Os Deseconomistas brasileiros e a Corrupção

Estamos lutando na batalha errada. A corrupção nunca esteve tão bem controlada na nossa História. Com Moro, Procuradoria e Polícia Federal na 1a Instância, assim como Carmen Lúcia, Luis Barroso e outros no STF e na PGR estamos pela primeira vez combatendo esta ineficiência econômica que não é no momento nosso maior problema (Percepção de Corrupção). Executivo e Congresso estão sendo enquadrados em seu devido tempo. Nosso maior problema é desemprego. É macroeconômico. E nada tem a ver com corrupção política, ainda que isto tenha impacto nos gastos e investimentos públicos.

22,5 milhões de desempregados ou no sub-emprego, renda média de R$1,8K/mês para os que têm emprego, violência alarmante, baderna entre instituições públicas nas questões orçamentárias. Esta situação está se agravando e a previsão mais realista para 2017 é -3% no PIB e 14% de desemprego. Quer ser covarde e viver neste país, ou vamos usar ciência econômica para sair deste atoleiro?

Nossa guerra é contra o Copom, o BC, a Febraban e todos os outros Deseconomistas que influenciam nosso debate macro-econômico. Economia é a ciência da geração de riqueza. Este grupo destruiu R$2,8 trilhões desde 2014, eliminou milhões de empregos e condenou dezenas de milhares de brasileiros à morte por falta e desorganização de recursos públicos.

Eles não sabem o que estão fazendo, não seguem os bons princípios econômicos desenvolvidos pela Humanidade, são ineptos e/ou corruptos. Precisamos focar nossa energia nesta batalha. Retiramos a biruta da DR, vamos retirar o corrupto do MT e não resolveremos nossos problemas se não enfrentarmos a verdadeira guerra que é macro-econômica.

Este contexto lembra da época de Copérnico que descobriu o conceito heliocêntrico que ia contra as visões religiosas e foi perseguido. Trazemos aqui o conceito empregocêntrico de Keynes contra a seita juroscêntrica do sistema financeiro organizado brasileiro. Preciso de seu livre-arbítrio, raciocínio, bom senso e coragem para enfrentarmos esta batalha. Não é uma batalha filosófica e emocional. É extremamente científica e racional.

Começando com Adam Smith, nossos Deseconomistas desrespeitam o princípio de laissez-faire e da mão invisível. Não deixam o mercado definir os preços corretamente para ajustar oferta e demanda da maneira mais eficiente. Distorcem este mecanismo e tentam manipular a inflação (ajuste de preços) com o uso de juros. Esta inflação é parte das forças de mercado e precisa ser respeitada como todos os países de forte taxas de crescimento respeitaram quando necessário. É muito diferente da inflação de irresponsabilidade fiscal causada pela impressão de papel moeda para cobrir déficit público que tivemos no período de 1986 a 1994, e a Alemanha em 1923. Hiperinflação.

Em seguida desrespeitam Milton Friedman ao fazer política contracionista de base monetária com juros altos em período de alta ociosidade de mão-de-obra. Chegam ao absurdo de comentarem que estão fazendo política expansionista através de despesas de governo, sendo a maior despesa ‘expansionista’ os próprios juros. Dito pelo próprio Armínio Fraga e alguns jornalistas econômicos. Uns ineptos. Neste grupo entram juntos Mantega, Barbosa, Belluzzo e outras estrelas da Deseconomia.

Em terceiro deixam John Maynard Keynes desesperado ao desprezar o aumento de demanda agregada para preservar os empregos brasileiros. A demanda agregada pelos empregos brasileiros é definida pelo consumo brasileiro e internacional, assim como pelos investimentos privados e públicos do Brasil. Os juros altos restringem o consumo nacional e criam o déficit nominal de 10% do PIB que basicamente elimina a poupança pública e capacidade de investimento do governo. O câmbio flutuante em país com doença holandesa valoriza a moeda prejudicando o consumo internacional e o lucro dos empresários nacionais que define o investimento privado.

A destruição de riqueza feita por estes Deseconomistas deixa aqui sua marca na História da Humanidade como vergonha comparável apenas a de Karl Marx em termos per capita. Depressão induzida em uma economia pobre a partir do segundo trimestre de 2013.

