa começar na organização dos partidos políticos. Como ficar bilionário ajudando o Brasil a ter forte crescimento inclusivo nas próximas décadas? Emprego, escola, moradia, saúde e transporte para Todos os Brasileiros.

Publicado por

Eduardo Giuliani

Edu é empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. (1991-97) e investidor pela Advent International (1998-99). Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U.S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT (1994). Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute (1997). Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP (1989). MBA pela Harvard Business School (1995). Tenente da Reserva do Exército (1985). Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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