Poder de compra do trabalhador e respeito à inflação

Na vida é importante o foco em resultado. No caso de um país – economicamente falando – precisamos maximizar o poder de compra dos trabalhadores. Resultado. Este poder de compra vem através de empregos cada vez melhores, com mais valor agregado, e maior produtividade no trabalho. Sem aumento de produtividade não há aumento de poder de compra, visto que poder de compra em si é uma medida de produtividade, ou seja, o quanto cada trabalhador pode comprar.

Inflação está relacionada a poder de compra da moeda. Variável econômica de segunda ordem, que não pode ser usada para desviar a atenção do objetivo de primeira ordem: poder de compra dos trabalhadores.

Inflação é uma variável do mercado, que mede o quanto os preços estão subindo. Esta variável tem um papel importante da mão invisível para equilibrar oferta e demanda e garantir os incentivos corretos para os agentes. Nesta dimensão não pode ser distorcida, precisa funcionar. Se há falta de um produto o preço precisa subir para restringir o consumo a quem mais precisa destes produtos e incentivar com lucro adicional aos produtores para que aumentem a oferta e voltem a atender os segmentos que não foram atendidos ao preço mais alto.

Este mecanismo de inflação precisa ser respeitado e não pode ser distorcido via juros. O aumento de demanda representa o início do ciclo de crescimento, que fortalece o poder de compra dos cidadãos. Elevar juros para inibir esta demanda é uma grande distorção das forças econômicas.

Há uma segunda dimensão da inflação que é monetarista, ou seja, está relacionada ao equilíbrio entre papel moeda e produtos da economia. Quando o governo consome mais do que arrecada em tributos e, para isto, imprime papel moeda para cobrir o déficit, há um aumento de papel moeda sem lastro em produtos, que faz com que apareça uma inflação de ajuste de papel moeda. Esta inflação é péssima para a economia, foi criada irresponsavelmente, artificialmente, e costuma transformar-se na hiperinflação que tivemos na década de 80.

Os mecanismos para evitar o aumento de inflação estão em não ter déficit fiscal não financiável por dívida (déficit com lastro) e criar estímulos econômicos para aumento de oferta equilibrada com as demandas futuras. No Brasil cometemos a irracionalidade de combater inflação usando juros que aumentam ainda mais o déficit nominal. O efeito disto é a forte queda do poder de compra dos trabalhadores.

De maneira geral uma economia bem organizada tenderá a ter uma inflação baixa, tornando planejamento mais fácil. Contudo precisa ficar claro que combate a inflação a qualquer custo não faz sentido econômico dentro do conceito de aumentar o poder de compra dos trabalhadores.

Uma evidência empírica relevante é que o poder de compra dos brasileiros subiu mais nos quatro anos de hiperinflação (1986 a 1990) do que em todo o período de inflação baixa que veio após o Plano Real, em termos médios anuais. Outra evidência internacional interessante foi a Coréia do Sul que cresceu a taxas de 7% ao ano convivendo com inflação média anual de 19% de 1960 a 1980.

Planejamento, Meritocracia e Resultado

Três princípios importantes para a evolução de nossa comunidade.

Planejamento é o início do processo. O que queremos de nosso país? Aonde queremos chegar como comunidade? Como chegaremos lá? Esta é a estratégia de nação, nosso cérebro. Não temos. Nosso Ministério do Planejamento está vazio, era ocupado por um corrupto e burocrata, com o objetivo de organizar como dividir a pizza. Hoje os rentistas ineptos da área econômica querem assumir o orçamento e a estratégia do Brasil. Querem continuar a desindustrialização e retornar para a agricultura da Idade Média. Feudalismo. Foram para a China como índios trocando soja, minério e carne por dinheiro (investimentos) e produtos industrializados. Vergonha.

Queremos sim melhorar o nível de vida de nossa comunidade, maximizar emprego e poder de compra dos trabalhadores, distribuir os benefícios do progresso para termos uma sociedade mais equilibrada explorando todo seu potencial racional (sapiens) humano.

Meritocracia. Garantir poder para quem tem mais conhecimento. Alocar os profissionais com maior capacidade para tomar as decisões mais complexas do país. Racionalidade. Diferencial da Idade Moderna sobre a Idade Média. Um princípio em contínua evolução desde a origem da vida na Terra. A seleção natural. Não temos isto na discussão de macro-economia em nosso país e não temos isto no ambiente político.

