O que você pode fazer pelo Brasil IV – Credo dos Assassinos

Estamos vivendo um contexto extremamente negativo e há necessidade de fazermos algo a respeito para merecermos um país melhor. Pesquisa Datafolha indica que ainda não merecemos. Vamos aos fatos.

No momento vivemos uma Ditadura da Ilicitude.

Executivo claramente ilícito: distorceu TSE na votação da chapa elegendo membros ilícitos para controlar a votação; comprou o voto dos congressistas para não ter a denúncia; foi gravado em conversa claramente criminosa; colocou Alexandre Moraes no STF que segurou a discussão de foro privilegiado; colocou a Dodge na PGR fazendo encontros escusos noturnos fora de agenda; envolvidos na Lava Jato o presidente e a maioria dos ministros. Não há o mínimo escrúpulo.

Legislativo claramente ilícito: distorceu as leis anti-corrupção e votou na noite da tragédia Chapecoense; não aceitou a denúncia contra MT; maioria dos membros envolvidos na Lava Jato; aprovando orçamento bilionário para campanha política enfatizando o contínuo uso da mídia para distorcer o voto democrático bem informado.

Judiciário duvidoso. Vergonha do TSE que não puniu a chapa ilícita. Risco de retorno na prisão em segunda instância com a morte do Teori e indicação do Alexandre Moraes. Mudança na PGR para indicada pelo presidente ilícito em encontro noturno. Polícia Federal querendo se envolver em delação sem ter a independência necessária do poder executivo como tem, ou tinha, o MPF. Estão inclusive questionando decisões do MPF.

A situação é de desordem institucional. Podemos reconhecer que mesmo assim a situação ainda é muito melhor do que há 10 anos atrás, quando tudo ocorria, tínhamos consciência, mas nada acontecia. Impunidade era total.

Na área econômica, que impacta mais a vida dos brasileiros, a situação permanece muito ruim. BC continua com a taxa de juro ilícita de 9,25%, indicando 7 a 9% de juro real quando o mercado internacional nos cobraria 1%. Totalmente contra qualquer política monetária de bom senso técnico que deveria ser de expansionismo de base monetária com juro moderado para estimular a demanda agregada e reduzir o desemprego. Setor financeiro controlando a agenda de maneira que já gerou R$3,5 trilhões de prejuízos ao Brasil. Desemprego chegou a 14% e deve continuar subindo com a restrição de demanda agregada causada pelo déficit nominal, doença holandesa e aumento de trabalhadores com o crescimento vegetativo do país. Violência escalando rápido com a queda da renda da população e a restrição dos recursos públicos para os serviços essenciais de segurança, infra-estrutura e saúde.

A situação é nitidamente de regresso econômico e social. Nada de progresso.

Neste contexto institucional, político, econômico e social, 43% dos leitores da Folha acham que o MT deveria continuar o mandato, enquanto 84% da população brasileira é contra. Em resumo, podemos inferir que 43% da elite brasileira que lê jornal, e é bem informada, prefere conviver com a Impunidade. Estão de alguma forma se beneficiando deste sistema. Parece que ensinam seus filhos que o problema não é fazer a coisa errada, é ser pego fazendo a coisa errada. Lei de Gerson. Isto não é democracia. É ditadura da Ilicitude.

Nosso povo é bom: 84% não aceita isto. Nossa terra é maravilhosa: litoral muito bacana, Amazônia, Foz do Iguaçu, Pantanal, áreas agrícolas, clima sem frio extremo e sem desgraças sísmicas e atmosféricas. Temos os recursos que precisamos para ser um país de sucesso e felicidade, mas estamos com um claro problema de valores na elite que toma as decisões.

Caímos na situação de um Credo dos Assassinos:

  • Quando as verdades não podem ser questionadas (p.ex. juro e impunidade),
    Nada é Verdade
  • Quando os cidadãos de Bem ficam restritos pelas leis e pela moral,
    Tudo é Permitido
  • Precisamos viver na escuridão para proteger a Luz (o Bem para a maioria da comunidade)
  • Há necessidade de sermos Assassinos

A similaridade de nosso contexto com a Idade Média é algo assombroso. Estamos em um grande imbróglio, caímos em um limbo institucional. Precisamos agir para merecer um país melhor. O Bem está escrito dentro de todos os seres humanos, em nosso código genético, em nossa consciência. Não estamos sozinhos querendo o Bem, somos a maioria, mas precisamos agir, municiando o MPF, a Polícia Federal e as Forças Armadas.

