A Ilusão Guedes

A função da Ciência Econômica é gerar riqueza (renda) com inclusão social. Este é o grande tema por trás dos trabalhos de Smith (criador da Economia: A Riqueza das Nações 1776) e Keynes (criador da Macroeconomia: Teoria Geral do Emprego 1936).

Quando um brasileiro viaja para o exterior para estudar, deve procurar abrir sua consciência para novos conhecimentos ao invés de ser doutrinado. Ciência busca a Verdade (VE-RI-TAS), o fato concreto, do que é melhor para a Humanidade. Não aceita doutrinação por religiões, seitas ou pensamentos obscuros.

Desde que Darwin descobriu a Origem das Espécies, desde que identificamos vários fósseis humanos com mais de 6.000 anos, Adão e Eva é claramente conto do vigário das religiões. O sacerdócio fica tentando manter seu poder de várias formas, mas que deus criou o mundo a partir da Adão e Eva não cola mais para qualquer ser humano minimamente científico.

Situação similar ocorre na área econômica. Desde Smith nenhum governo honesto com sua população pratica liberalismo irresponsável. Vendem liberalismo para outros países consumirem seus produtos, mas não vendem liberalismo para comprar produtos de outros países. Desde Keynes que nenhum governo honesto e bem informado pratica manipulação negativa de juro e câmbio em seus países. Estas funções são muito bem controladas pela sociedade sendo um desvio de 0,25% na taxa de juro para um ou outro lado já um grande debate nestes países.

Guedes foi estudar nos EUA para ser doutrinado. Ao invés de usar lógica em seus argumentos, lógica que demonstre geração de emprego e renda em nosso país, usa o nome da escola. “Se a escola apóia estes conceitos é porque é bom para o Brasil”. Inepto. Colador de respostas em provas. Não pensa com a própria cabeça. Por outro lado um sul-coreano bastante inteligente, que não foi doutrinado, Ha-Joon Chang escreveu um livro chamado Kicking Away The Ladder, demonstrando que o liberalismo de Smith foi usado para enriquecer a Inglaterra. Era uma linha de argumentação que permitia a Inglaterra enriquecer com os outros países comprando seus produtos industrializados. E HJC dá hoje aulas em Cambridge, berço de Keynes.

Liberalismo econômico por si só não é ruim. É ruim quando usado de maneira cega, como um dogma que não pode ser questionado, quando a real função objetivo de um governo deve ser maximizar a renda de seu povo com inclusão social. Nos aspectos que o liberalismo ajuda neste objetivo, deve ser implantado, onde atrapalha, não. Sejamos coerentes e equilibrados.

Liberalismo efetivamente atrapalha:

  • na ausência de planejamento e acompanhamento de uma visão para o país
  • na gestão da demanda agregada via câmbio competitivo e juro moderado
  • na definição de taxa de câmbio devido à doença holandesa,
  • na abertura de mercado sem ter taxa de câmbio competitiva,
  • na diminuição do papel do governo em áreas que a iniciativa privada não atua e são importantes para o futuro econômico do país

Enquanto o falso liberalismo de usar juro para distorcer inflação de mercado é um desrespeito ao laissez-faire já amplamente absorvido pela humanidade desde os fisiocratas na França e Adam Smith. Inflação se combate no controle fiscal das despesas do governo, incluindo nestas despesas o próprio juro, e nunca imprimindo papel moeda para cobrir déficit.

Neste contexto a área de Planejamento (incluindo Economia) deveria ter um foco claro na geração de emprego. Enquanto a missão do FED é maximização de emprego nos EUA, a missão de nosso BC é minimizar inflação a qualquer custo. É a missão do Guedes. É a missão que a oligarquia financeira impõe ao Brasil para manter o juro alto e a rentabilidade do setor deles.

Precisamos quebrar este vício enfrentando esta oligarquia. Não podemos fugir desta batalha. Vamos usar conhecimento, dados, lógica, a Verdade Macroeconômica e não dogmas econômicos falsos que prejudicam nossa comunidade.

Infelizmente Guedes é inepto e está mantendo o Brasil na direção errada.

 

Publicado por

Eduardo Giuliani

Empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. e investidor pela Advent International. Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U. S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT. Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP. MBA pela Harvard Business School. Tenente da Reserva do Exército. Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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