Reflexão Nacional: Quando vamos deixar de ser Covardes?

A situação do Brasil demonstra como a covardia permeia nossa sociedade:

  • Uma das piores concentrações de renda do mundo. Miséria crescente com favelas nas principais grandes metrópoles (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife etc). Desemprego e baixa ocupação de mão-de-obra afetando 28 milhões de trabalhadores e suas famílias atingindo provavelmente 80 milhões de brasileiros.
  • Violência crescente com Exército enfrentando as consequências do problema social (crime), ao invés das causas que levam os brasileiros aos crimes (desemprego, ilicitude na política de juro)
  • Se tivéssemos eleições hoje, com os candidatos menos ruins que temos, teríamos de 37 a 47% de votos brancos e nulos no segundo turno, demonstrando que o vencedor não teria o apoio da maioria dos brasileiros. Isto não é democracia.
  • Copom e BC mantém juro em 6,5% apesar do desemprego, da recessão na economia e do déficit nominal. Ninguém se move: deseconomistas, empresários, mídia…

Neste contexto procuramos jogar toda a culpa nos políticos que já demonstraram ser totalmente covardes e sem honra não assumindo seus erros. A Lava Jato já demonstrou que 80% dos líderes políticos e burocratas em posição de poder são ilícitos. Político e burocrata honesto são excessões. Os principais partidos são organizações falidas em valores e financeiramente pela perspectiva do boleto da Lava Jato.

Contudo é importante reconhecer que a Covardia permeia o brasileiro em todas as instituições relevantes:

  • Forças Armadas, com o poder de fogo que tem, mantém o país em Desordem e Regresso, na contramão de nossos valores republicanos e da boa história que tivemos até 1983. Vale a pena realçar o apoio a Getúlio Vargas e a proteção dos valores de 1964 a 1984.
  • Os deseconomistas da PUC, FGV, Insper, Unicamp e FEA, apesar de em algum momento de suas vidas terem estudado Smith, Keynes e Friedman, deixam a política econômica destruir o país sem nenhuma manifestação inteligente desafiando as instituições ilícitas do setor financeiro e do governo.
  • A mídia representada pela Folha, Globo, Valor e Estado, com capacidade de informação social, de movimentação dos líderes da sociedade com o 4o Poder, muito pouco fazem na área econômica. Só se interessam pelas notícias das ilicitudes que geram circulação e receitas, protegem seus anunciantes financeiros e menosprezam a profundidade necessária para desafiar as autoridades e líderes financeiros que dizimam o país.
  • Os empresários do setor privado, liderados em instituições como a FIESP por políticos envolvidos em vários atos ilícitos, que presenciaram a destruição de nossa indústria nos últimos 30 anos, e vivem das ilicitudes do Sistema S, nada fazem para mudar o status quo.

Barbosão no Supremo do mensalão e Moro na primeira instância com a Lava Jato demonstraram que uma de nossas instituições historicamente mais ilícitas (a Justiça), possui muita gente boa, já maioria no STF, na Polícia Federal e no MPF, e estão enfrentando nossos problemas colocando suas vidas em risco.

Quando nossos líderes genuínos, posicionados nestas instituições relevantes para a Evolução do Brasil, vão sair do armário e entrar nesta guerra que a Justiça já está enfrentando?

A covardia que nos fez perder por 7×1 para a Alemanha com a falta do Neymar e do capitão da seleção, está hoje dizimada com o trabalho que o Tite implantou na seleção.

Se cada um de nós nos concentrarmos em nosso Eu Interior, e ouvirmos o que é certo fazer pelo nosso país, pela nossa comunidade, podemos com certeza mudar este jogo. Vamos entrar em campo? Não adianta rezar porque a solução não vai cair do céu. There is no fate, but what we make.

Publicado por

Eduardo Giuliani

Edu é empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. (1991-97) e investidor pela Advent International (1998-99). Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U.S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT (1994). Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute (1997). Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP (1989). MBA pela Harvard Business School (1995). Tenente da Reserva do Exército (1985). Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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