Não compartilham da Verdade Científica e jogam a responsabilidade da atual depressão em falácias sobre Nova Matriz, redução “artificial” dos juros, produtividade dos empresários brasileiros, corrupção e chegam até a envolver a Lava Jato como uma das razões.

Os Deseconomistas brasileiros: Henrique Meirelles, Ilan Godlfajn, Carlos Hamilton, Armínio Fraga, Alexandre Scheinkman, Celso Ming, Delfim Netto, Cristiano Romero, Marcos Lisboa, Alexandre Schwartsman, Márcio Garcia, membros do Copom, jornalistas do Valor e outros diretores do BC e secretários de política econômica do governo federal.

 

Custo do Agente: Corrupção e Crescimento Econômico

Nosso principal problema no momento é uma política macro-econômica gerando desemprego e destruição de riqueza. 22,5 milhões de brasileiros desempregados ou em sub-emprego, e os demais empregados ganhando apenas R$1.800/mês. Situação econômica lastimável que precisamos melhorar.

Corrupção aparece como maior empecilho no debate mas esta premissa não é verdadeira. Nosso nível de corrupção é compatível com nosso estágio de desenvolvimento, conforme evidenciado pelo gráfico CPI e PIB/capita com dados da Transparência Internacional de 2015. Entidade esta que acaba de conceder um excelente prêmio à Operação Lava Jato.

Corrupção é uma característica humana ligada ao nosso interesse próprio. Bom para o indivíduo, ruim para a comunidade. A medida que as comunidades vão se organizando as instituições vão controlando e evitando os abusos.

Há um aspecto econômico muito importante ligado à corrupção. Incentivos. É uma ‘graxa’ que mantém a máquina política funcionando. Sem esta ‘graxa’ a eficácia da máquina fica prejudicada e podemos entrar em uma situação de operação tartaruga por parte dos políticos e gestores públicos. No momento o país se encontra em um grande imbróglio. Estamos combatendo corrupção a todo custo, sem termos uma alternativa melhor e desconsiderando o impacto econômico negativo em nossas vidas. Precisamos trazer ciência econômica para este debate.

A corrupção existe porque os agentes públicos não estão sendo remunerados de maneira correta, e porque a Justiça era muito fraca. Não existia até a Lava Jato. Lidamos aqui com uma situação de Custo do Agente, da mesma forma que o setor privado. Custo do agente é o custo de ter alguém representando nossos interesses. Este custo é composto de 1) potencial estrago a ser feito pelo agente em seu interesse próprio, 2) custo de controlar este agente e 3) custo de dar um incentivo para alinhar os interesses deste agente. A soma de 1+2+3 dá o custo total do agente que devemos procurar minimizar.

Sem 2 e 3 o estrago vai provavelmente representar a perda de seu patrimônio (p.ex. usucapião). Se adicionar o 2), por exemplo um sistema de policiamento e justiça atuante, há punição concreta para o mau comportamento, então o agente tomará mais cuidado para não ser punido. A grande revolução neste conceito é a criação do 3, um alinhamento de incentivo que faz com que o agente se comporte de maneira a maximizar os interesses do proprietário (p.ex. participação nos lucros). É aqui que precisamos corrigir nosso sistema público e político.

A remuneração oficial atual dos políticos e gestores públicos é muito baixa considerando o nível de responsabilidades e impacto em nossas vidas. E não visa eficiência. Se usarmos uma escala Hay para ajustar estas remunerações e introduzirmos o elemento variável (bônus por resultados) provavelmente vamos minimizar a corrupção e melhorar em muito o desempenho. Cingapura é um país de extremo sucesso econômico (US$85K/cap) atingido nos últimos 50 anos onde a arrecadação do governo é de apenas 19% do PIB, o IDH já está em 0,91 e os funcionários do públicos chegam a ganhar mais do que a iniciativa privada.

De 2014 até hoje a política macro-econômica gerou R$2,5 trilhões de prejuízos para o Brasil. Item 1 do custo do agente. Não deveríamos criar um bônus de dezenas de bilhões de reais para reverter este tipo de prática? Um Presidente da República não merece ficar bilionário ao fazer o país crescer mais de 5% ao ano distribuindo renda e melhorando infra-estrutura social. E os Ministros não deveriam ganhar dezenas de milhões de reais, como empresários ganhariam através do lucro de suas empresas? O mesmo não se aplica para senadores, deputados e outro funcionários públicos com poder decisivo que impactam na poupança fiscal e capacidade de investimento e crescimento da economia?

