O País Está Imprevisível

Nossa situação está extremamente complicada onde ante-vejo 4 cenários, nenhum com mais de 25% de probabilidade de efetivamente ocorrerem.

  1. MT continua até o final de 2018.
    • PIB 2017: -2%; Desemprego 15%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,30
    • PIB 2018: 0%; Desemprego 17%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,40
  2. Eleições Indiretas
    • PIB 2017: -1%; Desemprego 15%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,50
    • PIB 2018: 1%; Desemprego 16%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,60
  3. Eleições Diretas
    • PIB 2017: -1%; Desemprego 15%; Inflação: 4%; R$/USD: 3,60
    • PIB 2018: 3%; Desemprego 13%; Inflação: 5%; R$/USD: 4,00
  4. Reorganização Militar da Ordem e Eleições Diretas
    • PIB 2017: 1%; Desemprego 14%; Inflação: 4%; R$/USD: 4,00
    • PIB 2018: 10%; Desemprego 8%; Inflação: 9%; R$/USD: 8,00

Os cenários são bem distintos e os eventos que temos vivenciado demonstram que todos eles são possíveis. A dinâmica social e de relacionamento entre as instituições devem definir como estas probabilidades vão avançar.

A principal razão de ansiedade e incerteza é que não é possível fazer planejamento em cima de cenário com menos de 25% de probabilidade. O país está parado economicamente direcionando nossa energia para o exterior, a chance de nosso mercado ser interessante nos próximos 24 meses é menor do que 75%.

Um Sistema Financeiro Contra o Brasil

Minha forte hipótese é que nosso sistema financeiro é Criminoso. As bases desta hipótese são uma série de evidências que listo abaixo. O sistema todo nega estas evidências da mesma forma que Lula, Temer, Dilma, Cunha, Aécio e Cia. Ltda. negam as ilicitudes deles.

  1. Paga-se juro real de mais de 6% ao ano no Brasil enquanto o mercado internacional nos cobraria 1%; somos um país, com responsabilidades e ativos de longo-prazo, que são tratados de maneira muito diferente de empresas ou pessoas físicas que podem falir ou falecer. O governo sempre é o devedor de menor risco e não é questão de déficit fiscal de curto prazo que piora a situação a este nível.
  2. Não há responsabilidade fiduciária entre os membros do BC e do Copom. A postura deles é sempre de justificar juro alto, em atitude desalinhada com o interesse da população brasileira que tem o juro como despesa, não receita. Falam e agem com os interesses alinhados com o “Mercado” nacional.
  3. Mentem descaradamente sobre razões para usar juro alto que vão contra as melhores práticas internacionais de macro-economia e as evidências empíricas
    • usam meta de inflação quando não há correlação entre inflação abaixo de 40% ao ano e crescimento econômico na estatísticas de vários países de sucesso. Por exemplo, Coréia do Sul cresceu a taxas de 10% ao ano de 1960 a 1980 com inflação média de 19% ao ano
    • combater inflação com juro vai contra o princípio de laissez-faire defendido por Adam Smith. Os preços são importantes fatores para regular o mercado. Devem flutuar para otimizar oferta e demanda na geração de riqueza.
    • boa política liberal defendida por Milton Friedman recomenda expansionismo de base monetária com juro moderado em recessões com ociosidade de mão-de-obra. Estamos com 14%.
    • enfatizam o superávit primário (resultado antes do juro) sem qualquer restrição no déficit nominal, que é o principal indicador de saúde fiscal
    • neste momento de ociosidade de mão-de-obra, Keynes iria recomendar além de juro mínimo (contenção natural de despesas), investimentos em infra-estrutura para ocupar os desempregados na geração de riqueza com fluxo de caixa futuro
  4. Usam irresponsavelmente o câmbio flutuante para manipular a inflação e prejudicar os bons empregos brasileiros. Nossa indústria de transformação saiu de 25% do PIB em 1990 para menos de 9% atualmente. Não possuem nenhuma responsabilidade social e menosprezam o fato do FED ter maximização de emprego como sua missão.
  5. A elevação do juro a partir de 2013 de 7,25% para 14,25% enfraqueceu a economia, diminuiu a arrecadação tributária e aumentou as despesas financeiras levando o déficit nominal de 2% para 10% em 2 anos. Nosso PIB saiu de +3% (2013) para -3,8% (2015). Causou um prejuízo econômico de R$3 trilhões entre perda de PIB e aumento de endividamento entre 2014 e 2016. Desemprego foi de 6% para 14%.
  6. 9 membros no Copom definem orçamento de R$300-500B/ano em juro. Achamos ilicitudes em praticamente todos os órgãos públicos, muitos deles com orçamentos 1.000 vezes menor do que este e envolvendo muito mais agentes. Estes seres humanos com certeza não são exceções em nossa espécie.
  7. Nas economias organizadas o setor financeiro possui beta de 1.0, ou seja, possuem resultados correlacionados com o desempenho da economia como um todo. O Brasil afundou 3,8% em 2015, 3,6% em 2016 e os bancos tiveram lucros recordes e muito fortes. Em resumo, o beta deles pode ser considerado zero, faça sol ou faça chuva eles não se molham.
  8. Colunistas, professores e jornalistas dos principais jornais nacionais defendem os interesses do setor nos debates nacionais, enfatizando as variáveis que lhes são propostas, em posição de conflito de interesse dos colunistas e falta de ética jornalística. Conflito de interesse porque economistas ligados a instituições financeiras, direta ou indiretamente, que têm juros como receita não poderiam comentar sobre estes assuntos (papel de controle fraco do CORECON e da CVM) e falta de ética porque espera-se que o bom jornalismo incentive o debate independente e aberto de idéias, ao invés perpetuar os interesses de seus clientes anunciantes, menosprezando os interesses de seus clientes leitores.

