O País Está Imprevisível

Nossa situação está extremamente complicada onde ante-vejo 4 cenários, nenhum com mais de 25% de probabilidade de efetivamente ocorrerem.

  1. MT continua até o final de 2018.
    • PIB 2017: -2%; Desemprego 15%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,30
    • PIB 2018: 0%; Desemprego 17%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,40
  2. Eleições Indiretas
    • PIB 2017: -1%; Desemprego 15%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,50
    • PIB 2018: 1%; Desemprego 16%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,60
  3. Eleições Diretas
    • PIB 2017: -1%; Desemprego 15%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,60
    • PIB 2018: 3%; Desemprego 13%; Inflação: 5%; R$/USD: 4,00
  4. Reorganização Militar da Ordem e Eleições Diretas
    • PIB 2017: 1%; Desemprego 14%; Inflação: 4%; R$/USD: 4,00
    • PIB 2018: 10%; Desemprego 8%; Inflação: 9%; R$/USD: 8,00

Os cenários são bem distintos e os eventos que temos vivenciado demonstram que todos eles são possíveis. A dinâmica social e de relacionamento entre as instituições devem definir como estas probabilidades vão avançar.

A principal razão de ansiedade e incerteza é que não é possível fazer planejamento em cima de cenário com menos de 25% de probabilidade. O país está parado economicamente direcionando nossa energia para o exterior, a chance de nosso mercado ser interessante nos próximos 24 meses é menor do que 75%.

A Seita: Um Sistema Financeiro Contra o Brasil

Minha forte hipótese é que nosso sistema financeiro é Criminoso. As bases desta hipótese são uma série de evidências que listo abaixo. O sistema todo nega estas evidências da mesma forma que Lula, Temer, Dilma, Cunha, Aécio e Cia. Ltda. negam as ilicitudes deles. Caracteriza-se aqui a Seita dos Falsos Liberais Rentistas.

  1. Paga-se juro real de mais de 6% ao ano no Brasil enquanto o mercado internacional nos cobraria 1%; somos um país, com responsabilidades e ativos de longo-prazo, que são tratados de maneira muito diferente de empresas ou pessoas físicas que podem falir ou falecer. O governo sempre é o devedor de menor risco e não é questão de déficit fiscal de curto prazo que piora a situação a este nível.
  2. Não há responsabilidade fiduciária entre os membros do BC e do Copom. A postura deles é sempre de justificar juro alto, em atitude desalinhada com o interesse da população brasileira que tem o juro como despesa, não receita. Falam e agem com os interesses alinhados com o “Mercado” nacional.
  3. Mentem descaradamente sobre razões para usar juro alto que vão contra as melhores práticas internacionais de macro-economia e as evidências empíricas
    • usam meta de inflação quando não há correlação entre inflação abaixo de 40% ao ano e crescimento econômico na estatísticas de vários países de sucesso. Por exemplo, Coréia do Sul cresceu a taxas de 10% ao ano de 1960 a 1980 com inflação média de 19% ao ano
    • combater inflação com juro vai contra o princípio de laissez-faire defendido por Adam Smith. Os preços são importantes fatores para regular o mercado. Devem flutuar para otimizar oferta e demanda na geração de riqueza.
    • boa política liberal defendida por Milton Friedman recomenda expansionismo de base monetária com juro moderado em recessões com ociosidade de mão-de-obra. Estamos com 14%.
    • enfatizam o superávit primário (resultado antes do juro) sem qualquer restrição no déficit nominal, que é o principal indicador de saúde fiscal
    • neste momento de ociosidade de mão-de-obra, Keynes iria recomendar além de juro mínimo (contenção natural de despesas), investimentos em infra-estrutura para ocupar os desempregados na geração de riqueza com fluxo de caixa futuro
  4. Usam irresponsavelmente o câmbio flutuante para manipular a inflação e prejudicar os bons empregos brasileiros. Nossa indústria de transformação saiu de 25% do PIB em 1990 para menos de 9% atualmente. Não possuem nenhuma responsabilidade social e menosprezam o fato do FED ter maximização de emprego como sua missão.
  5. A elevação do juro a partir de 2013 de 7,25% para 14,25% enfraqueceu a economia, diminuiu a arrecadação tributária e aumentou as despesas financeiras levando o déficit nominal de 2% para 10% em 2 anos. Nosso PIB saiu de +3% (2013) para -3,8% (2015). Causou um prejuízo econômico de R$3 trilhões entre perda de PIB e aumento de endividamento entre 2014 e 2016. Desemprego foi de 6% para 14%.
  6. 9 membros no Copom definem orçamento de R$300-500B/ano em juro. Achamos ilicitudes em praticamente todos os órgãos públicos, muitos deles com orçamentos 1.000 vezes menor do que este e envolvendo muito mais agentes. Estes seres humanos com certeza não são exceções em nossa espécie.
  7. Nas economias organizadas o setor financeiro possui beta de 1.0, ou seja, possuem resultados correlacionados com o desempenho da economia como um todo. O Brasil afundou 3,8% em 2015, 3,6% em 2016 e os bancos tiveram lucros recordes e muito fortes. Em resumo, o beta deles pode ser considerado zero, faça sol ou faça chuva eles não se molham.
  8. Colunistas, professores e jornalistas dos principais jornais nacionais defendem os interesses do setor nos debates nacionais, enfatizando as variáveis que lhes são propostas, em posição de conflito de interesse dos colunistas e falta de ética jornalística. Conflito de interesse porque economistas ligados a instituições financeiras, direta ou indiretamente, que têm juros como receita não poderiam comentar sobre estes assuntos (papel de controle fraco do CORECON e da CVM) e falta de ética porque espera-se que o bom jornalismo incentive o debate independente e aberto de idéias, ao invés perpetuar os interesses de seus clientes anunciantes, menosprezando os interesses de seus clientes leitores.