Nós, Os Criminosos do Brasil

A situação do país continua muito ruim economicamente falando. Além da destruição de R$3 trilhões de nossa economia desde 2014, estamos em um grande imbróglio político. Quem é responsável por isto? Com certeza não é 90% do povo brasileiro. Quem define a situação de um país é quem está em cima, trabalhadores com curso superior e renda acima de R$5K/mês. Nós definimos o destino do país. Quem está embaixo vive as consequências.

O povo brasileiro é muito bom, não tem preconceitos, mistura todas as etnias (índios, europeus, negros, asiáticos etc.) e vive em uma terra maravilhosa. Nós, os líderes, somos os criminosos que deixamos a situação chegar neste ponto. Uma vergonha em termos de concentração de renda, miséria, desemprego, violência, má infraestrutura de moradias, escolas, saúde e transporte. A China já demonstrou que não precisa ser assim.

Os anos militares (21 anos) se mostraram mais democráticos, melhoraram mais a vida da população, do que os 31 anos de governo civil que teve todos os presidentes envolvidos em corrupção (exceto talvez o Itamar) e deixaram o país desgovernado, sem planejamento. Nosso último ministro do planejamento foi Jucá, um corrupto gestor de planilha de distribuição de pixulecos. Uma vergonha. A morte de Tancredo deixou um hiato, o Brasil ficou acéfalo.

Entre os criminosos precisamos alocar devidamente a responsabilidade pelo mal causado ao país:

  1. Febraban: lobby para influenciar as leis (p.ex.: missão do BC e tripé macro)
  2. Copom/BC: atua alinhado com o setor financeiro rentista, irresponsabilidade fiduciária e social, missão de minimizar inflação a qualquer custo via juro alto
  3. Deseconomistas: não criticam medidas macro-econômicas destruidoras de riqueza, em desrespeito ao conhecimento desenvolvido por Smith, Keynes e Friedman; uma grande parte é filiada à seita do falso liberalismo (usam juro para distorcer o laissez-faire dos preços)
  4. Políticos: criam leis oportunistas, que também não seguem, e não estabelecem um formato lícito de ficarem ricos honestamente
  5. Grandes Empresários: fazem lobbies oportunistas e não influenciam adequadamente a agenda macro-econômica por ignorância
  6. Nós

Precisamos reescrever o nosso futuro. Isto significa retomar uma agenda de planejamento com priorização de crescimento para geração de riqueza, emprego e distribuição de renda através de gastos e investimentos na infra-estrutura social de educação, saúde, moradia e transporte.

Resolver o imbróglio político ainda não ataca o problema principal que é macro-econômico (câmbio, juro e déficit nominal). Desemprego e violência causados pela repressão da demanda agregada via juro contracionista de base monetária e moeda sobre-valorizada pela doença holandesa. O IBGE já reconheceu que a situação econômica continua muito ruim. O primeiro trimestre do ano teve uma pequena melhora com base no clima (agronegócio), não na gestão macro-econômica. Desemprego e violência continuam em ascensão e o foco só em corrupção não resolve esta prioridade nacional.

O próximo Presidente precisa ter esta agenda democrática. As pesquisas Datafolha demonstram que os candidatos mais promissores são Moro e Dória.

Precisamos primeiro reconhecer que somos responsáveis por este contexto, e então nos aprofundarmos na necessidade de mudança drástica da política macro-econômica para colocar nosso país nos trilhos. Vamos parar de apontar dedos e começar a olhar no espelho.

Brasil: do Interesse Próprio para o Interesse Coletivo

Considero importante nos debates sobre macro-economia separarmos a melhor solução técnica (segundo o conhecimento já desenvolvido pela Humanidade) da questão política, ou seja, do ambiente institucional necessário para implementá-la.

Em um dos eventos da EESP tive a oportunidade de ouvir Oscar Vieira, professor da FGV-Direito, comparar a Constituição dos EUA com a do Brasil. Nos EUA, com visão coletiva, foi formado um documento composto pela 2a melhor opção de todo mundo. No Brasil, com visão de interesses próprios, fizemos uma acomodação da 1a melhor opção dos que estavam presentes.