A esperança do país está nas mãos da delação do Palocci, que sugeriu incluir as instituições financeiras, e a delação da JBS que já mencionou nas gravações antecipação de taxa de juro do Copom, influência na seleção de executivos do BC e contato com o HM, que foi presidente do Conselho de Administração da JBS bem no momento que a empresa mais causava estrago no país. E por que será que ele foi contratado como presidente do Conselho desta empresa? 8 anos de governo Lula.

Como resultado da possível delação do Palocci, o grupinho já influenciou o MT que fez medida provisória deixando para o BC negociar leniência com as instituições financeiras, Piada?

Nosso principal problema não é político e não é a corrupção sistêmica. É corrupção macro-econômica. E quando as verdades não podem ser questionadas, nada é Verdade.

Nós, Os Criminosos do Brasil

A situação do país continua muito ruim economicamente falando. Além da destruição de R$3 trilhões de nossa economia desde 2014, estamos em um grande imbróglio político. Quem é responsável por isto? Com certeza não é 90% do povo brasileiro. Quem define a situação de um país é quem está em cima, trabalhadores com curso superior e renda acima de R$5K/mês. Nós definimos o destino do país. Quem está embaixo vive as consequências.

O povo brasileiro é muito bom, não tem preconceitos, mistura todas as etnias (índios, europeus, negros, asiáticos etc.) e vive em uma terra maravilhosa. Nós, os líderes, somos os criminosos que deixamos a situação chegar neste ponto. Uma vergonha em termos de concentração de renda, miséria, desemprego, violência, má infraestrutura de moradias, escolas, saúde e transporte. A China já demonstrou que não precisa ser assim.

Os anos militares (21 anos) se mostraram mais democráticos, melhoraram mais a vida da população, do que os 31 anos de governo civil que teve todos os presidentes envolvidos em corrupção (exceto talvez o Itamar) e deixaram o país desgovernado, sem planejamento. Nosso último ministro do planejamento foi Jucá, um corrupto gestor de planilha de distribuição de pixulecos. Uma vergonha. A morte de Tancredo deixou um hiato, o Brasil ficou acéfalo.

Entre os criminosos precisamos alocar devidamente a responsabilidade pelo mal causado ao país:

  1. Febraban: lobby para influenciar as leis (p.ex.: missão do BC e tripé macro)
  2. Copom/BC: atua alinhado com o setor financeiro rentista, irresponsabilidade fiduciária e social, missão de minimizar inflação a qualquer custo via juro alto
  3. Deseconomistas: não criticam medidas macro-econômicas destruidoras de riqueza, em desrespeito ao conhecimento desenvolvido por Smith, Keynes e Friedman; uma grande parte é filiada à seita do falso liberalismo (usam juro para distorcer o laissez-faire dos preços)
  4. Políticos: criam leis oportunistas, que também não seguem, e não estabelecem um formato lícito de ficarem ricos honestamente
  5. Grandes Empresários: fazem lobbies oportunistas e não influenciam adequadamente a agenda macro-econômica por ignorância
  6. Nós

Precisamos reescrever o nosso futuro. Isto significa retomar uma agenda de planejamento com priorização de crescimento para geração de riqueza, emprego e distribuição de renda através de gastos e investimentos na infra-estrutura social de educação, saúde, moradia e transporte.