Nossa discussão macro-econômica é liderada por economistas do setor financeiro que têm sua receita e lucratividade maximizadas pela elevação da taxa de juros e do rentismo. Empresários e industriais (geradores de emprego e crescimento econômico) menosprezam o debate macro-econômico em profundidade. Muitos até já viraram rentistas. FIESP sugando o sistema S. Preferem isenções fiscais e trabalhistas do que desvalorização cambial e redução de juros. Estão brigando com trabalhadores e governo ao invés de combater a concorrência estrangeira e maximização de lucro e emprego no país. Inépcia e Vergonha.

Nossos políticos e burocratas do setor público têm uma remuneração desproporcional ao poder de suas decisões. Esta situação não meritocrática detonou o custo do agente que chegou a R$2 trilhões nos últimos 2 anos. Estragamos os brasileiros que ocupam estas posições através das ineficiências e ilegalidades dos pixulecos. Não adianta trocar os brasileiros se não trocarmos os incentivos. Com respeito a meritocracia, políticos e burocratas têm o mesmo direito a ficar bilionários que os empresários. Contudo, como no caso dos empresários, só devem ficar bilionários aqueles que transformam e geram muitos benefícios para a sociedade.

Resultado. O mundo remunera quem gera resultado. Não teoria, não boa vontade, não santidade, não inteligência, não idéias. Se todos os atributos não gerarem resultado prático para a sociedade, não há remuneração. Resultado é renda para os brasileiros com melhoria do padrão de vida. Renda vem através de empregos cada vez melhores com aumento do poder de compra.

Certo é o que dá certo, não o que parece certo. Bom é inimigo do ótimo. Importantes conceitos de gestão para não dar murro em ponta de faca e não ficar parado esperando o ótimo. Qual a qualidade de um macro-economista? Qual a qualidade de um presidente? É o aumento de PIB/capita em sua gestão. De 1980 a 2015: China 9%. Brasil 1%. Fomos na China buscar dinheiro, deveríamos ter ido comprar macro-economistas.

 

Dilma: de Heroína a Criminosa

Iniciou seu governo com o lema de Combate a Miséria (“País rico é um país sem pobreza”). Doente com câncer, parecia uma meta muito nobre em país que se destaca no mundo por concentração extrema de renda. Bolsa família, Minha Casa/Minha Vida, Mais Médicos, Ciências Sem Fronteiras etc. e a mais corajosa redução de juros de nossa história até 2013. Queda consistente do GINI melhorando a distribuição de renda. Heroína.

Em 2013 crescemos 3%, após um déficit nominal equilibrado de R$109B em 2012. No segundo trimestre de 2013 tivemos as manifestações contra o governo por aumento de tarifas de ônibus e a partir dali ela se perdeu. Começou elevação desenfreada de juros que reduziram a arrecadação, aumentaram as despesas com juros enormemente levando nosso déficit nominal para R$613B em 2015. Queda de PIB de 3,8%.

Não deveria ter ganho as eleições de 2014. Os brasileiros com ensino médio (cidadãos conscientes da situação) e a grande maioria dos empresários eram contra a reeleição. Ela e o Lula impuseram esta derrota democrática que virou um caroço na garganta dos brasileiros conscientes.

Falha da democracia. Tivemos prejuízos econômicos de R$1,8 trilhões, eliminação de milhões de empregos e dezenas de milhares de mortes desnecessárias. A falta de honra e de caráter é tamanha que até hoje não reconhece os erros e insiste no desrespeito a nossas instituições. Como uma pessoa que parecia ser uma heroína social, revelou-se um monstro sem proporções, que teria deixado o filho ser cortado ao meio para sustentar sua mentira e seu poder?

O Felipão em 2014 após o 7×1 assumiu total responsabilidade, pediu desculpas ao país e se demitiu. Responsabilidade e Honra. No espectro oposto vem esta biruta, após destruir nossa economia e comunidade, ainda desrespeita nossas instituições chamando o processo de golpe, menciona pedido de desculpas a ela e incita a violência da desordem.

O sentimento é de ódio. Desonestidade sem fim. A punição precisa ser a altura para criar uma cicatriz em nossa comunidade de maneira que nunca aceitemos uma liderança podre como esta mais uma vez. Perdemos dois anos de nossas vidas por causa desta egoísta. Dezenas de milhares de brasileiros perderam suas vidas e nossa comunidade vive o pior momento econômico e social de sua história por causa de seu egoísmo.

MT assumiu com liderança política. Inépcia econômica tem sobressaído até agora, ao manter o mesmo plano econômico da DR. Vamos ver o Dia Seguinte, 02 de setembro. Se não houver mudança de rumo para derrubar rapidamente o desemprego, devemos caminhar para uma “Guerra Civil” contra os rentistas. Não estou otimista.

