Exército Brasileiro Covarde: Cadê o Braço Forte e a Mão Amiga?

A principal Instituição deste país é o Exército Brasileiro. Da Proclamação da República até 1984 foi a principal força que moldou o Brasil. A visão de Benjamin Constant de Ordem e Progresso foi a grande inspiração desta organização, que pegou um Brasil Império que crescia 2,4% ao ano e levou para 5,6%, atingindo 12% durante o Milagre Brasileiro. Líderes sem ego, movidos por valores de Coragem, Meritocracia e Cidadania.

Heróis como Hermes da Fonseca, Castello Branco, Costa e Silva, Médici, dedicaram suas vidas para nos entregar esta nação. Hermes influenciou a Proclamação da República, fortaleceu o Exército e estruturou o Movimento Tenentista que visava livrar o Brasil das oligarquias que o prejudicavam. Morreu do coração como consequência do enfrentamento contra a posse de Artur Bernardes (pior presidente que tivemos até o Bozo). Os tenentes garantiram as posses de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubistchek em momentos de instabilidade institucional. (A Evolução do Brasil)

Castello Branco foi o grande arquiteto da Revolução de 1964, organizando as finanças e a estrutura do Governo. Morreu em acidente aéreo a serviço do país. Costa e Silva foi o melhor dos tenentes. Pegou baixo crescimento (3-4%) e desemprego alto, reduziu inflação, criou 55 estatais e levou crescimento para 9% ao ano. Morreu de derrame a serviço do país. Médici criou 99 estatais, levou crescimento para 12% ao ano, reduziu ainda mais a inflação e entregou “Este é um país que vai para frente” elevando a auto-estima e o sentimento de patriotismo de todos os brasileiros.

Apesar de darmos ao Exército o direito e o poder de centralizar as Armas do país, a partir de 1985 eles abandonaram este poder e viraram Covardes. Deixaram o país implantar uma constituição vergonhosa, de direitos sem responsabilidades, que garantiu a impunidade e a estruturação de uma das repúblicas mais ilícitas do mundo. Nosso crescimento que era de 5,6% ao ano (média 1931-1984) voltou ao nível de Brasil Império (2,3% ao ano). Não se mexeram em nenhum momento crítico: constituição, hiperinflação, Collor, reeleição FHC, apagão elétrico, mensalão, castelo de areia, apagão aéreo, depressão Dilma, ilicitude Temer, desestruturação da Lava Jato, dinastia da Bozolândia e Covid.

Esta covardia institucionalizada é o DNA de Villas Boas, Mourão, Heleno, Braga Netto e Ramos. Generais que saem da ativa e entram no mundo político perdem o contato com a tropa e os valores pessoais. Corrompem suas almas.

O Exército Brasileiro é muito maior que estes mau caracteres. Os Generais que comandam as tropas sabem que representam os interesses da população brasileira, que empregam os brasileiros mais simples e os transformam em líderes que colocam suas vidas a risco para a defesa do país. Não há ideologia. Não há ego. Há Ciência, Coragem, Meritocracia e Cidadania. Missões a serem cumpridas para garantir Ordem e Progresso para todos nós.

A Dinastia da Bozolândia já passou dos limites. Além de Congresso e STF ilícitos, o Executivo continua ilícito se aliando ao Centrão e misturando política com questões de saúde pública. Está em pacto com as oligarquias financeira, do agronegócio, dos servidores e do sacerdócio dizimando nossa economia, empregos e saúde dos brasileiros. Não há honra e comprometimento com nossos interesses.

Moro, Mandetta e os Governadores são continuamente desrespeitados ao buscar a Verdade e o interesse da população. Colocam suas vidas a risco ao desafiar as ilicitudes enquanto os brasileiros armados ficam quietos. Einstein já dizia:

“O mundo é um lugar perigoso para se viver não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”

como bem ilustrou Miguel Srougi na Folha.

Meritocracia vem antes de hierarquia. Hierarquia sem sabedoria é monarquia. O Exército nos tirou deste sistema de governo em 1889.

Estamos nos transformando rapidamente em uma Venezuela. Caminhamos para centenas de milhares de mortes de brasileiros, desemprego elevadíssimo, aumento da criminalidade e muito provável Guerra Civil.

Quanto antes o Exército acordar, menor será a desgraça. Cadê o Braço Forte e a Mão Amiga?

Publicado por

Eduardo Giuliani

Edu é empresário nos setores de agronegócio, bioenergia, venture capital e imobiliário. Trabalhou como consultor pela McKinsey & Co. (1991-97) e investidor pela Advent International (1998-99). Iniciou estudos sobre crescimento econômico em 1994 com o Curso National Economic Strategies de Bruce R. Scott na Harvard Business School (Membro do U.S. Competitiveness Policy Council). Cursou System Dynamics no MIT (1994). Liderou trabalho de produtividade em Telecomunicações e Construção no McKinsey Global Institute (1997). Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP (1989). MBA pela Harvard Business School (1995). Tenente da Reserva do Exército (1985). Casado. Três filhos. Tri-atleta.

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