Dilma: de Heroína a Criminosa

Iniciou seu governo com o lema de Combate a Miséria (“País rico é um país sem pobreza”). Doente com câncer, parecia uma meta muito nobre em país que se destaca no mundo por concentração extrema de renda. Bolsa família, Minha Casa/Minha Vida, Mais Médicos, Ciências Sem Fronteiras etc. e a mais corajosa redução de juros de nossa história até 2013. Queda consistente do GINI melhorando a distribuição de renda. Heroína.

Em 2013 crescemos 3%, após um déficit nominal equilibrado de R$109B em 2012. No segundo trimestre de 2013 tivemos as manifestações contra o governo por aumento de tarifas de ônibus e a partir dali ela se perdeu. Começou elevação desenfreada de juros que reduziram a arrecadação, aumentaram as despesas com juros enormemente levando nosso déficit nominal para R$613B em 2015. Queda de PIB de 3,8%.

Não deveria ter ganho as eleições de 2014. Os brasileiros com ensino médio (cidadãos conscientes da situação) e a grande maioria dos empresários eram contra a reeleição. Ela e o Lula impuseram esta derrota democrática que virou um caroço na garganta dos brasileiros conscientes.

Falha da democracia. Tivemos prejuízos econômicos de R$1,8 trilhões, eliminação de milhões de empregos e dezenas de milhares de mortes desnecessárias. A falta de honra e de caráter é tamanha que até hoje não reconhece os erros e insiste no desrespeito a nossas instituições. Como uma pessoa que parecia ser uma heroína social, revelou-se um monstro sem proporções, que teria deixado o filho ser cortado ao meio para sustentar sua mentira e seu poder?

O Felipão em 2014 após o 7×1 assumiu total responsabilidade, pediu desculpas ao país e se demitiu. Responsabilidade e Honra. No espectro oposto vem esta biruta, após destruir nossa economia e comunidade, ainda desrespeita nossas instituições chamando o processo de golpe, menciona pedido de desculpas a ela e incita a violência da desordem.

O sentimento é de ódio. Desonestidade sem fim. A punição precisa ser a altura para criar uma cicatriz em nossa comunidade de maneira que nunca aceitemos uma liderança podre como esta mais uma vez. Perdemos dois anos de nossas vidas por causa desta egoísta. Dezenas de milhares de brasileiros perderam suas vidas e nossa comunidade vive o pior momento econômico e social de sua história por causa de seu egoísmo.

MT assumiu com liderança política. Inépcia econômica tem sobressaído até agora, ao manter o mesmo plano econômico da DR. Vamos ver o Dia Seguinte, 02 de setembro. Se não houver mudança de rumo para derrubar rapidamente o desemprego, devemos caminhar para uma “Guerra Civil” contra os rentistas. Não estou otimista.

A Farsa dos Juros no Controle da Inflação

Temos um câncer no nosso cérebro. Medo da inflação. Visão de que a inflação é um impeditivo ao crescimento econômico e ao progresso. Compreensão de que para combater a inflação precisamos, infelizmente, usar a cocaína dos juros altos. Tudo mentira e alucinação. Vamos aos fatos.

Não há correlação entre inflação abaixo de 40% ao ano e crescimento econômico demonstrado em análise de dados de 1960 a 2014 de vários países em crescimento em nosso post Crescimento com inflação. O que se percebe nos dados é que economias bem organizadas possuem inflação baixa. O que faz bastante sentido porque inflação não é interessante, desde que não prejudique o crescimento. Crescimento vem em primeiro lugar (melhoria de vida) e inflação em segundo. Bom é inimigo do ótimo.

A inflação é uma variável importante de mercado, do sistema econômico, para equilibrar oferta e demanda. Se houver demanda e não houver oferta suficiente para atendê-la, os preços sobem para incentivar os empresários a aumentar a produção. Preços sobem, aumentam os lucros, sobram recursos para investimento, empresários investem, geram empregos, pagam mais tributos. É um ciclo fortalecedor que melhora a vida de um país. Inflação de demanda aumenta lucro, aumenta tributo, aumenta emprego, aumenta o ganho real de um trabalhador por ele se tornar o recurso escasso na economia para atender uma demanda crescente. Todos ganham se visto o sistema como um todo.

No Brasil matamos este ciclo fortalecedor através de juros altos. Processo no qual só o sistema financeiro e os rentistas ganham. O recurso escasso ao invés de ser o trabalho torna-se o capital por ficar muito caro. Brasil entra em depressão de 3,8% e o lucro dos bancos aumenta em 15%. Esta estratégia de juros altos gerou prejuízo de R$1,7 trilhões a nossa economia conforme nosso post O aumento dos juros e a Depressão do Brasil.