Olimpíada, Competição e Crescimento

Qual é a importância dos Jogos Olímpicos, dos esportes, para o desenvolvimento dos países? O resultado de medalhas demonstra enorme correlação com o PIB do país. Quanto maior a riqueza, melhor o resultado nos esportes. O PIB/capita é importante, mas parece que o PIB em si é mais correlacionado devido ao ganho de escala. Faço este argumento ao comparar os resultados dos EUA e da China. Por que os países ricos preocupam-se tanto, investem tanto em esportes?

Competição é elemento crítico para o aumento de produtividade, para o enriquecimento, para o capitalismo e para a democracia. Competitive Advantage of Nations do Michael Porter demonstra isto dentro do ambiente de desenvolvimento do Japão.

O crescimento econômico vem através da alocação meritocrática de nossos melhores recursos nas posições de decisões mais importantes da economia do país. No mercado privado o capitalismo garante este processo através da competição saudável entre os empresários nacionais. Na área governamental este processo ocorre através da democracia. A eleição com competição entre os vários partidos garante esta alocação.

Quando não há competição, quando não há o processo meritocrático de alocação dos melhores recursos nacionais para as posições mais importantes, o sistema econômico não é otimizado. Isto ocorre na monarquia (Idade Média), no comunismo de mercado (URSS, Cuba, China pré 1978) e na ditadura (Coréia do Norte). Falta de competição minimiza o bom uso dos recursos, o fortalecimento da comunidade e a melhoria de qualidade de vida para toda a população.

A competição precisa ser saudável. Não adianta treinar nossas crianças para tentar replicar o Michael Phelps. É desperdício de recursos tentar um sonho impossível, ou muito distante. As crianças vão desanimar muito cedo e os pais não vão se convencer a financiar tal empreitada. Por outro lado faz todo sentido incentivarmos todos os pais a colocarem seus filhos em escola de natação. No geral terão uma vida mais saudável, aprenderão o espírito competitivo, e trabalharão com foco em resultados. Isto vale para todos os esportes. Esforço, perseverança, resolução de problemas para melhoria do desempenho são valores importantes para o progresso da humanidade. Melhoria de produtividade.

Os liberais querem colocar os melhores brasileiros para competir contra o Michael Phelps. Os desenvolvimentistas querem que Todas as crianças brasileiras aprendam a nadar e competir.

A Melhoria da Gestão Macro-Econômica.

Saímos de um governo medíocre com a DR, causador de R$1,8 trilhões em prejuízo econômicos para o país, e entramos em um governo ruim, que já causou R$250 bilhões de prejuízo e deve continuar neste rumo. R$5 bilhões por dia útil. [Nosso cálculo de prejuízo considera a perda de PIB a partir de nossa curva histórica de 2,2% de crescimento anual e o aumento da dívida pública]

Com a DR estávamos em um situação de irracionalidade sem liderança. Com MT temos liderança e racionalidade, contudo uma racionalidade de valores sociais invertidos. O liberalismo econômico:

  • Mantém juros estratosféricos de 14,25% que criam déficit nominal acima de 10% e depressão econômica
  • Aprovam déficit primários irresponsáveis de R$170B em 2016 e mais de R$140B em 2017. Demonstração clara de falta de compromisso no curto-prazo
  • Eliminação de compromisso com distribuição de renda e projetos sociais nas áreas de saúde, educação e moradia.
  • Apreciação do R$ frente ao dólar favorecendo importações
  • Consideração de aumento de tributação para cobrir déficit do governo
  • Consideração de agenda liberal para abrir mais a economia favorecendo importações e perdas de emprego
  • Foco em meta de inflação ao invés de meta de poder de compra de trabalhadores (visão rentista para “justificar” juros elevados)

Em resumo o governo está demonstrando a continuidade do elitismo financeiro irresponsável que menospreza a importância dos empresários nacionais, dos trabalhadores e da comunidade como um todo.

Ferramentas para revertermos a situação:

  1. TSE deve derrubar a chapa com a enorme quantidade de evidências sobre dinheiro ilícito na campanha de 2014. Previsão início de 2017
  2. Justiça deve limpar Senado e Câmara dos Deputados com a evolução da Lava Jato e outras iniciativas similares. Entra aqui a lentidão do STF com a questão de foro privilegiado
  3. PGR deveria avaliar os 9 membros do Copom, o conflito de interesse em relação ao setor financeiro rentista, o poder de decidir mais de R$500B de orçamento de juros com irresponsabilidade fiscal e prejuízo social de R$5 bilhões por dia útil.
  4. Movimentos civis devem pressionar agenda econômica para que priorize a redução do desemprego: novo governo
  5. Formação de nova liderança política com plano claro para crescimento econômico, pleno emprego e distribuição de renda. Deveremos ter eleições indiretas no Congresso durante 2017.