Como foi mencionado na Natureza da Vida Humana, o interesse próprio é uma importante característica do homo sapiens que nos originou. Contudo foram os Iluminados, com a capacidade de colocar o coletivo acima do individual, que nos fizeram avançar como Humanidade.

No Brasil temos alguns grupos que defendem seus interesses a qualquer custo. Entre eles o Sistema Financeiro Rentista (SFR/Febraban), os grupos religiosos, a agropecuária, os funcionários públicos, os industriais, os comerciantes e os empreiteiros.

O SFR nos colocou nesta depressão para garantir sua lucratividade, inclusive na crise. Juros contracionistas apesar do ambiente recessivo através de atuação no Copom, BC do Mercado, e na legislação com meta de inflação, tripé macro-econômico e outras determinações ineptas para o coletivo.

Os grupos religiosos não pagam tributos apesar de liderarem um dos negócios mais lucrativos do planeta. Não provêem transparência de seus ganhos. E assumem que os recursos dos tributos não são tão bem alocados pelo governo socialmente como o são por eles. Sem transparência. E ainda querem financiamento pelo BNDES para os templos…

A agropecuária e os minerais não pagam tributos na exportação de seus produtos de baixo valor agregado e de empregos sub-qualificados, valorizando assim a taxa cambial com o efeito de doença holandesa que prejudica as exportações industriais de maior valor agregado. E ainda reclamam da infra-estrutura para o escoamento da produção, apesar de não contribuírem com a arrecadação dos recursos e os investimentos.

Os funcionários públicos ficam com remuneração e pensão em muitos casos acima do setor privado. Os políticos fazem leis que garantam a preservação da impunidade.

Os industrias individualmente buscam reduzir seus custos com câmbio valorizado e redução de tributos. Não enxergam o efeito na demanda agregada e a competição das importações nos vários outros elos da cadeia produtiva.

Em resumo não há um senso de Planejamento com eficiência de Pareto que garanta a maximização da riqueza coletiva.

Apesar da solução de nosso problema de geração de riqueza (e emprego) ser simples – pois basta corrigir o tripé de câmbio, juro e poupança fiscal – não conseguimos caminhar nesta direção porque não é de interesse de alguns destes grupos.

É importante entendermos a composição do campo de batalha para visualizarmos uma solução e enfrentarmos este imbróglio.

Com certeza a depressão econômica é ruim para todos os grupos de interesse, contudo este é o resultado que estamos obtendo ao ter cada grupo defendendo seu principal interesse sem respeitar o interesse coletivo.

O que você pode fazer pelo Brasil III – Contra a Seita Liberal

2017 pode ser um ano espetacular, vai ajudar? A perspectiva mais realista hoje é de -3% de PIB, desemprego subindo para 14% e violência ascendente. Contudo do lado Institucional temos a Cármen no STF, Fachin na Lava Jato, Moro e outros juízes federais firmes, Dallagnol com o garantismo integral na PGR, Odebrecht entregando todo o esquema em todos os setores onde se envolveu. Impunidade se esfacelando, institucionalmente.

Eu não acreditava conseguir ver este tipo de cenário em vida. Políticos e empresários corruptos na cadeia. Este processo está muito bem encaminhado com excelentes lideranças. O Executivo deve cair nos próximos meses com a cassação da chapa e os 70% corruptos no Congresso vão encontrar seus destinos mais cedo ou mais tarde.

Continuamos com um outro problema, mais relevante para nosso padrão de vida, a destruição econômica que estamos sofrendo. R$3 trilhões desde 2014 em perdas de PIB e endividamento do governo. A causa deste estrago não tem nada a ver com partido político. É gestão macro-econômica. É uso de falsidade ideológica e má fé na interpretação de teorias econômicas. Trata-se de uma “Seita Liberal” envolvendo Copom, Bacen, economistas-chefe das principais instituições financeiras do Brasil, ex-presidentes e ex-diretores do Bacen, professores e colunistas econômicos dos principais jornais brasileiros.

Todos menosprezando os ensinamentos dos principais gênios em Economia da humanidade (Smith, Keynes e Friedman) para manipular o mercado brasileiro a favor do rentismo do setor financeiro, perpetuando nossa vergonhosa concentração de renda. O Liberalismo na gestão econômica é um conceito inteligente (laissez-faire), assim como a maximização da demanda agregada de Keynes, e o monetarismo de Friedman, contudo tem que ser usado sempre com o objetivo de maximizar a riqueza do país como um todo, não só de certos grupos de interesse.