Gastamos R$500 bilhões em juros em 2015. Se considerarmos que metade dos trabalhadores brasileiros mais pobres (que talvez não tenham remuneração indexada), algo por volta de 50 milhões, pagaram R$10.000/ano. E que a renda média destes trabalhadores seja de R$50.000/ano. Eles pagaram 20% da remuneração deles para ter uma inflação de 10% ao invés de 20%. Péssimo negócio para os trabalhadores. Excelente negócio para os rentistas. Péssimo negócio para o país.

Esta situação é vergonhosa. Se imaginarmos que convivemos com os juros exorbitantes desde o Plano Real, são mais de 20 anos. Provavelmente estamos falando de R$10-20 trilhões de perdas econômicas neste período. Para um país pobre como o nosso, o custo de oportunidade social é muito grande. Imagine como seria nossa infra-estrutura social com estes recursos a mais: hospitais, escolas, estradas, ferrovias e saneamento. Viaje para a China e verá com os próprios olhos.

Estamos neste “mato sem cachorro” por um de dois motivos: inépcia ou má fé. Temos 9 membros no Copom decidindo a política de juros com orçamento de “cheque em branco” de R$500 bilhões por ano. Faça sua aposta em nosso post Bolão do Copom: corrupção?.

Temer deverá estar assumindo nas próximas semanas. O Brasil está unido em torno de uma causa como nunca esteve antes. O sistema judiciário acordou e deixamos para trás o país da Lei de Gerson. Vamos conviver com a inflação de maneira inteligente criando uma clara prioridade social pelo emprego? Vamos engajar o Brasil na economia mundial com contribuições mais significativas do que recursos minerais e agrícolas? Vamos acabar com a miséria e ter orgulho de nosso povo e comunidade? Vamos ser responsáveis pela evolução deste novo Brasil consertando os erros do passado? Que legado vamos deixar para os nossos filhos?

 

Bolão do Copom: Corrupção?

Como resolver a dúvida se há corrupção no Copom?

A elevação dos juros de 7,25% em meados de 2013 para 14,25% em 2015 gerou perdas de R$1,7 trilhões a nossa economia em termos de queda de PIB e aumento de dívida. Este aumento de juros levou nosso déficit nominal de R$109B (2012) para R$614B (2015) através de queda de arrecadação e aumento de despesas com juros (R$500B em 2015). Esta variação de déficit tirou nosso crescimento de PIB de 3% em 2013 para -3,8% em 2015. Apesar desta depressão econômica em 2015 o lucro dos bancos aumentou 15%. Temos desemprego recorde, brasileiros morrendo no sistema de saúde por falta de recursos e aumento de homicídios, famílias se desfazendo etc.

9 profissionais no Copom definem orçamento de R$500B em juros por ano.

Falácia de que inflação atrapalha o crescimento econômico não é sustentada por dados. Não há correlação entre inflação abaixo de 40% ao ano e crescimento econômico em dados de várias economias de sucesso da Ásia no período 1960 – 2014 (Banco Mundial). A Coréia do Sul cresceu a taxas médias de 7% ao ano com inflação média de 19% em período de 20 anos (1960-1980).

A Lava Jato deixou evidência clara de corrupção em todas as instâncias do governo: Petrobras, Eletrobras, CARF, Congresso, Senado, Presidência, Ministros etc. Todas estas instâncias somadas não chegam às cifras do Copom (R$500 B/ano) nas mãos de 9 profissionais.

Com estes fatos acima vem a pergunta: há corrupção no Copom?

Quanto você apostaria no Sim ou no Não se 10% do valor do bolão for oferecido para qualquer brasileiro que dê evidências que ajudem a PGR a comprovar a verdade?

Produtividade e Inépcia

Algumas escolas e economistas enfatizam o problema de produtividade brasileiro. “O Brasil não cresce porque é improdutivo”. “Protegemos os incompetentes”. “Os poucos setores produtivos do Brasil são o agronegócio e o financeiro”.”A indústria é a nossa vergonha”. Inépcia destes agentes de nossa comunidade. Por que Inépcia?