Quanto ganham os 9 membros do Copom responsáveis por estes R$2,5 trilhões de prejuízo ao terem elevado a taxa de juros de 7,25% para 14,25%? Qual teria sido o comportamento deles se ganhassem 0,1% da poupança fiscal do governo ao invés de 0,1% do lucro dos bancos?

Nosso custo do agente está elevadíssimo e temos 70% da Câmara (Corrupcao – Ranking por Partido) e pelo menos 16 membros no Senado claramente envolvidos em corrupção. A votação pela distorção e aceleração das 10 medidas anti-corrupção do MPF deixou eles todos em evidência. O Moro ainda tem bastante trabalho pela frente.

 

Simpson Trump wins and stocks go up – Is The US Stock Market Stupid?

The US elected Simpson Trump as its President against the will of its majority intelligence. If years of education was considered in the votes, let’s call it a meritocratic democracy, Hillary would have won. It didn’t happen.

And now that he unfortunately won, the stock market is going sky high. How can anyone explain such a stupid behavior of the intelligent, perfect stock market? Only one explanation, the stupid voters of Simpson Trump are buying all the stocks, believing that they have made a smart decision by electing their preferred cartoon candidate.

How can the profitability of US firms go up if their average cost is going up, but not the revenues? By taking out of the market the low cost minority labor, all these services will have to employ higher paid white American folks who are already employed. Remember that unemployment rates in the US are historically low at 4.9%.

The imported products will have to be replaced by American made higher cost products, bringing back jobs that the Americans did not want to perform any more. Reallocating labor already employed in other sectors to these old manufacturing facilities.

Disrupting the smart trade treaties that Obama was envisioning will damage US exports as well, mainly in higher value added activities.

Now you consider, if Simpson Trump was elected in a low or medium income country like Brazil, he would probably take the country out of its misery considering the unemployment of 12.8% and its stupid macro-economic policies.

Seating on the chair of the White House he will probably make a mess, frustrate the investments of all his voters in 1-2 years and be impeached or recalled as the interest of the US voters are more important than their dreams as they do not come true.

 

O Desiluminado Trump e a Falha da Democracia

Os EUA são uma grande referência para o desenvolvimento da humanidade. Incorporou Iluminismo desde sua Independência (1776) com o trabalho de cidadãos como Benjamin Franklin. País de líderes e valores que vão moldando nossa civilização.

A vitória do Obama há 8 anos serviu de orgulho para todo o mundo. As transformações que ele fez no posicionamento dos EUA em inúmeros temas internacionais: Afeganistão, Iraque, Irã, Cuba, Vietnam, Japão. Provavelmente o presidente mais jovem que os EUA já teve. Obama reforçava as qualidades do povo americano. Líder. Ele e a esposa. Exemplos para cada cidadão desde mundo.

De repente aparece o Trump. O cara reforça todos os pontos negativos do povo americano. O interesse próprio. Desiluminista. Esquece o resto do planeta. É chocante sob qualquer aspecto.

Falhou a democracia americana de maneira similar a falha da democracia brasileira no caso Dilma 2.0. Se os votos fossem meritocráticos levando em conta os anos de educação de cada eleitor, Trump teria perdido para Hillary. A inteligência americana não o aprova. Os estados líderes em conhecimento como NY, CA, MA, NJ e IL foram contra ele. A mídia nos EUA e no mundo o repudiam como liderança.

O custo do erro no Brasil foi de R$1,5 trilhões de perda de PIB e endividamento público. Qual vai ser o custo nos EUA? Difícil dizer se haverá um custo econômico no curto prazo como houve no Brasil. As instituições americanas são muito mais fortes para impedir abusos. Contudo o cara é tão variável aleatória no comportamento e tão desonesto na leitura de dados que fica aqui uma grande incógnita. Americano não anda para trás.

Infelizmente não há recall de Presidente da República nos EUA. Há para 12 estados (CA entre eles) e muitos municípios.

Vai ser difícil o Trump levar seu mandato até o fim. A inteligência americana sabe trabalhar e vai dar uma lição ao mundo de como enquadrar um líder que demonstrar não merecer a cadeira onde está sentado. Guerra civil poderia ser uma das opções, contudo a civilização americana já demonstra não precisar deste tipo de instrumento internamente. Vamos ver.