Seita: não deixam questionar as “Verdades” -> então não defendem a Verdade
Falsos Liberais: não respeitam laissez-faire de Smith ao usar juro para distorcer preços (inflação); não praticam política expansionista de base monetária de Friedman (reduzir juro quando necessário)
Rentistas: tentam manter o país no feudalismo onde os controladores dos recursos (financeiros ou terras) enriquecem sem agregar valor para a comunidade

A esperança do país está nas mãos da delação do Palocci, que sugeriu incluir as instituições financeiras, e a delação da JBS que já mencionou nas gravações antecipação de taxa de juro do Copom, influência na seleção de executivos do BC e contato com o HM, que foi presidente do Conselho de Administração da JBS bem no momento que a empresa mais causava estrago no país. E por que será que ele foi contratado como presidente do Conselho desta empresa? 8 anos de governo Lula.

Como resultado da possível delação do Palocci, o grupinho já influenciou o MT que fez medida provisória deixando para o BC negociar leniência com as instituições financeiras, Piada?

Nosso principal problema não é político e não é a corrupção sistêmica. É corrupção macro-econômica. E quando as verdades não podem ser questionadas, nada é Verdade.

A Luz No Fim do Túnel 2

A semana passada foi realmente incrível. Muita notícia boa de uma só vez. A batalha se intensificou rapidamente mas do outro lado há paz. Precisamos manter em mente que nosso principal problema é macro-econômico: desemprego, queda de renda, queda de arrecadação e violência. A corrupção política mascara tudo isto, mas é só uma parte das causas. A principal causa é macro-econômica via fatores que deprimem a demanda agregada: juro alto, câmbio valorizado e déficit nominal exagerado.

Para mudar isto vamos precisar mudar de governo. O atual já demonstrou que não dá resultado e não liga para os fatores sociais. A melhoria nos últimos meses esteve totalmente ligada ao clima através do agronegócio, não tem nada a ver com as medidas tomadas até este momento pela equipe atual. E a situação social de desemprego e violência vai continuar se agravando.