Resolver o imbróglio político ainda não ataca o problema principal que é macro-econômico (câmbio, juro e déficit nominal). Desemprego e violência causados pela repressão da demanda agregada via juro contracionista de base monetária e moeda sobre-valorizada pela doença holandesa. O IBGE já reconheceu que a situação econômica continua muito ruim. O primeiro trimestre do ano teve uma pequena melhora com base no clima (agronegócio), não na gestão macro-econômica. Desemprego e violência continuam em ascensão e o foco só em corrupção não resolve esta prioridade nacional.

O próximo Presidente precisa ter esta agenda democrática. As pesquisas Datafolha demonstram que os candidatos mais promissores são Moro e Dória.

Precisamos primeiro reconhecer que somos responsáveis por este contexto, e então nos aprofundarmos na necessidade de mudança drástica da política macro-econômica para colocar nosso país nos trilhos. Vamos parar de apontar dedos e começar a olhar no espelho.

A Luz No Fim do Túnel 2

A semana passada foi realmente incrível. Muita notícia boa de uma só vez. A batalha se intensificou rapidamente mas do outro lado há paz. Precisamos manter em mente que nosso principal problema é macro-econômico: desemprego, queda de renda, queda de arrecadação e violência. A corrupção política mascara tudo isto, mas é só uma parte das causas. A principal causa é macro-econômica via fatores que deprimem a demanda agregada: juro alto, câmbio valorizado e déficit nominal exagerado.

Para mudar isto vamos precisar mudar de governo. O atual já demonstrou que não dá resultado e não liga para os fatores sociais. A melhoria nos últimos meses esteve totalmente ligada ao clima através do agronegócio, não tem nada a ver com as medidas tomadas até este momento pela equipe atual. E a situação social de desemprego e violência vai continuar se agravando.

A fenomenal delação dos irmãos Batista, provavelmente os empresários mais ilícitos e competentes do país, está trazendo à tona tudo que a PGR/MPF mais queriam: provas concretas atuais. Trabalho de mestre com o apoio de ex-agentes do MPF. Toda a principal liderança ilícita do país ficou exposta, inclusive o BC/Copom com indicação de cargos e antecipação de taxa de juros.

A população está nas ruas, as Forças Armadas já deixaram claro que não aceitam ilicitudes, o STF tem a liderança da Cármen que deverá conter a quadrilha (Gilmar, Toffoli, Levandowski e Moraes) e assim provavelmente teremos nova liderança nos próximos meses.

Qualquer processo democrático deverá forçar a agenda de emprego e desfazer a quadrilha financeira. Seja via Congresso com eleições indiretas sem os ilícitos, seja nas eleições diretas. 85% da população quer eleições diretas tornando esta solução a mais provável no contexto atual. Os candidatos com melhores perspectivas são Dória e Moro (caso este vire candidato). Outros bons candidatos ainda podem aparecer. Nenhum dos candidatos que representariam um grande risco de retrocesso parecem possuir chances de ganhar em segundo turno.

Precisamos de um governo de união que maximize a capacidade da direita empresarial gerar riqueza (via demanda agregada) e distribua a renda com a visão social de comunidade da esquerda. Estamos muito mais próximos disto hoje do que estávamos na semana passada.

A História do Brasil: Democracia a Fórceps.

Tem muito brasileiro que acredita que democracia é todo brasileiro ter o direito de votar a cada 4 anos. Isto faz parte, mas na verdade o conceito de democracia é o de que o povo exerce a soberania para que as decisões tomadas sejam para o bem da maioria da população, ou seja, o objetivo é garantir que as decisões tomadas beneficiem a maioria da população.