Aqui entra seu livre-arbítrio. Todo mundo errado e só o bloguista sabe o caminho das pedras? Infelizmente parece a situação do Copérnico com o heliocentrismo no Renascimento. É por isso que denominei de Seita. Fé cega. Só que eu não descobri o caminho das pedras. Estudei o que a humanidade desenvolveu e só estou repassando ao Brasileiro. Estude, use seu livre arbítrio e reflita. Estamos perdendo R$5B por dia útil e nossas vidas não param de piorar. O problema não é corrupção, é macro-econômico.

  1. Friedman, pai do monetarismo, defende política expansionista de base monetária em situação recessiva com ociosidade de mão-de-obra. Juros moderados, 0-1% real, selic de 5%. Estamos a 13%, 9% de juro real. Reprimindo arrecadação fiscal, aumentando despesas financeiras e criando déficit nominal de 8-10% do PIB que derruba o PIB em 3 a 3,8% ao ano. Maximização de emprego e moderação de juros estão na missão do FED. A Seita Liberal colocou na missão do Bacen a minimização de inflação a qualquer custo. Não tem foco em geração de riqueza (missão da Economia).
  2. Câmbio flutuante em país rico em commodities agrícolas e minerais sobrevaloriza a moeda criando o fenômeno da doença holandesa que destrói o setor industrial e reprime a demanda agregada. Maximização da demanda agregada é a única forma para combater o desemprego conforme estudado por Keynes. Câmbio flutuante não garante esta maximização. Esta situação é ainda mais penosa quando acompanhada de déficit nominal de 10% que elimina a capacidade de investimento do governo, reprimindo ainda mais a demanda agregada.
  3. Uso de juros para combater a inflação vai contra o princípio de laissez-faire de Smith. Ele interfere na formação de preços da economia que garante o bom equilíbrio entre demanda e oferta. Além disto o déficit nominal criado pelos juros gera forte pressões inflacionárias desnecessárias, principalmente se o governo optar por imprimir dinheiro para cobri-lo.

Estou aqui iluminando o leitor. Reflita. Com certeza sua vida está sendo muito prejudicada por tudo isto e, consequentemente, toda a nossa comunidade. Não foi inércia que ajudou a resolução de nossos problemas de corrupção, não será inércia que nos ajudará na questão macro-econômica. Desafios pela frente:

  1. Derrubar a chapa para forçar mudança na gestão macro-econômica; nova eleição democrática forçará uma agenda que priorize o emprego
  2. Expor as irregularidades de governança e má fé do Copom e do Bacen
  3. Enfrentar a feitiçaria da Seita Liberal nos debates e nas mídias. O objetivo de toda ação macro-econômica é aumentar a riqueza de nosso país e melhorar a distribuição de renda. Agora, não daqui a 10 anos.

O conceito republicano que gera desenvolvimento começou no Brasil só em 1889 enquanto nos EUA foi em 1776 com a Independência. Perdemos a onda da industrialização mundial ao ficar junto a Portugal que por privilegiar a agricultura tornou-se o país mais atrasado da Europa Ocidental. Tivemos alguns grandes líderes como os Inconfidentes, Dom Pedro II, Getúlio Vargas, JK, Castello Branco e teríamos Tancredo se não tivesse falecido. Entramos em um hiato. Ordem e Progresso é um tema positivista que veio junto com a República. Já está na hora de retomarmos nosso caminho.

Dêem uma olhada: Macro-economia para Crescimento Inclusivo.

Código de Honra de Economistas Brasileiros

Existe algum? A “saúde” de um país é claramente definida por sua política macro-econômica. Ela viabiliza a geração de riqueza que deve ser alocada através das políticas de governo de igualdade de oportunidade e distribuição de renda para termos uma sociedade mais equalitária. A grande questão da macro-economia é como gerenciar as três variáveis-chave que são câmbio, juros e déficit nominal (poupança fiscal) para maximizar a geração de riqueza definida pela renda média dos brasileiros (PIB per capita). Estas variáveis determinam a demanda agregada de Keynes e o nível de empregos no Brasil.