A fenomenal delação dos irmãos Batista, provavelmente os empresários mais ilícitos e competentes do país, está trazendo à tona tudo que a PGR/MPF mais queriam: provas concretas atuais. Trabalho de mestre com o apoio de ex-agentes do MPF. Toda a principal liderança ilícita do país ficou exposta, inclusive o BC/Copom com indicação de cargos e antecipação de taxa de juros.

A população está nas ruas, as Forças Armadas já deixaram claro que não aceitam ilicitudes, o STF tem a liderança da Cármen que deverá conter a quadrilha (Gilmar, Toffoli, Levandowski e Moraes) e assim provavelmente teremos nova liderança nos próximos meses.

Qualquer processo democrático deverá forçar a agenda de emprego e desfazer a quadrilha financeira. Seja via Congresso com eleições indiretas sem os ilícitos, seja nas eleições diretas. 85% da população quer eleições diretas tornando esta solução a mais provável no contexto atual. Os candidatos com melhores perspectivas são Dória e Moro (caso este vire candidato). Outros bons candidatos ainda podem aparecer. Nenhum dos candidatos que representariam um grande risco de retrocesso parecem possuir chances de ganhar em segundo turno.

Precisamos de um governo de união que maximize a capacidade da direita empresarial gerar riqueza (via demanda agregada) e distribua a renda com a visão social de comunidade da esquerda. Estamos muito mais próximos disto hoje do que estávamos na semana passada.

A Luz No Fim do Túnel: Moro vs Dória

O DataFolha, do Jornal a Serviço do Brasil, publicou hoje uma pesquisa brilhante que demonstra uma luz no fim do túnel para milhões de brasileiros: 85% da população quer eleições diretas imediatamente e rejeitam o atual governo. Considerando a exposição dos candidatos, contexto nacional e a evolução nas intenções de votos, o grande debate será entre Moro e Dória.

Depurando os candidatos temos:

  • Criminosos que terão seus direitos restringidos em futuro próximo (Pixuleco, Aécio e Cia. Ltda.),
  • Auto-destrutivos que ao começarem a falar e participarem de debates deixarão claro que não possuem conteúdo algum a oferecer (Marina, Bolsonaro, Ciro e Joaquim Barbosa),

Sobrando apenas duas grandes lideranças nacionais: Moro e Dória.

Moro com a coragem e determinação que enfrenta os piores elementos da sociedade brasileira e mostra o caminho da correção. Inteligente, determinado e corajoso tem todos os elementos necessários para ser o Grande Líder. Pode faltar a experiência de gestão, mas entra aí o processo de debates para analisarmos se ele consegue aglutinar as capacitações necessárias para o mandato.

Dória com sua experiência de gestão, determinação e esforço sobre-humano tem demonstrado boa gestão no complexo município de São Paulo com uma administração bastante inclusiva socialmente e envolvente no nível empresarial. Ainda pouco conhecido a nível nacional, também o era em SP e conquistou a periferia em poucos meses.

Dois excelentes candidatos, que torna necessário um bom processo de debates para apurarmos quem tem o melhor perfil neste momento para assumir o posto.

Pode parecer bastante otimismo, contudo se acreditarmos em processo democrático, no qual há o instrumento do plebiscito, e a real intenção do povo brasileiro, todas as energias deverão ser naturalmente direcionadas neste sentido.

Vamos torcer para que ganhe o mais capacitado.

Ordem e Progresso: Plebiscito

A situação do Brasil de hoje parece aquela após o 7×1 para a Alemanha em 2014. Crise total de identidade. Nosso símbolo mais forte que é a camisa da seleção, em frangalhos. Humilhação total. Hoje a seleção está provavelmente em seu mais alto patamar histórico. Batendo recorde de tempo em classificação para a próxima Copa. Conseguiu virar o jogo e a nossa auto-estima.

A situação da política e da economia está em frangalhos. A Justiça que nunca funcionou neste país acordou através do Sérgio Moro, MPF, PF e vários membros do STF. É a única instituição dos três poderes com alguma credibilidade junto à população. Contudo mantém sua lentidão devido à estrutura de proteção da impunidade que influenciou sua estruturação. Enquanto o padrão de vida da população vem degradando rapidamente com o desemprego e a violência.