Não é o que temos agora. Não só temos um presidente que não elegemos, veio no vácuo da biruta, como temos 3 poderes com grande evidência de corrupção: executivo, legislativo e judiciário. Corrupção esta que está aumentando a concentração de renda e desviando nossos limitados recursos para o setor financeiro com bancos tendo recorde de lucro em meio à depressão.

Neste contexto temos algumas alternativas: Deus, a Constituição e o Exército. O brasileiro que não conhece nossa História tem uma série de preconceitos contra o Exército devido ao período de ditadura. Como a criança que teve um pai durão, que só vai reconhecer o valor do pai quando se transforma em pai e já é um profissional de sucesso. Aço se forja com fogo, não com água e açúcar.

O Exército tem um papel fundamental em nossa estrutura de sociedade. Ele é o brasileiro armado, ou seja, nós demos a ele o poder de fazer o que quiser com o Brasil, pois quem está armado manda. Tem gente que acha que isto é ruim, mas não tem sistema humano perfeito e alguém tem que ter esta responsabilidade. No caso do Brasil, e em vários países do mundo, este poder está no Exército.

A maneira como esta instituição é organizada é fundamental para poder garantir a boa governança e saúde do país. A missão do Exército é defender os interesses da população brasileira (Contribuir para a garantia da soberania nacional, dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, salvaguardando os interesses nacionais e cooperando com o desenvolvimento nacional e o bem-estar social). Não é obedecer político e juiz corruptos. O compromisso deles é com o Brasil. Para isto é formado por qualquer brasileiro que preste o serviço militar pondo sua vida a risco para defender o país. Todos têm esta opção e direito. Rico ou pobre, branco, mulato ou negro. É uma instituição legitimamente brasileira, onde todos começam embaixo e a meritocracia leva os mais capacitados para o topo.

A melhor evidência empírica disto é comparar a entrevista do Eduardo Villas Bôas ao Valor (Somos um país que está à deriva) com qualquer discurso do Temer. A superioridade intelectual e de comprometimento com o Brasil é dramática. E achar que o Bolsonaro representa o Exército é o mesmo que achar que um supervisor de fábrica tem competência para comandar uma empresa nacional.

O Exército é um protetor oculto da sociedade brasileira que não se envolve com política. Não gosta, não tem o perfil e sabe que seu papel é mais nobre do que isto. Ele precisa garantir que haja Ordem, para termos Progresso. Este lema positivista está na nossa bandeira desde o início da República (1889) e está acima da Constituição no espírito da população brasileira.

Já tivemos 9 presidentes militares. Foi o Exército que nos tirou da monarquia em 1889, comandou o país por 5 anos e nos introduziu na democracia em 1894. Tivemos dois presidentes militares eleitos (1910 e 1946). Em 1964 tiveram que assumir a baderna quando comunistas (“iluminados” corruptos destruidores de riqueza) tentaram brincar com o Brasil. Se não fosse o Exército brasileiro, nosso caso seria similar ao de Cuba, China do Mao (Revolução Cultural) ou Russia do Putin.

Democraticamente estamos bem melhores do que estas 3 comparações. Contudo economicamente estamos bem pior do que a China onde o Exército não soltou completamente o poder e está fazendo uma transição para a democracia de maneira mais lenta, garantindo riqueza e conhecimento na população antes do direito ao sufrágio universal.

A democracia no voto não está garantindo a democracia efetiva nos resultados sociais e econômicos no Brasil. Precisamos de um reset na nossa democracia e esta responsabilidade está historicamente nas mãos do Exército. Villas Bôas, Socorro!

EB

A Luz No Fim do Túnel: Moro vs Dória

O DataFolha, do Jornal a Serviço do Brasil, publicou hoje uma pesquisa brilhante que demonstra uma luz no fim do túnel para milhões de brasileiros: 85% da população quer eleições diretas imediatamente e rejeitam o atual governo. Considerando a exposição dos candidatos, contexto nacional e a evolução nas intenções de votos, o grande debate será entre Moro e Dória.

Depurando os candidatos temos:

  • Criminosos que terão seus direitos restringidos em futuro próximo (Pixuleco, Aécio e Cia. Ltda.),
  • Auto-destrutivos que ao começarem a falar e participarem de debates deixarão claro que não possuem conteúdo algum a oferecer (Marina, Bolsonaro, Ciro e Joaquim Barbosa),

Sobrando apenas duas grandes lideranças nacionais: Moro e Dória.