A situação atual é desesperadora, com desemprego em 11,3% e subindo para 14%. Violência quebrando recordes, mortes desnecessárias por falta de recursos públicos, desalento e perda de perspectiva dos cidadãos. Esta situação negativa deve ser convertida em movimentações civis para mudança de política econômica. Se considerarmos que o que importa na vida e no mundo são os resultados, muito mais importante do que a corrupção corporativa, nosso principal desafio é a má gestão da política macro-econômica do país.

O Tripé do Vôo de Dragão

O objetivo de um país é melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos. Esta melhoria ocorre através da maximização de emprego e do poder de compra dos cidadãos (não da moeda). Este processo é sustentado pelo tripé câmbio, juros e déficit nominal, variáveis primárias que definem o crescimento econômico. A inflação representa o vento que gera turbulência, uma variável secundária, que existe para equilibrar oferta e demanda, não deve fazer parte do tripé.

Nosso tripé está desequilibrado. O câmbio para termos competitividade econômica internacional precisaria estar em R$8,6 e os juros em 5% para conseguirmos déficit nominal de 2%. Câmbio flutuante não permite este nível de competitividade porque temos o efeito da doença holandesa de nossas commodities agrícolas e minerais. E não queremos câmbio de equilíbrio, queremos câmbio de desequilíbrio para impulsionar nosso crescimento. Os juros vinham caminhando bem para 5% em 2012/2103 quando atingimos déficit nominal de R$109B, menos de 2% do PIB. A elevação para 14,25% afundou o déficit nominal para R$613B (10% do PIB).

Ficar tentando controlar a inflação, a turbulência, sem estar com o tripé firme, não permite que a galinha se transforme em dragão ou águia e voe. A inflação precisa ser deixada a mercado, pois o aumento dos preços, para equilibrar oferta e demanda, gera o lucro necessário para empresários investirem no aumento da oferta criando empregos novos. Combatê-la com juros é jogar herbicida para matar as sementes do processo de crescimento. E, na economia indexada que temos, ter o objetivo de levar a inflação a 4,5% só vai ser possível com elevação adicional de desemprego e poder de compra.

Não há correlação entre inflação e crescimento econômico conforme demonstramos no post Crescimento com inflação

Orçamento Brasil 2016-2018 – Saída Sustentável pelo Crescimento

Caro Presidente MT,

O objetivo do governo é maximizar o poder de compra de seus cidadãos. Economicamente falando maximizar o PIB/capita. O objetivo da política econômica fica sendo maximizar o emprego e o poder de compra dos trabalhadores com juros moderados.

Para atingir este objetivo precisamos a partir de 01 de junho de 2016:

  • Câmbio fixo de R$8,60 ajustado mensalmente pela diferença de inflação entre Brasil e EUA
  • Imposto de 30% na exportação de commodities agrícolas e minerais
  • Juros a 5%
  • Déficit nominal de 2% do PIB
  • Negociar no Congresso medidas como: nova missão do BC, evolução da meta de inflação para meta de crescimento, evolução do câmbio flutuante para fixo, equilíbrio da previdência, flexibilidade orçamentária para adequar orçamento aos 2% de déficit nominal, responsabilidade fiscal em cima de déficit nominal, criação de bônus para servidores públicos alinhados com o crescimento do país, deixar pre-aprovado o balanço de 31 de maio de 2016 com todas as contingências e desastres do governo anterior.

Esta abordagem econômica vai completamente contra o pensamento econômico usual no Brasil devido a uma série de tabus relacionados com inflação, produtividade, protecionismo, juros, corrupção e deficiências de infra-estrutura. Vou esclarecê-los mais adiante, mas peço a honestidade de coração e mente aberta, tendo em vista que somos sócios neste país e queremos uma comunidade socialmente mais equilibrada.

Enfatizo que atingiremos crescimento superior a 5% ao ano, desemprego caindo para 5-6%, inflação de até 25% nos primeiros anos retornando para abaixo de 5% em 3-4 anos e poder de compra médio  dos trabalhadores crescendo acima de 5% ao ano desde o início.

A verdade é que nosso contexto social e econômico está horrível e precisamos realmente atuar para a situação não se complicar ainda mais. Desemprego, queda de renda, depressão, desindustrialização, violência e mortes.