O objetivo não é gerenciar inflação, diminuir burocracia, acabar com a corrupção, melhorar a infra-estrutura. Não. O objetivo da macro-economia é maximizar a geração de riqueza.

Má gestão macro-econômica leva a desemprego, concentração de renda, miséria, disseminação de doenças, violência e mortes (vítimas de violência ou da falta de recursos para a saúde pública). Tudo em escala nacional.

Um economista responsável, com consciência, deve estar completamente estressado com nossa situação atual de 12,5 milhões de desempregados, 10 milhões de sub-empregados, 7,5 milhões no desalento (desistiram de procurar empregos), crises nos orçamentos estaduais, violência alarmante nos presídios, falta de recursos nos hospitais e na infra-estrutura preventiva de saúde. Desindustrialização deixando situação na qual o salário médio dos brasileiros empregados é de R$1,8K/mês, correspondente ao nível de empregada doméstica em São Paulo. Tudo isto causado voluntariamente pela atual política macro-econômica. E o BC, que gerencia todas as variáveis-chave, vê tudo isto como externalidades. Colocam a culpa na gestão Dilma, nos empresários que não investem, no desemprego que não ajuda no consumo, no Trump, nos terroristas do Oriente Médio…

Keynes sentia este estresse em 1915-1920. Abandonou o cargo de representante do governo inglês na negociação de rendição da Alemanha, quando viu um acordo muito ruim para o povo alemão. Teve vários ataques cardíacos e não dormia bem preocupado com o desemprego gerado por políticas liberais irresponsáveis. Precisou escrever Teoria Geral do EMPREGO, do Juro e da Moeda (1936) para ponderar o pensamento liberal. Stiglitz, como economista-chefe do Banco Mundial, reconheceu publicamente as péssimas recomendações do Consenso de Washington para países sub-desenvolvidos e foi demitido no dia seguinte. Honra. Respeito ao Código em primeiro lugar. Da mesma forma que um médico sofre para salvar seus pacientes. Um engenheiro faz inúmeros cálculos e ensaios para garantir segurança em suas estruturas. O economista tem que conhecer as consequências sociais de seus atos e suas recomendações.

O tempo perdido com brasileiros desempregados é riqueza econômica não construída para o país. Desperdício irresponsável em momento que já estão faltando vários recursos.

Nossos economistas desrespeitam abertamente os ensinamentos de Friedman (política expansionista de base monetária), Keynes (maximização de demanda agregada) e Smith (laissez-faire nos preços de mercado) nesta gestão macro-econômica. Escrevem inúmeros artigos nos principais jornais defendendo suas teses. Fazem lobby para influenciar a missão do Banco Central e a nossa Constituição protegendo setores específicos em forte detrimento da sociedade como um todo.

A missão do BC deve ser minimizar inflação (que não possui nenhuma correlação com geração de riqueza) ou maximizar emprego a juros moderados como o FED?

Aonde está a Honra dos economistas brasileiros?

A Responsabilidade da Mídia no Desemprego

O debate econômico no Brasil ocorre no Valor, na Folha, no Estado e no Globo. Nestes jornais economistas e jornalistas escrevem sobre a situação econômica brasileira. Muitos colocam toda a culpa da situação atual no governo sem reconhecer a responsabilidade deles em influenciar o governo.

A inépcia brasileira em crescer 1% ao ano em PIB/capita desde 1980, enquanto a China cresceu 9% é de responsabilidade de todo o sistema. Neste período o setor financeiro fortaleceu-se enormemente enquanto o industrial se esfacelou. Hoje temos 22 milhões de brasileiros em sub-emprego ou desempregados. Salário médio de R$2.000/ano (nível de empregada doméstica de São Paulo). A China, que estava em situação muito pior do que a brasileira, saindo de economia socialista, passou a potência industrial.

Por que todos nós fracassamos de maneira tão forte?

Por que não aprendemos ensinamentos de Keynes de 1920-1940 de fortalecimento do emprego?

Por que somos tão isolados do mundo e não temos o espírito Iluminista de usar a razão e de pensar em nossa comunidade como um todo? Por que mantemos o egoísmo de proteger alguns setores em detrimento do todo?

Por que não usamos a razão para analisar os dados macro-econômicos e reconhecer o total desvio dos incentivos econômicos em câmbio, juros e déficit nominal?