Os poderes Executivo e o Congresso estão totalmente controlados por brasileiros ilícitos. Situação óbvia e escandalosa. Gente legislando em interesse próprio, distorcendo projeto de medidas anti-corrupção, tentando anistia de ilicitudes, presidente mordendo o osso do poder sem a menor vergonha, questionando nossas instituições e as leis, usando direito de defesa de gente honesta, como se honesto fosse. Uma total falta de Ordem.

Em termos de Progresso então a coisa está mais feia. Perdas de R$3 trilhões nos últimos três anos com política macro-econômica totalmente inepta, defendendo os interesses do setor financeiro rentista, desrespeitando claramente as melhores práticas internacionais de Keynes, Smith e Friedman. BC comportando-se claramente como um órgão dirigido pelos interesses do setor financeiro, defendendo manutenção de juro alto, ao invés de mínimo. Tem o juro como custo e o usa no sentido oposto ao interesse da população. Total falta de responsabilidade fiduciária dos cargos públicos.

Estamos sem Ordem e sem Progresso. Este elevado nível de rejeição dos poderes executivo e legislativo chama o papel do Plebiscito. Deveríamos votar se queremos destituir totalmente 1) Presidente e Congresso; 2) Governadores e Assembléias; 3) Prefeitos e Vereadores. E convocar novas eleições sem a possibilidade de uso de poder econômico para influenciar o voto. A democracia exige este direito. A Lava Jato nos propiciou este contexto e oportunidade. As Forças Armadas poderiam nos ajudar nesta transição para fortalecimento da democracia. Um RESET para nos liberar do TILT.

R$3 Trilhões de Perdas Econômicas

copom-r3-trilho%cc%83es9 brasileiros definem uma política macro-econômica que causou R$3 trilhões de perdas ao Brasil desde 2014, considerando perdas de PIB e aumento de endividamento público, levando em conta nosso histórico vôo de galinha de 2,6% ao ano. Em 2013 estávamos com as contas públicas equilibradas com um déficit nominal de 3% e crescimento de 3%. Subiram o juro de 7,25% para 14,25% reprimindo assim a arrecadação tributária e aumentando as despesas financeiras levando o déficit nominal para 10% e afundando o PIB para -3,8%. A duplicação do juro causou 6,8% de reversão do PIB em 2 anos. Mantiveram este déficit nominal com o juro alto e perdemos mais 3,5% de PIB em 2016 e caminhamos para perder mais 3% em 2017.

Estes 9 controlam um orçamento de R$400-500B/ano em despesas financeiras sem nenhuma governança razoável e são todos da comunidade financeira, não produtiva e geradora de poucos empregos. Comunidade que tem o juro como receita de suas operações. Situação de claro conflito de interesse em qualquer análise de boas práticas de governança corporativa.

Além das perdas econômicas, levaram nosso desemprego de 6% para 12,6%. 30 milhões de brasileiros estão desempregados (12,9M), sub-empregados (10,1M) ou desistiram de procurar emprego (7M), afetando mais de 60 milhões da população. O salário médio de quem está empregado é de R$1,8K/mês, fazendo com que na média o Brasil seja um país de empregadas domésticas.

Neste contexto já miserável, a violência vem aumentando drasticamente nas ruas, nos presídios, em greve de Policiais Militares com a falta de recursos públicos por ter comprometido o orçamento de todos os Estados brasileiros. Brasileiros estão morrendo sem necessidade.

Esta política contracionista de base monetária gerou a maior destruição de riqueza voluntária da humanidade, em total desrespeito às melhores práticas internacionais da macroeconomia. Friedman, pai do monetarismo, recomendaria uma política de expansionismo monetário em situações recessivas, o que seria juro moderado por volta de 5%. O Copom manteve o juro nesta semana em 12,25% e aparecem sorrindo na foto.