Por outro lado nossas instituições estão cada vez mais fortes, notadamente a jurídica, e o senhor retomou a liderança no país, que estava inexistente desde as últimas eleições. Com diferenciada habilidade política e liderança democrática está demonstrando respeito às várias linhas de pensamento na comunidade brasileira. Corrigindo rumo sempre que necessário.

A seguir demonstro a lógica econômica, apresento a seriedade de nossa situação econômica e social, explico os tabus e exponho críticas a equipe econômica atual.

A Lógica Econômica

O câmbio a R$8,60 nos coloca em nível de competitividade econômica internacional dos EUA e das principais economias da Ásia. Este nível cambial é o necessário para compensar nossa baixa produtividade de 28% do nível dos EUA. Está no mesmo nível do câmbio paralelo que tivemos na década de 80, quando ainda tínhamos a indústria de transformação crescendo e representando 25% do PIB (hoje 9%). Este estímulo ao lucro dos negócios nacionais vai viabilizar aumento significativa de exportações, substituição de importações, aumento forte do emprego e de arrecadação tributária. Vai turbinar os 70% da economia representados pelo setor privado.

Os impostos sobre exportação de commodities agrícolas e minerais vai aumentar a arrecadação tributária, capturar lucro excessivo destas exportações e segurar pressão de doença holandesa sobre o valor de equilíbrio da moeda.

Os juros a 5% vão reduzir significativamente as despesas do governo e aumentar a arrecadação com o estímulo a investimento e consumo. A despesa com juros reduz em mais de R$300B, além disto os chamados subsídios de dezenas de bilhões com endividamento de longo-prazo são zerados.

No final o estímulo ao crescimento com aumento de arrecadação e redução imediata de despesas colocará o orçamento em equilíbrio por volta de 2% de déficit nominal em período de 1 ou 2 anos no máximo. O forte aquecimento do mercado de trabalho garantirá o aumento do poder de compra.

A Situação Econômica e Social

11% de desemprego estimado a chegar a 14%, quando deveria ser de 5%. Perdas econômicas diárias de R$5 bilhões entre queda de PIB e aumento de endividamento. Já acumulamos R$1,8 trilhões de perdas desde 2014. Desindustrialização de 25% para 9% do PIB. Estamos importando chapas de aço feitas com o nosso minério. Aumento da concentração de renda com os juros de 14,25% ao ano. Mortes desnecessárias de brasileiros por falta de recursos no sistema de saúde e aumento de violência causado pelo desemprego. Criamos sozinhos um ambiente de depressão sem guerra, como simples consequência de nosso planejamento econômico e irresponsabilidade fiscal a nível de déficit nominal (R$613B!!!). 3 milhões de desempregados já estão sem auxílio desemprego, consegue estimar o impacto na violência nos próximos meses?

Estamos sem saída e as proposições até agora de aumento de desemprego para 14%, possível aumento dos juros, possível aumento de tributos e aprovação de um déficit irresponsável de R$170B em 2016 é uma péssima sinalização colocando o país em um processo de sofrimento desnecessário.

Os Tabus

O maior de todos é a mentira de que inflação baixa é condição necessária para o crescimento. Não há correlação entre inflação abaixo de 40% ao ano e crescimento econômico em estatísticas de países de sucesso da Ásia de 1960 a 2014. Coréia do Sul cresceu 7% ao ano por 20 anos com inflação média de 19% ao ano (1960-1980). Inflação é uma variável de mercado importante ao aumentar os preços e incentivar investimentos que aumentem a oferta. A inflação negativa da década de 80 vinha da irresponsabilidade fiscal de imprimir papel moeda sem lastro econômico para cobrir déficit nominal. Isto não existe mais no Brasil. Agora temos uma inflação de mercado quando tentamos crescer (demanda fica maior do que oferta) e efeito de indexação. Não devemos usar juros para combatê-la. Juros significam transferir dinheiro de quem precisa (empresários do sistema produtivo e pobres) para quem tem sobrando (rentistas). Não é economicamente eficiente. Concentra renda.

Em 2013 com um déficit nominal de apenas R$109B (menos de 2% do PIB) não havia nenhuma necessidade de subir os juros a partir dos 7,25%. Poderíamos na verdade ter continuado a baixar para 5%. Esta elevação causou a depressão, as perdas de R$1,8 trilhões e o impeachment do governo DR.

Este medo da inflação segura a estratégia cambial e deprime o orçamento fiscal.

