O que você pode fazer pelo Brasil V – EMPREGO

Voltamos a ter um governo de respeito que procura honestamente colocar os brasileiros mais competentes em cada uma das posições de comando. Cenário pouquíssimo provável há 6 meses. Missão Impossível que nosso Herói Bolsonaro conseguiu executar. Com orçamento extremamente restrito, venceu todos os ilícitos contra os quais estava concorrendo, ganhando a grande maioria dos votos da Inteligência Brasileira (ensino fundamental completo) tendo toda a grande FakeMídia contra ele. Um Fenômeno que todos temos que agradecer.

Engajou de volta no comando do Brasil as Forças Armadas, trouxe Moro (Brasileiro mais respeitado no Mundo) para consertar a Justiça, e procurou montar o melhor ministério possível. Não é perfeito, mas é uma excelente evolução quando comparado a tudo que tivemos desde que os militares entregaram o comando. Coragem, meritocracia e cidadania são de novo valores com os quais podemos contar pelos próximos anos.

Apesar de toda esta mudança institucional que está sendo feita, nosso principal problema está na verdade na situação macroeconômica: DESEMPREGO. 12% procurando emprego, mais de 43% dos trabalhadores na informalidade, desalento e altos índices de violência.

Mais de 70% da população está otimista com o novo governo e acha que a situação econômica vai melhorar. O ambiente econômico é extremamente importante para a felicidade e o nível de satisfação dos seres humanos. Vivemos para evoluir, progredir, queremos sempre usar o máximo de nossas potencialidades.

Neste contexto a humanidade teve a sorte de gerar o Iluminado John Maynard Keynes, que em 1936 escreveu Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. Guia do grande sucesso em crescimento de riqueza dos últimos 100 anos. Os asiáticos estão entre seus principais seguidores, mas americanos, alemães, suecos foram em muito influenciados por Keynes. Nos EUA o FED colocou em sua missão principal a maximização de emprego.

E é aqui que temos que focar nossas atenções diariamente. Aproveitar esta nova oportunidade que estamos tendo de ter uma equipe séria no comando, e tentar influenciar de todas as formas o foco em geração de emprego.

As melhores práticas internacionais demonstram que é possível crescer 10% ao ano através de gestão competente da demanda agregada. China é o melhor exemplo dos últimos 40 anos, mas vários países já atingiram este patamar (Singapura, Coréia do Sul, Taiwan etc.), sendo o Brasil um deles (1955-60 com JK, 1967-74 com Costa e Silva e Médici).

A demanda agregada é definida matematicamente através da taxa de câmbio, do juro e da poupança fiscal do governo (através dos investimentos). Variáveis em total controle da equipe econômica. Nossos cálculos indicam que uma taxa de câmbio de competitividade econômica internacional de R$9 e juro moderado de 2% (Selic) elevariam bastante a demanda agregada brasileira para nos colocar nesta trajetória de crescimento. Devemos também cobrar impostos nas exportações de commodities agrícolas e minerais (ICMS de 20-30%). Estas medidas em conjunto resolverão todos nossos problemas fiscais no curto prazo.

Apesar de serem medidas simples, baseadas em cálculos e teoria macroeconômica moderna, e amplamente seguida no restante do mundo, no Brasil não há debate sobre estes assuntos. Já participei de concursos na FGV-SP (EESP), no Insper, na Folha e no Valor, e os textos que tocam nestes assuntos não são nem selecionados. Claramente não se busca a Verdade no ambiente macroeconômico brasileiro, seja nas instituições de ensino, seja na mídia. Há uma poderosa Seita dos Falsos Liberais Rentistas que abafa discussões que questionam o juro da Selic. Se o Brasil fosse levantar uma dívida de USD400B de curto prazo no mercado internacional teria que pagar um juro real de 1%. No mercado interno o BC paga voluntariamente pelo menos 4-8% desde 1994. Por que não trocamos nossa dívida interna com juro de 6,5% por esta internacional logo após uma maxidesvalorização?

Devemos cobrar da equipe atual que nos apresente a taxa de crescimento, o nível de desemprego e o índice GINI dos anos do governo (2019 a 2022). Observando todas as medidas econômicas sendo anunciadas de Previdência, privatizações, abertura comercial e tripé cambial/fiscal fica óbvio que estaremos no trajeto de voo de galinha dos últimos 25-40 anos. E assim o desemprego e a desigualdade social vão continuar.

Os militares estão acostumados a taxas superiores a 5,6% ao ano. Já perguntaram para a equipe atual quanto vão entregar com o liberalismo econômico socialmente irresponsável como Keynes descobriu em 1920-36?

Vamos aproveitar este novo governo que está em busca da Verdade para termos uma discussão macroeconômica mais profunda e sem preconceitos? Eu aposto metade do meu patrimônio e minha vida econômica neste diagnóstico. A equipe do governo controlando estas variáveis faria o mesmo? São pessoas honestas e comprometidas do setor privado que são realmente sócios deste país junto com todos os brasileiros? Ou estão ali para defender os interesses da Oligarquia Financeira que nos prejudica desde 1994?

Publicado por

Eduardo Giuliani

Edu é empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. (1991-97) e investidor pela Advent International (1998-99). Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U.S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT (1994). Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute (1997). Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP (1989). MBA pela Harvard Business School (1995). Tenente da Reserva do Exército (1985). Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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