Todo país subdesenvolvido é improdutivo por definição. Produtividade média é medida pelo PIB/capita em paridade de poder de compra (PPC). Sendo assim o problema de produtividade é tão óbvio quanto o fato do pobre ser pobre porque não tem dinheiro. Nosso PIB/capita PPC foi de US$15.690 em 2015 e o dos EUA de US$55.904. Estamos a 28% da produtividade dos EUA. Impossível competir de igual para igual em produtividade. Isto em todos os setores: agricultura, indústria, serviços, comércio, política, jurídico, educação, consultoria, energia etc. Por que brasileiros vão estudar nas melhores escolar americanas gastando 5 a 10 vezes o que gastariam para estudar nas melhores brasileiras? Por diferença de produtividade. O benefício que o ensino americano propicia ao brasileiro é 5 a 10 vezes superior ao que ele consegue aqui. A evidência está por exemplo nesta afirmação de que nosso problema é produtividade.

A verdadeira questão, o verdadeiro desafio, é como fazer um país crescer tendo em vista sua grande desvantagem de produtividade no ambiente internacional. O país cresce com a melhoria de sua produtividade média através de:

  • melhoria de processos nos empregos atuais
  • criação de mais empregos em setores de maior produtividade.

A melhoria de processos nos empregos atuais é lenta porque envolve aprendizado e pesquisa. O aumento de produtividade em novos empregos é rápido porque o trabalhador é inserido em contexto mais dinâmico. É o que acontece com trabalhadores rurais que vão para as cidades trabalhar em comércio, serviços ou construção. Ou que saem de construção e comércio para a indústria de transformação. Quanto mais qualificado o trabalho, maior a produtividade, maior a remuneração.

A melhoria de processos nos empregos atuais ocorre de maneira natural pelo interesse dos empresários em maximizar seus lucros. A maximização do lucro ocorre através da maximização de produtividade, ou seja, redução de custo unitário. Este mecanismo de mercado funciona independente de governo. É o instinto dos empresários, força do capitalismo. Vide gráfico Produtividade e Crescimento

Esta força dos empresários só é maximizada e transformada em crescimento econômico do país como um todo se as oportunidades de empreendimento lucrativo no país forem maximizadas, ou seja, se for viável produzir no país produtos e serviços de mais alto valor agregado. A viabilidade da produção destes serviços e produtos depende do custo internacional, que é influenciado pela produtividade e pela taxa de câmbio.  Neste contexto entra o governo. Se o governo definir nossa taxa de câmbio em patamar que torne os serviços e produtos brasileiros competitivos economicamente a nível internacional, os empresários irão investir e estabelecer estes negócios substituindo importações e maximizando exportações para todo o mundo.

Estes empresários podem ser brasileiros ou estrangeiros, empreendedores ou multinacionais. O importante é que empreguem mão-de-obra e paguem impostos no Brasil. Com o objetivo de maximizar a qualidade de vida dos brasileiros, quem deve eliminar empresário improdutivo tem que ser a competição nacional, não a de importados.

É extremamente importante entendermos esta visão de comunidade, ver o sistema econômico como um todo, colocando todos os cidadãos em uma sala (empresários, trabalhadores, políticos, pobres e funcionários públicos) e decidir políticas que sejam boas para todos brasileiros.

O que mais me decepciona nestes profissionais que colocam a culpa da falta de crescimento do Brasil nos empresários improdutivos é que, na prática, estão dizendo que os melhores brasileiros, que são aqueles capazes de se tornarem empresários, são incompetentes e improdutivos. Isto vindo de professores e economistas teóricos (que nunca geraram um emprego, nunca empreenderam) parece uma tremenda prova de inépcia. Se os melhores brasileiros são uns incompetentes, o Brasil não tem solução. Estes profissionais comprovadamente não tem o diagnóstico correto e uma boa solução para o Brasil.

Definição de empresário e empreendedor: profissional que investe capital próprio e de terceiros para criar e estabelecer um negócio lucrativo através de comercialização de produtos e serviços entregues através de mão-de-obra, equipamentos e fornecedores de insumos. A ação do empresário cria os empregos e tem o objetivo de maximizar lucro. Quanto maior a produtividade da operação do empresário maior o lucro dele. Sendo assim maximização de produtividade é a busca diária de todo e qualquer empresário. Reunir as habilidades necessárias para empreender com sucesso é extremamente difícil: conhecimento e capital. O capitalismo faz uma seleção natural destes indivíduos entre a população. Não há emprego sem os empresários. Mesmo o emprego público depende da arrecadação tributária que vem dos empresários. Neste contexto os empresários são economicamente falando os melhores brasileiros, os mais capazes para empreender correndo risco.