Quanto a produtividade a compreensão é mais simples. Produtividade é igual a riqueza de conhecimento individual, quanto cada indivíduo consegue produzir por ano, renda per capita. A produtividade média do brasileiro está a 28% da dos EUA. Somos TODOS improdutivos. Empresários, economistas, políticos, padres, policiais, mendigos, pedreiros, professores, industriais. Crescimento econômico significa ir melhorando a produtividade gradualmente e o segredo é criar o estímulo para este processo funcionar. O estímulo é dar perspectiva de lucro para o setor privado investir e gerar empregos cada vez melhores em setores mais lucrativos e de maior valor agregado. Todo empresário nacional vive diariamente o desafio de aumentar a produtividade e o lucro na concorrência com outras empresas nacionais.

Na competição internacional o importante é custo, não produtividade. Os consumidores compram os produtos mais baratos, não os mais produtivos. Aqui entra o câmbio para proteger o emprego dos brasileiros. O governo deve estimular o máximo de competição dentro do Brasil, mas não com os estrangeiros que possuem estágios de produtividade desalinhados, com infra-estrutura melhores, MO mais treinada etc. Somos brasileiros e convivemos o dia-a-dia com brasileiros nas nossas comunidades.

Os outros gargalos do crescimento como corrupção, infra-estrutura, nível educacional da mão-de-obra, burocracia, carga tributária etc. são desculpas desnecessárias. Fazem parte de economias subdesenvolvidas. São problemas que resolvemos durante o crescimento e não são gargalos impeditivos. O dia que já tivermos resolvidos todos estes problemas já seremos um país rico com mais de US$40K/capita.

Críticas a Equipe Econômica Atual

Excelente CV da equipe e escolha política e tecnicamente equilibrada. Contudo possuem o mesmo problema de produtividade da economia brasileira, 28% do nível dos EUA. São todos do mercado financeiro, sem perspectiva da economia como um todo, olhos só na inflação sem foco no emprego. Inconsistentes com nosso maior desafio. Observe:

  • Perspectiva de 14% de desemprego
  • Irresponsabilidade fiscal em 2016 com R$170B de déficit Primário
  • Perspectiva de criação de novos tributos sugando mais a economia sem resolver as despesas
  • Perspectiva de elevar ainda mais os juros por causa da inflação
  • Anúncio de medidas de impacto só no médio e longo prazos, sem noção dos sacrifícios sociais
  • Após 2 semanas não apresenta orçamento com 2% de déficit nominal e crescimento econômico.
  • Olham só para as despesas menosprezando o poder do crescimento para gerar arrecadação e eliminar o déficit

Ministério do Planejamento é a principal área de inteligência econômica do governo. Está vazia.

 

Crescimento com Ordem e Progresso

Estamos caminhando bem. O impeachment funcionou com eficácia através de nossas instituições democráticas e foi reorganizada a liderança do país. MT possui respeito indiscutível no Congresso e tem muita experiência na coordenação política. Tudo indica que montou uma equipe equilibrada nas questões técnicas e políticas. Tenhamos alguns princípios em perspectiva para avaliarmos o imbróglio. Na dimensão ética, certo é o que dá certo, não o que parece certo. Na dimensão técnica, bom é inimigo do ótimo. Parece que conseguimos organizar nossa Ordem.

Resolvida a liderança agora precisamos organizar o jogo econômico que nos colocou nesta depressão. Voltar ao Progresso que parou na década de 70. Temos que ter foco e evitar ficar atirando para todos os lados. As 3 alavancas do crescimento são:

  1. perspectiva de lucro dos empresários;
  2. déficit nominal equilibrado de 2% do PIB;
  3. incentivos adequados aos políticos.

Iniciativas para trabalhar as 3 alavancas no curto prazo:

  • Evolução da missão do BC para maximização de emprego e de poder de compra dos trabalhadores com juros moderados.
  • Câmbio fixo em nível de competitividade econômica internacional de R$8,30 (jan/16 ajustado mensalmente pelo diferencial de inflação Brasil/EUA); aumentamos exportações e substituição de importações, aumentamos emprego e arrecadação tributária; retomamos processo de industrialização rapidamente revertendo perda de PIB industrial que tinha chegado a 25% e caiu para 9%.
  • A taxa de câmbio deve ser definida pelo MT junto a Camex, fora do CMN.
  • Redução dos juros para 5%. Diminui despesas com juros e os chamados “subsídios” de endividamento de longo-prazo (total superior a R$300B por ano). O aumento de investimentos e gastos da população também melhora a arrecadação tributária.
  • Elevação dos impostos sobre exportação de commodities agrícolas e minerais, capturando o lucro exagerado pela desvalorização cambial e diminuindo efeitos da doença holandesa
  • Definição do bônus da equipe do Copom em cima de crescimento do Brasil e acompanhamento muito próximo da transparência das atividades dos 8 membros que sozinhos definem orçamento superior a R$500B/ano. Temos que policiar qualquer interferência do setor financeiro de tentar corromper estes membros.
  • Criação de bônus substancial para políticos e servidores de alto nível hierárquico alinhado ao crescimento do Brasil.