Ao invés de perdermos tempo com questões de corrupção, mágoas partidárias contra o PT, birutisses da Dilma, delação da Odebrecht, PECs etc. deveríamos concentrar nossa energia em corrigir este grupo, mudar a missão do Bacen para maximização de emprego a juro moderado (como o FED) e trazer ciência macro-econômica para a mesa com respeito ao conhecimento deixado por Keynes, Friedman e Smith.

Os Deseconomistas brasileiros e a Corrupção

Estamos lutando na batalha errada. A corrupção nunca esteve tão bem controlada na nossa História. Com Moro, Procuradoria e Polícia Federal na 1a Instância, assim como Carmen Lúcia, Luis Barroso e outros no STF e na PGR estamos pela primeira vez combatendo esta ineficiência econômica que não é no momento nosso maior problema (Percepção de Corrupção). Executivo e Congresso estão sendo enquadrados em seu devido tempo. Nosso maior problema é desemprego. É macroeconômico. E nada tem a ver com corrupção política, ainda que isto tenha impacto nos gastos e investimentos públicos.

22,5 milhões de desempregados ou no sub-emprego, renda média de R$1,8K/mês para os que têm emprego, violência alarmante, baderna entre instituições públicas nas questões orçamentárias. Esta situação está se agravando e a previsão mais realista para 2017 é -3% no PIB e 14% de desemprego. Quer ser covarde e viver neste país, ou vamos usar ciência econômica para sair deste atoleiro?

Nossa guerra é contra o Copom, o BC, a Febraban e todos os outros Deseconomistas que influenciam nosso debate macro-econômico. Economia é a ciência da geração de riqueza. Este grupo destruiu R$2,8 trilhões desde 2014, eliminou milhões de empregos e condenou dezenas de milhares de brasileiros à morte por falta e desorganização de recursos públicos.

Eles não sabem o que estão fazendo, não seguem os bons princípios econômicos desenvolvidos pela Humanidade, são ineptos e/ou corruptos. Precisamos focar nossa energia nesta batalha. Retiramos a biruta da DR, vamos retirar o corrupto do MT e não resolveremos nossos problemas se não enfrentarmos a verdadeira guerra que é macro-econômica.

Este contexto lembra da época de Copérnico que descobriu o conceito heliocêntrico que ia contra as visões religiosas e foi perseguido. Trazemos aqui o conceito empregocêntrico de Keynes contra a seita juroscêntrica do sistema financeiro organizado brasileiro. Preciso de seu livre-arbítrio, raciocínio, bom senso e coragem para enfrentarmos esta batalha. Não é uma batalha filosófica e emocional. É extremamente científica e racional.

Começando com Adam Smith, nossos Deseconomistas desrespeitam o princípio de laissez-faire e da mão invisível. Não deixam o mercado definir os preços corretamente para ajustar oferta e demanda da maneira mais eficiente. Distorcem este mecanismo e tentam manipular a inflação (ajuste de preços) com o uso de juros. Esta inflação é parte das forças de mercado e precisa ser respeitada como todos os países de forte taxas de crescimento respeitaram quando necessário. É muito diferente da inflação de irresponsabilidade fiscal causada pela impressão de papel moeda para cobrir déficit público que tivemos no período de 1986 a 1994, e a Alemanha em 1923. Hiperinflação.

Em seguida desrespeitam Milton Friedman ao fazer política contracionista de base monetária com juros altos em período de alta ociosidade de mão-de-obra. Chegam ao absurdo de comentarem que estão fazendo política expansionista através de despesas de governo, sendo a maior despesa ‘expansionista’ os próprios juros. Dito pelo próprio Armínio Fraga e alguns jornalistas econômicos. Uns ineptos. Neste grupo entram juntos Mantega, Barbosa, Belluzzo e outras estrelas da Deseconomia.

Em terceiro deixam John Maynard Keynes desesperado ao desprezar o aumento de demanda agregada para preservar os empregos brasileiros. A demanda agregada pelos empregos brasileiros é definida pelo consumo brasileiro e internacional, assim como pelos investimentos privados e públicos do Brasil. Os juros altos restringem o consumo nacional e criam o déficit nominal de 10% do PIB que basicamente elimina a poupança pública e capacidade de investimento do governo. O câmbio flutuante em país com doença holandesa valoriza a moeda prejudicando o consumo internacional e o lucro dos empresários nacionais que define o investimento privado.

