O Desiluminado Trump e a Falha da Democracia

Os EUA são uma grande referência para o desenvolvimento da humanidade. Incorporou Iluminismo desde sua Independência (1776) com o trabalho de cidadãos como Benjamin Franklin. País de líderes e valores que vão moldando nossa civilização.

A vitória do Obama há 8 anos serviu de orgulho para todo o mundo. As transformações que ele fez no posicionamento dos EUA em inúmeros temas internacionais: Afeganistão, Iraque, Irã, Cuba, Vietnam, Japão. Provavelmente o presidente mais jovem que os EUA já teve. Obama reforçava as qualidades do povo americano. Líder. Ele e a esposa. Exemplos para cada cidadão desde mundo.

De repente aparece o Trump. O cara reforça todos os pontos negativos do povo americano. O interesse próprio. Desiluminista. Esquece o resto do planeta. É chocante sob qualquer aspecto.

Falhou a democracia americana de maneira similar a falha da democracia brasileira no caso Dilma 2.0. Se os votos fossem meritocráticos levando em conta os anos de educação de cada eleitor, Trump teria perdido para Hillary. A inteligência americana não o aprova. Os estados líderes em conhecimento como NY, CA, MA, NJ e IL foram contra ele. A mídia nos EUA e no mundo o repudiam como liderança.

O custo do erro no Brasil foi de R$1,5 trilhões de perda de PIB e endividamento público. Qual vai ser o custo nos EUA? Difícil dizer se haverá um custo econômico no curto prazo como houve no Brasil. As instituições americanas são muito mais fortes para impedir abusos. Contudo o cara é tão variável aleatória no comportamento e tão desonesto na leitura de dados que fica aqui uma grande incógnita. Americano não anda para trás.

Infelizmente não há recall de Presidente da República nos EUA. Há para 12 estados (CA entre eles) e muitos municípios.

Vai ser difícil o Trump levar seu mandato até o fim. A inteligência americana sabe trabalhar e vai dar uma lição ao mundo de como enquadrar um líder que demonstrar não merecer a cadeira onde está sentado. Guerra civil poderia ser uma das opções, contudo a civilização americana já demonstra não precisar deste tipo de instrumento internamente. Vamos ver.

Anos Simpsons pela frente…

Publicado por

Eduardo Giuliani

Empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. e investidor pela Advent International. Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U. S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT. Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP. MBA pela Harvard Business School. Tenente da Reserva do Exército. Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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