Nosso país está com a macro-economia doente, em depressão, violência se agravando e não há uma liderança de pensamento questionando se o que estamos fazendo está ou não coerente. Simplesmente não há o debate. Nem no ambiente político, nem no ambiente empresarial, nem no ambiente trabalhista, nem na mídia. Vivemos um imbróglio onde os agentes não ligam para seus papéis na sociedade.

Vamos continuar rezando esperando que uma força divina, ou potência estrangeira (investidores externos), venha resolver nossos problemas ou vamos assumir nosso próprio destino, acreditar na Energia da Vida, e construir o Brasil que desejamos?

Moro, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Edson Fachin, a PGR e a PF estão fazendo seus papéis. Onde estão os outros 200 milhões de brasileiros nestas contribuições? Qual vai ser a mídia brasileira que influenciará uma direção para o Brasil? Quais serão os empresários e os políticos que vão colocar o país e a comunidade a frente de seus interesses individuais? Devemos parar de jogar para Deus nossos problemas e começar a agir nos nossos gargalos para o aumento da riqueza e da felicidade em nosso país.

Da Lei de Gérson para a Lei de Moro

O Brasil está se transformando. Nossa produtividade média está a 28% do nível dos EUA e isto é claramente o caso no sistema jurídico. Vivemos hoje a realidade de produtividade dos EUA de aproximadamente 80-100 anos atrás. Neste contexto a atual equipe do governo gerou perdas acumuladas de R$1,5 trilhões desde 2014, que estão aumentando R$100 bilhões por mês. Para um país de renda média como o nosso, um tremendo desperdício de recursos. País da Lei de Gérson, impunidade. Os criminosos continuam batalhando pelo poder.

Sérgio Moro e sua equipe aparecem como heróis nacionais. Colocam na prisão os principais políticos e empresários do país. Estamos falando aqui de presidente da república, ministros, presidente da Câmara de Deputados e do Senado, inúmeros deputados e senadores, empresários dos maiores grupos nacionais (Camargo, Andrade, Odebrecht etc.) Petrobras, CARF etc. Mostram para a população que a Lei de Gérson acabou. A justiça começou a trabalhar e vai até o fundo em todos os casos de corrupção. Simplesmente incrível. Transformando uma das principais vergonhas nacionais em um possível amadurecimento de nossas instituições. Sem baderna. Até hoje nenhum assassinato como já ocorreu em décadas passadas.

No país da Lei de Moro precisamos trabalhar em todas as dimensões para fazer nosso país crescer e melhorar o padrão de vida da comunidade. A diminuição da corrupção através de controle mais efetivo pelo sistema jurídico ajudou por um lado, contudo desorganizou todo o sistema de incentivo político e exige uma reorganização mais eficiente.

Não há toda esta corrupção porque somos pessoas ruins. A corrupção existe porque as pessoas procuram melhorar de vida da maneira mais fácil possível. Se não há controle efetivo pela justiça, elas se corrompem. Para diminuir este custo do agente para a sociedade, precisamos criar um incentivo que faça com que a maioria dos políticos ajudem o Brasil a crescer, ao invés do contrário. Hoje está claro que a maioria dos políticos se corromperam. É a Lei da Terra. Consenso nacional. Qual seria o comportamento destas mesmas pessoas se houvesse um bônus público bilionário na mesa? Por exemplo, 10% do superávit nominal distribuído entre presidente, ministros, políticos e principais burocratas do governo.

Em 2015 gastamos R$500 bilhões com juros liderados por uma equipe de poucos brasileiros no COPOM em ano de depressão econômica (-4% de PIB) e os bancos viram seus lucros subirem 15%. O espírito da Lava Jato vai chegar no COPOM como chegou no CARF, contudo como seria o comportamento destes indivíduos se o bônus deles fosse em cima do crescimento do Brasil, e não no crescimento dos bancos?

Não há correlação entre crescimento econômico e inflação abaixo de 40% ao ano, afirmação de economista da Coréia do Sul (Ha-Joon Chang), país que cresceu a taxas de 7% ao ano e teve inflação média de 19% ao ano nos primeiros 20 anos de crescimento (1960-1980). Os brasileiros do COPOM e profissionais do sistema financeiro usam a enganação da inflação para torrar nosso orçamento há 20 anos.