Moro com a coragem e determinação que enfrenta os piores elementos da sociedade brasileira e mostra o caminho da correção. Inteligente, determinado e corajoso tem todos os elementos necessários para ser o Grande Líder. Pode faltar a experiência de gestão, mas entra aí o processo de debates para analisarmos se ele consegue aglutinar as capacitações necessárias para o mandato.

Dória com sua experiência de gestão, determinação e esforço sobre-humano tem demonstrado boa gestão no complexo município de São Paulo com uma administração bastante inclusiva socialmente e envolvente no nível empresarial. Ainda pouco conhecido a nível nacional, também o era em SP e conquistou a periferia em poucos meses.

Dois excelentes candidatos, que torna necessário um bom processo de debates para apurarmos quem tem o melhor perfil neste momento para assumir o posto.

Pode parecer bastante otimismo, contudo se acreditarmos em processo democrático, no qual há o instrumento do plebiscito, e a real intenção do povo brasileiro, todas as energias deverão ser naturalmente direcionadas neste sentido.

Vamos torcer para que ganhe o mais capacitado.

Brasil: do Interesse Próprio para o Interesse Coletivo

Considero importante nos debates sobre macro-economia separarmos a melhor solução técnica (segundo o conhecimento já desenvolvido pela Humanidade) da questão política, ou seja, do ambiente institucional necessário para implementá-la.

Em um dos eventos da EESP tive a oportunidade de ouvir Oscar Vieira, professor da FGV-Direito, comparar a Constituição dos EUA com a do Brasil. Nos EUA, com visão coletiva, foi formado um documento composto pela 2a melhor opção de todo mundo. No Brasil, com visão de interesses próprios, fizemos uma acomodação da 1a melhor opção dos que estavam presentes.

Como foi mencionado na Natureza da Vida Humana, o interesse próprio é uma importante característica do homo sapiens que nos originou. Contudo foram os Iluminados, com a capacidade de colocar o coletivo acima do individual, que nos fizeram avançar como Humanidade.

No Brasil temos alguns grupos que defendem seus interesses a qualquer custo. Entre eles o Sistema Financeiro Rentista (SFR/Febraban), os grupos religiosos, a agropecuária, os funcionários públicos, os industriais, os comerciantes e os empreiteiros.

O SFR nos colocou nesta depressão para garantir sua lucratividade, inclusive na crise. Juros contracionistas apesar do ambiente recessivo através de atuação no Copom, BC do Mercado, e na legislação com meta de inflação, tripé macro-econômico e outras determinações ineptas para o coletivo.

Os grupos religiosos não pagam tributos apesar de liderarem um dos negócios mais lucrativos do planeta. Não provêem transparência de seus ganhos. E assumem que os recursos dos tributos não são tão bem alocados pelo governo socialmente como o são por eles. Sem transparência. E ainda querem financiamento pelo BNDES para os templos…

A agropecuária e os minerais não pagam tributos na exportação de seus produtos de baixo valor agregado e de empregos sub-qualificados, valorizando assim a taxa cambial com o efeito de doença holandesa que prejudica as exportações industriais de maior valor agregado. E ainda reclamam da infra-estrutura para o escoamento da produção, apesar de não contribuírem com a arrecadação dos recursos e os investimentos.

Os funcionários públicos ficam com remuneração e pensão em muitos casos acima do setor privado. Os políticos fazem leis que garantam a preservação da impunidade.

Os industrias individualmente buscam reduzir seus custos com câmbio valorizado e redução de tributos. Não enxergam o efeito na demanda agregada e a competição das importações nos vários outros elos da cadeia produtiva.

Em resumo não há um senso de Planejamento com eficiência de Pareto que garanta a maximização da riqueza coletiva.

Apesar da solução de nosso problema de geração de riqueza (e emprego) ser simples – pois basta corrigir o tripé de câmbio, juro e poupança fiscal – não conseguimos caminhar nesta direção porque não é de interesse de alguns destes grupos.

É importante entendermos a composição do campo de batalha para visualizarmos uma solução e enfrentarmos este imbróglio.

Com certeza a depressão econômica é ruim para todos os grupos de interesse, contudo este é o resultado que estamos obtendo ao ter cada grupo defendendo seu principal interesse sem respeitar o interesse coletivo.