Nota: nosso agronegócio é competitivo devido a vantagens comparativas de clima e disponibilidade de recursos (terra). Nosso setor financeiro é competitivo só no mercado interno e através da taxa de juros bem acima da internacional. Nenhum destes setores são produtivos a níveis internacionais se comparados em termos de outputs físicos por hora trabalhada.

 

O aumento dos juros e a Depressão do Brasil

Analisando os dados da economia brasileira de 2011 até hoje, observamos que a razão de termos entrado nesta depressão foi o aumento de juros a partir de 2013. Tabela Juros e Depressão. Dilma vinha conduzindo a economia com um déficit nominal aceitável até meados de 2013. Quando a inflação começou a subir um pouco entregou sua estratégia de baixar os juros para o “mercado”, subiu os juros, conteve demanda perdendo arrecadação e aumentou suas despesas detonando um processo de aumento agressivo do déficit nominal insustentável que colocou o Brasil em depressão econômica.

O mais perigoso de tudo isto é uma linha de economistas do mercado financeiro que sustentam que para sairmos da depressão precisamos aumentar os juros e abaixar o câmbio. Irresponsáveis.

BC Joga Contra

A missão de um Banco Central é prover condições para a maximização do emprego, estabilidade de preços e juros moderados. Federal Reserve.

A missão declarada de nosso bc é estabilidade de preços a qualquer custo. Vamos expandir esta responsabilidade para incluir o ministério da fazenda e o ministério do planejamento.

Em 2015 queimaram pelo menos R$240B de PIB e conseguiram 10,7% de inflação.

Os resultados já justificam nossa afirmação. Vamos a análise lógica da questão.

Maximizar emprego significa maximizar PIB, maximizar a qualidade de vida dos brasileiros. A maximização do PIB depende da maximização de lucro das empresas e da maximização do superávit nominal do governo (antes dos investimentos). Na busca da minimização da inflação nosso bc justifica juros altos. Estes juros reduzem a demanda, abaixam os preços, aumentam o custo e diminuem significativamente o lucro das empresas. Do lado do governo aumentam os custos, reduzem a arrecadação tributária e geram déficit nominal.

Em resumo, nosso bc joga contra os nossos interesses.

Como podemos mudar isto? Será que se os agentes do bc tiverem um bônus milionário atrelado ao crescimento econômico do país mudaria a postura? Algo mais alto do que qualquer agente do mercado financeiro pudesse oferecer a seus membros para justificarem as altas taxas de juros.

E se seus funcionários fossem obrigados a morar na periferia, expostos à violência e aos serviços públicos como saúde para sentir os efeitos de suas condutas na economia do país?

 

Por que a Dilma tem que sair

Em ordem de relevância:

  1. Causou um prejuízo econômico de R$1,4 trilhões que aumenta R$100 bilhões por mês. Considerando que o Brasil cresceu em média 2,6% ao ano desde 1980, se assumirmos R$6 trilhões de PIB em 2013 a preços de hoje, a perda de PIB acumulada é de R$700 bilhões com as taxas de crescimento de 0,1% em 2014 e -3,8% em 2015. O aumento de dívida no período é também de R$700 bilhões. Estes valores acumulados estão aumentando na taxa de R$100 bilhões por mês. Boleto Dilma
  2. Não é nossa líder. Não teve o voto e não tem o apoio de mais de 80% dos empresários nacionais. Nas últimas eleições se levarmos em consideração os anos de educação da população ponderando os votos, podemos dizer claramente que a consciência nacional bem informada não votou nela.
  3. Aumento diário do risco de entrarmos em uma baderna econômica (hiperinflação e depressão), política e social
  4. Irresponsável e mentirosa. Apesar de presidente da república, apesar de presidente de conselho de administração da Petrobras, todo problema de governança ao redor dela não é problema dela. Diz que sempre foram os outros que a influenciaram no mal caminho. Tomou decisões com informações distorcidas.
  5. Crime de irresponsabilidade fiscal. TCU já julgou. Se o Congresso vai ser honesto e concordar é outra questão.
  6. Crime de dinheiro sujo em campanha. As evidências são claras e múltiplas. Estamos agora convivendo com a lentidão do sistema judiciário.
  7. Desrespeito ao empresariado nacional
  8. Ignorância econômica na gestão dos ministérios do planejamento e da fazenda
  9. Desrespeitada pela maioria da população
  10. Rotação do poder

Presidente Bilionário

Você não concorda que um Presidente da República que faça o Brasil crescer mais de 5% ao ano durante seu mandato deva ficar bilionário? Trata-se do candidato vencedor entre os adultos dos 200 milhões de habitantes. Trabalhou bastante e ajudou a melhorar a vida de todos. Da mesma forma que um empresário ganha o lucro de seu esforço, o Presidente também merece receber parte do ganho de seu trabalho. Honestamente.