Para o País da Lei de Moro evoluir precisamos maximizar o sistema econômico. Este sistema econômico depende da maximização do lucro dos empresários e do superávit nominal. O lucro dos empresários vem através de câmbio de R$8,30. Os juros a 5% ajudam ainda os empresários e reduz as despesas do governo. O bônus público gera incentivos adicionais para os políticos trabalharem responsavelmente com o orçamento para atingirmos o superávit nominal. Não atingiremos nosso potencial de melhoria de vida de 10% ao ano sem atuar nestas três medidas. A diminuição da corrupção e impunidade é um primeiro passo, mas sozinha não resolve a economia.

O que você pode fazer pelo Brasil

E não o que o Brasil pode fazer por você. JFK. A situação atual é caótica. Política e economicamente. Estamos evoluindo institucionalmente, com certeza, contudo a dor e o desespero estão crescendo e teremos 9 meses difíceis pela frente até uma impugnação de chapa pelo TSE. Um ponto interessante em tudo isto é que nós somos os culpados e a solução só depende da gente. Não vai vir solução dos EUA e nem da China. A solução está nas nossas mãos. Nós criamos o imbróglio. Nós precisamos voltar aos trilhos.

Na política sabemos que temos um sistema corrupto. 3 tipos de indivíduos: corrupto-competente, corrupto-incompetente e honesto-incompetente. O honesto-competente não é atraído para este ambiente, tem opções melhores. Esta é a realidade. Se não corrigirmos os incentivos deste sistema, pagando bem para eles ajudarem a fazer o Brasil crescer, com superávit nominal, investindo em infra-estrutura social, precisamos conviver com o pixuleco e os corruptos-competentes. A única solução atual, que fica de pé neste ambiente, é gastando tudo que for possível e mordendo um pedaço para fechar a conta de campanha e ficar rico. Temos que mudar para deixá-los ricos se conseguirem superávit fiscal. Como o lucro funciona para os empresários. O desafio aqui é enorme e demorado. Mudança estrutural.

Na economia estamos em vôo cego com pilotos suicidas.  O BC usa os juros para segurar a inflação. Cego. Ao fazer isto diminui a atividade econômica, aumenta o custo dos empresários, reduz arrecadação tributária, aumenta despesas do governo e detona o déficit nominal. Buraco negro de PIB. Enfia os brasileiros na maior depressão que se pode imaginar. Conscientemente. O medo da inflação gerou este câncer no cérebro de gente burra que está deixando a população em situação de calamidade pública. Nosso BC faz papel de estado islâmico matando gente com juros usando terno e sem armamento. As conseqüências econômicas e sociais para os 25% mais pobres são sempre muito piores. Fome, violência, desilusões, desespero, falta de alternativa.

Ha-Joon Chang, economista da Coréia do Sul, país que cresceu a taxas de 7% ao ano por décadas, demonstrou que conviveram com inflação de 19% ao ano de 1960 a 1980, e que não há qualquer correlação entre inflação abaixo de 40% ao ano e crescimento econômico. No Brasil, economistas de bancos, incluindo Goldman, ficam recomendando nosso governo a aumentar os juros para conter a inflação, e facilitar seus lucros, visto que os outros produtos já estão comprometidos com a recessão. Falta cidadania, responsabilidade e coragem.

O que podemos fazer como brasileiros? No 7 a 1 para a Alemanha fomos ao banheiro, saímos da sala. Agora no 10 a 0 para a China, ou melhor, 7 a -3, precisamos entrar em campo. O Moro entrou com tudo. Boa parte do judiciário está vindo junto. Já temos bons árbitros. O trabalha agora está nas mãos de empresários, burocratas e economistas.

O Brasil só cresce através de lucro de empresários. Não tem outro caminho. E para não diminuir o crescimento o governo deve ter superávit nominal. Os empresários precisam de câmbio a R$8,30. O governo e os empresários precisam de juros a 5%, juros reais negativos. Inflação vai para 20-30%. OK. Faturamento, emprego, salário, lucro e arrecadação tributária vão subir muito mais.

Nas próximas semanas precisamos avançar nesta agenda econômica e continuar os esforços políticos para mudar a liderança, ou melhor, voltar a ter alguma liderança e representatividade.

Em que ações de seu dia-a-dia você pode ajudar o Brasil? Temos estes dois gargalos: economia e política.