A destruição de riqueza feita por estes Deseconomistas deixa aqui sua marca na História da Humanidade como vergonha comparável apenas a de Karl Marx em termos per capita. Depressão induzida em uma economia pobre a partir do segundo trimestre de 2013.

Não compartilham da Verdade Científica e jogam a responsabilidade da atual depressão em falácias sobre Nova Matriz, redução “artificial” dos juros, produtividade dos empresários brasileiros, corrupção e chegam até a envolver a Lava Jato como uma das razões.

Os Deseconomistas brasileiros: Henrique Meirelles, Ilan Godlfajn, Carlos Hamilton, Armínio Fraga, Alexandre Scheinkman, Celso Ming, Delfim Netto, Cristiano Romero, Marcos Lisboa, Alexandre Schwartsman, Márcio Garcia, membros do Copom, jornalistas do Valor e outros diretores do BC e secretários de política econômica do governo federal.

 

Simpson Trump wins and stocks go up – Is The US Stock Market Stupid?

The US elected Simpson Trump as its President against the will of its majority intelligence. If years of education was considered in the votes, let’s call it a meritocratic democracy, Hillary would have won. It didn’t happen.

And now that he unfortunately won, the stock market is going sky high. How can anyone explain such a stupid behavior of the intelligent, perfect stock market? Only one explanation, the stupid voters of Simpson Trump are buying all the stocks, believing that they have made a smart decision by electing their preferred cartoon candidate.

How can the profitability of US firms go up if their average cost is going up, but not the revenues? By taking out of the market the low cost minority labor, all these services will have to employ higher paid white American folks who are already employed. Remember that unemployment rates in the US are historically low at 4.9%.

The imported products will have to be replaced by American made higher cost products, bringing back jobs that the Americans did not want to perform any more. Reallocating labor already employed in other sectors to these old manufacturing facilities.

Disrupting the smart trade treaties that Obama was envisioning will damage US exports as well, mainly in higher value added activities.

Now you consider, if Simpson Trump was elected in a low or medium income country like Brazil, he would probably take the country out of its misery considering the unemployment of 12.8% and its stupid macro-economic policies.

Seating on the chair of the White House he will probably make a mess, frustrate the investments of all his voters in 1-2 years and be impeached or recalled as the interest of the US voters are more important than their dreams as they do not come true.

 

O Desiluminado Trump e a Falha da Democracia

Os EUA são uma grande referência para o desenvolvimento da humanidade. Incorporou Iluminismo desde sua Independência (1776) com o trabalho de cidadãos como Benjamin Franklin. País de líderes e valores que vão moldando nossa civilização.

A vitória do Obama há 8 anos serviu de orgulho para todo o mundo. As transformações que ele fez no posicionamento dos EUA em inúmeros temas internacionais: Afeganistão, Iraque, Irã, Cuba, Vietnam, Japão. Provavelmente o presidente mais jovem que os EUA já teve. Obama reforçava as qualidades do povo americano. Líder. Ele e a esposa. Exemplos para cada cidadão desde mundo.

De repente aparece o Trump. O cara reforça todos os pontos negativos do povo americano. O interesse próprio. Desiluminista. Esquece o resto do planeta. É chocante sob qualquer aspecto.

Falhou a democracia americana de maneira similar a falha da democracia brasileira no caso Dilma 2.0. Se os votos fossem meritocráticos levando em conta os anos de educação de cada eleitor, Trump teria perdido para Hillary. A inteligência americana não o aprova. Os estados líderes em conhecimento como NY, CA, MA, NJ e IL foram contra ele. A mídia nos EUA e no mundo o repudiam como liderança.

O custo do erro no Brasil foi de R$1,5 trilhões de perda de PIB e endividamento público. Qual vai ser o custo nos EUA? Difícil dizer se haverá um custo econômico no curto prazo como houve no Brasil. As instituições americanas são muito mais fortes para impedir abusos. Contudo o cara é tão variável aleatória no comportamento e tão desonesto na leitura de dados que fica aqui uma grande incógnita. Americano não anda para trás.