Implantar estas iniciativas parece tão impossível quanto o impeachment no começo de 2015. Entre as principais barreiras:

  • Membros da equipe econômica com CVs ilustres são completamente ignorantes na questão de crescimento econômico. Monetaristas. Maximizam juros com a justificativa de conter a inflação.
  • Não entendem como o sistema econômico funciona. Colocam a culpa da falta de crescimento em empresários industriais improdutivos que não conseguem competir no mercado internacional sem proteção.
  • Acreditam que o futuro do Brasil está no agronegócio e no setor financeiro, únicos que conseguiram elevar a produtividade nas últimas décadas. Erro similar ao que Portugal fez com relação a Inglaterra.
  • Atingiram 3% de crescimento em PIB/capita enquanto a China voava a 9%. Desindustrializaram nosso país de 25% do PIB para 9% com super valorização de nossa moeda no famoso “câmbio flutuante de mercado”
  • Impuseram R$1,8 trilhões em perdas econômicas ao elevar os juros de 7,25% para 14,25% de 2013 para 2015, devido a explosão do déficit nominal.
  • Pensam em aumentar tributação para conseguir o equilíbrio fiscal sem fazer o país crescer.
  • Anunciaram desemprego a 14% antes de começar a ceder.
  • Pensam em aumentar os juros porque a inflação voltou a subir no último mês.
  • MT é advogado e confiou agenda econômica a esta equipe.

O que temos a nosso favor para fazer com que reconsiderem suas posições:

  • A situação econômica está horrível. A galinha está muito gorda para voar com a estratégia que estruturaram com medidas só de médio e longo prazos.
  • Estamos perdendo R$5B por dia útil.
  • O desemprego está em 10,9% e piorando a cada dia
  • Violência está aumentando
  • Nossas instituições jurídicas estão trabalhando bem e punindo desvios de conduta
  • MT é inteligente e habilidoso. Em algum momento deve perceber que a estratégia econômica não está dando certo e vai ouvir novos diagnósticos
  • Políticos estão perdidos com a pressão jurídica sobre os pixulecos. O sistema de investimento público está travado
  • Congresso está de certa forma unido mas vai pressionar na agenda social deteriorante.
  • Indústria já está muito pequena com 9% do PIB e altamente endividada.
  • TSE evoluindo no processo de cassação da chapa aumenta pressão em cima de bons resultados para manterem apoio do Congresso e conseguir vitória em possível eleição indireta em 2017
  • JS tem consciência dos problemas e está ocupando pasta de Comércio Exterior enquanto MT lidera a Camex.
  • Ministério do Planejamento está ocupado por político que deve ser trocado no curto prazo com o avanço de investigações jurídicas

Neste contexto acho que de uma vez por todas estamos sem saída e acredito que vamos conseguir discutir em maior profundidade, e com mais competência, todos os temas relevantes para o Brasil envolvendo inflação, produtividade, câmbio, corrupção, inclusão social e industrialização de maneira institucional.

O copo está meio cheio e temos uma “Guerra Civil” pela frente, ou um Impeachment Econômico, evoluindo vários economistas de ensino primário em inflação para PhD.

Três Cenários Econômicos

A vitória do impeachment parece garantida. Temer assumirá a presidência em maio e deverá cumprir o mandato até 2018. Caso o TSE cancele a chapa no início de 2017, podendo se candidatar ele ainda tem grandes chances de ganhar uma eleição indireta no Congresso (pessoalmente ou com indicação).

Vejo três possibilidades de cenários futuros e tenho um “sonho de consumo”. O que define cada cenário é a abordagem da equipe econômica em termos de juros e câmbio, principais variáveis com influência na taxa de crescimento.

Rentista (60% de probabilidade). Novo comando da economia continua com foco na inflação e aumenta os juros. Inflação fica em 6%. Real valoriza (R$3). PIB cai 4%. Desemprego aumenta.

Balanceado (35%). Reduz juros gradativamente. Inflação fica em 8%. Real estabiliza (R$3,4). PIB cai 0-2%. Desemprego estável.