O Brasil precisa fazer uma análise sobre o sistema de remuneração de políticos, ministros e diretores de todos os órgãos. Deve-se equiparar os valores com o setor privado em termos de responsabilidade, estresse, intensidade e impacto nos resultados. Metodologia tipo Hay.

O valor da remuneração fixa pode até ficar um pouco abaixo do setor privado, caso a caso, contudo é fundamental criar uma remuneração variável atrelada a geração de valor de seu trabalho: crescimento do país, crescimento do serviço, melhoria de qualidade, redução de custos e outras métricas relevantes.

A fonte de recursos para o pagamento deste bônus deve ser parte do superávit fiscal vindo do crescimento, ou seja, se não crescer não haverá o recurso para pagar. Tem que haver superávit para sobrar recursos para o bônus. Crescimento abaixo de 2% ao ano significa bônus zero e acima de 2% vai aumentando proporcionalmente a este superávit adicional.

Esta remuneração variável tem que tornar estes agentes públicos realmente ricos, sem haver necessidade de pixuleco, fazendo o bem para a maioria da população. Ela diminui significativamente o custo do agente que hoje em dia é enorme com todos estes desvios levantados pela Operação Lava Jato e outros que ainda virão a aparecer.

Como exemplo de custo do agente vamos analisar o Custo Dilma. Se assumirmos um PIB anual de R$6 trilhões, em 2015 perdemos R$180B (-3%). Se tivéssemos crescido 10% seriam mais R$600B. Ou seja, em um ano trata-se de R$780B por não ter um Presidente competente que possa fazer nossa economia crescer 10% ao ano. E a presidente não tem nem a honra para largar o osso e parar a criação de todo este prejuízo para o país. Se tivesse gerado R$600B de PIB não mereceria R$1B de bônus?

Com certeza não merece R$1B para causar R$780B de prejuízo. Que é o que o pixuleco atual faz, remunera a incompetência administrativa e a má fé pública, independente de resultado, ou melhor, até incentiva piorar o resultado (p.ex. juros altos do banco central). Se corrigirmos estes incentivos acredito que os mesmos agentes teriam tido comportamentos diferentes, ou novos agentes ainda mais qualificados seriam atraídos para os cargos.

 

O Egoísmo de Dilma e A Falha da Democracia

Dilma é a chefa, mas não é nossa líder.

Segundo Datafolha de março, 62% dos brasileiros com mais de 16 anos acham seu governo ruim ou péssimo.

Se ponderarmos os votos nas eleições, considerando anos de educação de cada eleitor, ela teve menos de 40% dos votos. Considerando os votos dos empresários imagino que menos de 20%. Em resumo, o conhecimento acumulado dos brasileiros e os geradores de emprego não a reconhecem como líder ou mesmo a melhor alternativa para nosso Brasil no momento. Falha da democracia não meritocrática.

Neste contexto, por que a Dilma insiste em ficar na posição de Presidente?

Acredito que seu governo teve um grande mérito de trabalhar para eliminar a miséria entre os brasileiros. Nossa miséria e concentração de renda são realmente vergonhas dentro da comunidade internacional. Como brasileiros não tratamos destas questões da maneira mais adequada, não temos cidadania forte. A intenção foi boa e definitivamente colocou estes temas na agenda brasileira. Agradeço.

Contudo claramente não houve a competência gerencial para enfrentar estes desafios de maneira responsável. Criou-se uma bagunça financeira (déficit fiscal) e institucional (Lava Jato) que colocaram o Brasil em posição de extrema vulnerabilidade e falta de credibilidade na comunidade internacional.

Por que insistir em ocupar a cadeira, prejudicando 202 milhões?

Ela desenvolveu câncer antes de assumir a presidência. A maioria dos brasileiros a apoiaram e, de certa forma, lhe transmitiram energia positiva no combate a este desafio pessoal. Agora ela está no sentido oposto, prejudicando milhões, só está recebendo energia negativa. Por que insistir nesta trilha?