Infelizmente não há recall de Presidente da República nos EUA. Há para 12 estados (CA entre eles) e muitos municípios.

Vai ser difícil o Trump levar seu mandato até o fim. A inteligência americana sabe trabalhar e vai dar uma lição ao mundo de como enquadrar um líder que demonstrar não merecer a cadeira onde está sentado. Guerra civil poderia ser uma das opções, contudo a civilização americana já demonstra não precisar deste tipo de instrumento internamente. Vamos ver.

Anos Simpsons pela frente…

Novas Eleições Diretas

O governo MT, apesar de legítimo perante nossas Instituições, deve deixar o poder antes do final do ano para termos eleições diretas para Presidente. É fato claramente investigado, pesquisado, analisado e divulgado de que houve dinheiro ilícito na chapa DR/MT. Ninguém tem dúvidas honestas sobre isto.

Há dois caminhos para  termos eleições diretas para troca de governo e política econômica:

  • o TSE acelera seu processo e cassa a chapa até final de dezembro (prazo necessário para eleições diretas, caso contrário serão eleições indiretas no Congresso em 2017) ou
  • MT renuncia ao mandato até dezembro.

O primeiro caminho depende de uma justiça que privilegia a impunidade nas instâncias mais altas, apesar do Moro estar dando um exemplo diferente para o mundo na 1a Instância de Curitiba. Carmen Lúcia assumiu o Supremo com bom senso e liderança exemplar, contudo está amarrada em estrutura voltada para impunidade. Por exemplo, a prisão em segunda instância passou por 6 votos a 5. Inacreditável?? Até hoje não conseguiram derrubar a chapa DR/MT e o próprio Congresso, com todas as irregularidades, e figuras como Eduardo Cunha, conseguiu tirar a biruta do poder mais rapidamente do que o sistema jurídico. É uma vergonha. Moro é uma exceção em uma estrutura voltada para a Lei de Gerson. Dão 200 desculpas porque o processo é moroso, e porque tem que ser moroso… O Moroso de Curitiba é diferente.

O segundo caminho envolve a honra de MT. DR não teve honra, manteve-se no poder até ser expulsa da cadeira, e ainda fica falando em golpe e traição por parte do MT. Além de desrespeitar completamente nossas Instituições democráticas. É uma vergonha que queremos apagar de nossa História. Causou R$1,8 trilhões de prejuízo econômico ao Brasil, eliminou milhões de empregos e causou dezenas de milhares de mortes desnecessárias. MT por outro lado parece ter honra e responsabilidade. Assumiu o cargo que a situação lhe impôs e está tentando fazer o melhor possível dentro de suas condições políticas e gerenciais. Não está dando certo.

Seu principal problema está na equipe econômica inepta. Continuam com déficit nominal irresponsável ao redor de 10% do PIB, desemprego em 12% subindo para 14%, violência disparando, perda de tempo em negociações de PEC no Congresso que não afetam o desemprego no curto e médio prazos, restrições na agenda social e continuação de processo de desindustrialização com a valorização cambial. Um desastre. Desrespeito completo à geração de emprego para a sociedade brasileira.

Uma eleição direta permitiria à sociedade brasileira escolher uma alternativa política que enfatize realmente a geração de emprego. Se formos para uma eleição indireta no Congresso esta provavelmente não será a solução da maioria, mesma maioria que está apoiando a PEC e a atual política econômica de olhos fechados.

Tivemos o exemplo de eleições para prefeitura que transcorreram muito bem, aparecendo novas lideranças como o Doria em SP, que demonstram possuir competência e compromissos sociais adequados. Há boas chances de que uma eleição direta produzirá uma solução política e econômica muito mais adequada às aspirações brasileiras do que a situação atual ou solução via eleições indiretas.

Estamos nas mãos da honra de MT ou de agilidade da Justiça, quem vai Iluminar o Bem do Brasil?