Foco na produção e emprego (5%). Juros reduzidos a 5%. Câmbio sobe a R$5. Inflação fica em 10-15%. PIB cresce 3%. Desemprego cai.

Sonho de Consumo (-50%). Juros reduzidos a 5%. Câmbio a R$8,3. Inflação 15-25%. PIB cresce +6%. Desemprego despenca.

Que tipo de legado Temer quer deixar? Qual seu estilo de governo e nível de comprometimento social com emprego e renda dos trabalhadores?  Até onde conseguiremos passar por cima do câncer da inflação? Como lidaremos com os incentivos políticos desorganizados pela Lava Jato? As respostas a estas questões ajudarão a estimar a taxa de crescimento futuro e o cenário mais provável.

A Farsa dos Juros no Controle da Inflação

Temos um câncer no nosso cérebro. Medo da inflação. Visão de que a inflação é um impeditivo ao crescimento econômico e ao progresso. Compreensão de que para combater a inflação precisamos, infelizmente, usar a cocaína dos juros altos. Tudo mentira e alucinação. Vamos aos fatos.

Não há correlação entre inflação abaixo de 40% ao ano e crescimento econômico demonstrado em análise de dados de 1960 a 2014 de vários países em crescimento em nosso post Crescimento com inflação. O que se percebe nos dados é que economias bem organizadas possuem inflação baixa. O que faz bastante sentido porque inflação não é interessante, desde que não prejudique o crescimento. Crescimento vem em primeiro lugar (melhoria de vida) e inflação em segundo. Bom é inimigo do ótimo.

A inflação é uma variável importante de mercado, do sistema econômico, para equilibrar oferta e demanda. Se houver demanda e não houver oferta suficiente para atendê-la, os preços sobem para incentivar os empresários a aumentar a produção. Preços sobem, aumentam os lucros, sobram recursos para investimento, empresários investem, geram empregos, pagam mais tributos. É um ciclo fortalecedor que melhora a vida de um país. Inflação de demanda aumenta lucro, aumenta tributo, aumenta emprego, aumenta o ganho real de um trabalhador por ele se tornar o recurso escasso na economia para atender uma demanda crescente. Todos ganham se visto o sistema como um todo.

No Brasil matamos este ciclo fortalecedor através de juros altos. Processo no qual só o sistema financeiro e os rentistas ganham. O recurso escasso ao invés de ser o trabalho torna-se o capital por ficar muito caro. Brasil entra em depressão de 3,8% e o lucro dos bancos aumenta em 15%. Esta estratégia de juros altos gerou prejuízo de R$1,7 trilhões a nossa economia conforme nosso post O aumento dos juros e a Depressão do Brasil.

Gastamos R$500 bilhões em juros em 2015. Se considerarmos que metade dos trabalhadores brasileiros mais pobres (que talvez não tenham remuneração indexada), algo por volta de 50 milhões, pagaram R$10.000/ano. E que a renda média destes trabalhadores seja de R$50.000/ano. Eles pagaram 20% da remuneração deles para ter uma inflação de 10% ao invés de 20%. Péssimo negócio para os trabalhadores. Excelente negócio para os rentistas. Péssimo negócio para o país.

Esta situação é vergonhosa. Se imaginarmos que convivemos com os juros exorbitantes desde o Plano Real, são mais de 20 anos. Provavelmente estamos falando de R$10-20 trilhões de perdas econômicas neste período. Para um país pobre como o nosso, o custo de oportunidade social é muito grande. Imagine como seria nossa infra-estrutura social com estes recursos a mais: hospitais, escolas, estradas, ferrovias e saneamento. Viaje para a China e verá com os próprios olhos.

Estamos neste “mato sem cachorro” por um de dois motivos: inépcia ou má fé. Temos 9 membros no Copom decidindo a política de juros com orçamento de “cheque em branco” de R$500 bilhões por ano. Faça sua aposta em nosso post Bolão do Copom: corrupção?.

Temer deverá estar assumindo nas próximas semanas. O Brasil está unido em torno de uma causa como nunca esteve antes. O sistema judiciário acordou e deixamos para trás o país da Lei de Gerson. Vamos conviver com a inflação de maneira inteligente criando uma clara prioridade social pelo emprego? Vamos engajar o Brasil na economia mundial com contribuições mais significativas do que recursos minerais e agrícolas? Vamos acabar com a miséria e ter orgulho de nosso povo e comunidade? Vamos ser responsáveis pela evolução deste novo Brasil consertando os erros do passado? Que legado vamos deixar para os nossos filhos?