Presidente Bilionário

Você não concorda que um Presidente da República que faça o Brasil crescer mais de 5% ao ano durante seu mandato deva ficar bilionário? Trata-se do candidato vencedor entre os adultos dos 200 milhões de habitantes. Trabalhou bastante e ajudou a melhorar a vida de todos. Da mesma forma que um empresário ganha o lucro de seu esforço, o Presidente também merece receber parte do ganho de seu trabalho. Honestamente.

O Brasil precisa fazer uma análise sobre o sistema de remuneração de políticos, ministros e diretores de todos os órgãos. Deve-se equiparar os valores com o setor privado em termos de responsabilidade, estresse, intensidade e impacto nos resultados. Metodologia tipo Hay.

O valor da remuneração fixa pode até ficar um pouco abaixo do setor privado, caso a caso, contudo é fundamental criar uma remuneração variável atrelada a geração de valor de seu trabalho: crescimento do país, crescimento do serviço, melhoria de qualidade, redução de custos e outras métricas relevantes.

A fonte de recursos para o pagamento deste bônus deve ser parte do superávit fiscal vindo do crescimento, ou seja, se não crescer não haverá o recurso para pagar. Tem que haver superávit para sobrar recursos para o bônus. Crescimento abaixo de 2% ao ano significa bônus zero e acima de 2% vai aumentando proporcionalmente a este superávit adicional.

Esta remuneração variável tem que tornar estes agentes públicos realmente ricos, sem haver necessidade de pixuleco, fazendo o bem para a maioria da população. Ela diminui significativamente o custo do agente que hoje em dia é enorme com todos estes desvios levantados pela Operação Lava Jato e outros que ainda virão a aparecer.

Como exemplo de custo do agente vamos analisar o Custo Dilma. Se assumirmos um PIB anual de R$6 trilhões, em 2015 perdemos R$180B (-3%). Se tivéssemos crescido 10% seriam mais R$600B. Ou seja, em um ano trata-se de R$780B por não ter um Presidente competente que possa fazer nossa economia crescer 10% ao ano. E a presidente não tem nem a honra para largar o osso e parar a criação de todo este prejuízo para o país. Se tivesse gerado R$600B de PIB não mereceria R$1B de bônus?

Com certeza não merece R$1B para causar R$780B de prejuízo. Que é o que o pixuleco atual faz, remunera a incompetência administrativa e a má fé pública, independente de resultado, ou melhor, até incentiva piorar o resultado (p.ex. juros altos do banco central). Se corrigirmos estes incentivos acredito que os mesmos agentes teriam tido comportamentos diferentes, ou novos agentes ainda mais qualificados seriam atraídos para os cargos.

 

Desafio aos empresários: câmbio a R$8,30 + IGP-DI

Assumi o Ministério do Planejamento e tomei a decisão de colocar o câmbio a R$8,30, sendo o mesmo corrigido pelo IGP-DI mensalmente durante os próximos 4 anos. Tenho alguns problemas: como projetar a taxa de crescimento da economia, a taxa de emprego e as receitas de meu orçamento tributário neste período?

A economia é feita pelos empresários, então envio uma pesquisa para uma amostragem razoável de empresários brasileiros de todos os setores representados proporcionalmente no PIB:

“Com câmbio a R$8,30+IGP-DI você será beneficiado pela substituição de importações e aumento de exportações a partir de 01 de janeiro de 2016, favor enviar dados aproximados para os próximos 4 anos de:

  • Faturamento
  • Emprego
  • Impostos arrecadados

Em dois dias espero receber seus dados. Obg”

De posse destas informações preciso fazer o orçamento do governo para garantir superávit fiscal e investimentos em infra-estrutura social (educação, saúde, moradia e transporte).

10% da arrecadação adicional real (corrigida pela inflação considerando as mesmas taxas de 2015) será destinado a um bônus público para ser distribuído ao presidente, ministros, deputados, senadores e outros cargos relevantes do governo, e 1% a um fundo partidário. Bônus meritocrático atrelado a contribuição de cada agente.

Apostando 50% de seu patrimônio no valor de suas projeções, qual será a taxa de crescimento econômico real do Brasil neste período? -2%, zero, +2%, +4% ou +8%? Ganha quem chegar mais perto.

Deixaria seu emprego para trabalhar na equipe do Ministério do Planejamento com salário atual simbólico + o bônus acima (político e aposta)?

Como distribuiria o superávit adicional entre as prioridades da infra-estrutura social?