Com o fortalecimento do Ministério Público e do nosso Poder Judiciário, a Operação Lava Jato vai a todo vapor fazendo limpeza, melhorando nossas instituições e fortalecendo nossa governança. O PT vai entrar em falência quando aparecer a conta da Lava Jato (sem direito a recuperação judicial) e desestabilizar ainda mais nosso sistema político. Por que esperar a catástrofe total?

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Lula e a Felicidade de deus (2006)

O Brasil neste momento encontra-se dividido (12/2006). De um lado a chamada opinião pública, uma parte da população brasileira capaz de ouvir, ler e entender o que está acontecendo. Do outro lado uma grande parte dos brasileiros que possuem analfabetismo funcional, que só entendem e confiam naquilo que entra na boca ou no bolso. O segundo grupo definiu a última eleição de tal forma que ficou relevado a segundo plano questões de ética política. Contudo ambos os grupos fazem parte do mesmo navio: O Democracia Brasil.

No grupo da opinião pública está uma classe média enfrentando crise de renda, desemprego, desilusão política, divórcio, violência, insegurança, desalento. É triste fazer parte desta classe média. Vendo o mundo inteiro andar bem, crescendo, melhorando de vida, e o Brasileiro, caindo. Uma vergonha. É o efeito do baixo crescimento econômico, de uma política cambial equivocada (o câmbio chinês/asiático é superior a R$5,47). A questão dos juros altos é um mero detalhe em tudo isto, quando comparado com o tamanho do estrago do câmbio no crescimento da economia como um todo: agronegócio, exportações, importações etc. Contudo é exatamente o mesmo erro da política dos juros que impede que os economistas alterem a política cambial: o argumento do “medo” da inflação. Este tal de “medo da inflação” está deixando a economia morna, em banho maria, e causando a crise econômico-social da classe média ao segurar o câmbio sobrevalorizado.

Este país chegou a colocar 200.000 pessoas na Avenida Paulista para apoiar a primeira eleição de Lula em 2002. Em 2006 parece que não chegou a 20.000. Reeleito sem entusiasmo. Para um político que, considerando a hierarquia de necessidades de Maslow, deveria estar no estágio de auto-realização, é um desempenho bem aquém do desejado. O principal ativo de um líder político é a energia positiva que emana do povo ao admirá-lo por sentir que está sendo ajudado, por vê-lo como um exemplo. Este tipo de emoção tira lágrimas de um líder, e um compromisso de fazer cada vez melhor, dar o melhor de si, deixar um legado. Esta é uma felicidade genuína que o dinheiro não compra. Pode escolher qualquer líder empresarial brasileiro. Nenhum. Digo, nenhum consegue atingir este nível de felicidade: admiração de 185 milhões de pessoas. Estilo Bill Clinton. Sucesso empresarial e dinheiro não compram este tipo de poder. Desempenho político sim. É a Felicidade de deus.

Entre os poucos brasileiros com acesso a este tipo de felicidade, Lula está na frente da fila. Por que deixar a oportunidade passar? Será que ele esteve realmente envolvido com toda a roubalheira e falcatrua de Palocci, Dirceu e Associados? A resposta simples é que sim. A resposta complexa é talvez não. Simplesmente deixou acontecer. Sempre foi assim. É possível entender as ambições deste primeiro escalão sem patrimônio político do nível do Lula. Para alguém com patrimônio político e acesso a oportunidade de Felicidade de deus, seria dar um tiro no próprio pé. Mais lógico imaginar que “bobeou”.

Bobeou na primeira tentativa. Agora só tem mais esta segunda chance nos próximos 4 anos.

A estratégia econômica do primeiro governo venceu eleição mas não atingiu nem de perto a Felicidade de deus, que colocaria mais de 200.000 na Avenida Paulista ou em qualquer outro canto do Brasil. Como atingí-la? A estratégia é simples: basta melhorar o padrão de qualidade de vida da vasta maioria dos brasileiros, ou seja, fazer o país crescer o mais rapidamente possível a qualquer custo (inflação é um deles). Apesar da inflação não ser um problema tão crítico quanto os economistas-banqueiros afirmam (grupo dos juros altos), visto que é uma simples medida de aumento de preços. Para um país que não ligou para a ética em uma eleição, com certeza nunca ligará para um tema menos relevante como inflação, desde que o poder de compra melhore.

Não há como atingir crescimento econômico rápido sem ter inflação. A questão é econômico-matemática: o aumento de demanda que gera crescimento é, por definição, um desequilíbrio entre demanda e oferta, que na economia de mercado reflete em inflação. Não há como atingir Felicidade de deus sem crescimento econômico com inflação. Qual será a decisão de Lula?