Anos Simpsons pela frente…

O Bom Senso na Macroeconomia

A missão da macroeconomia é criar riqueza. Se riqueza não está sendo criada uma análise com bom senso rapidamente identificará as causas. Dois economistas iluminados foram sem dúvidas Smith e Keynes. Seus conceitos se complementam para formar uma teoria econômica robusta, seguida pelos principais países de sucesso econômico.

De 2014 até hoje o Brasil destruiu R$2 trilhões de sua economia através de perda de PIB e aumento de endividamento. A destruição continua e os irresponsáveis gostam de jogar a culpa na equipe anterior. DR jogava no FHC, MT joga na DR. Não temos uma liderança que assuma que o problema é dele, que  vai resolvê-lo agora, não daqui a alguns anos.

Segundo Keynes o crescimento vem do aumento da demanda agregada. Isto ocorre via aumento de consumo e investimentos. O aumento de consumo deve ocorrer através do aumento do mercado (exportações) e o aumento de investimentos vêm do lucro do setor privado e da poupança pública (arrecadação menos despesas do governo).

Segundo Smith, o laissez-faire e a mão invisível, o governo não deve intervir nas variáveis preço e deve incentivar a competição entre os agentes do setor privado.

Segundo o monetarista Friedman, em períodos de ociosidade de mão-de-obra (desemprego) o governo deve utilizar uma política expansionista reduzindo os juros.

Nossa equipe macro-econômica desrespeita Keynes, Smith e Friedman. Criaram uma seita de Falsos Liberais que usa os juros para minimizar a inflação a qualquer custo, com qualquer que seja a conseqüência para a sociedade brasileira. Esta seita possui milhares de fiéis no setor financeiro que não reflete sobre as conseqüências destes atos e não usa ciência em suas análises. Desrespeitam o mais nobre conhecimento econômico que a Humanidade desenvolveu e assumem esta filosofia Falsa Liberal.

Aonde está a falsidade:

  1. Combatem a inflação (ajuste de preços) de maneira irracional tentando distorcer os preços através dos juros. O que elevação de preços de gasolina (atrelada ao US$), de feijão (perda de safra), de energia e de vários outros itens da economia que precisam reajustar seus custos tem de ruim para a economia se são feitos dentro de ambiente competitivo? Todos estes setores precisam de lucro e se estão reajustando os preços é porque é necessário. Se exagerarem no aumento de preços vão perder mercado e este não é o objetivo dos empresários que buscam maximizar seus lucros.
  2. Aumentam os juros para sinalizar responsabilidade fiscal. Aumento de juros diminui a arrecadação, aumenta as despesas e afunda o déficit nominal. Aonde que aumentando o déficit nominal está ocorrendo responsabilidade fiscal?
  3. Valorizam o câmbio para reduzir a inflação. Ao valorizar o câmbio estão diminuindo a demanda agregada dos brasileiros e o lucro das empresas brasileiras.

Seguindo a melhor teoria econômica já desenvolvida pela Humanidade precisamos corrigir nosso tripé macroeconômico para câmbio de competitividade econômica internacional (R$8,8), juros moderados de 5% e déficit nominal equilibrado de 2%. Qualquer outro caminho é aventureiro e desastroso. A evidência desde 2014 é clara e a situação não está revertendo. É necessário iluminarmos o debate macroeconômico com ciência para sairmos desta enganação da seita rentista liberal.

Smith dizia que a ciência não pode ser superior ao bom senso. Keynes desprezava o uso da matemática para esconder o bom senso na economia. Desenvolveu a Teoria Geral em prosa.

A Responsabilidade da Mídia no Desemprego

O debate econômico no Brasil ocorre no Valor, na Folha, no Estado e no Globo. Nestes jornais economistas e jornalistas escrevem sobre a situação econômica brasileira. Muitos colocam toda a culpa da situação atual no governo sem reconhecer a responsabilidade deles em influenciar o governo.

A inépcia brasileira em crescer 1% ao ano em PIB/capita desde 1980, enquanto a China cresceu 9% é de responsabilidade de todo o sistema. Neste período o setor financeiro fortaleceu-se enormemente enquanto o industrial se esfacelou. Hoje temos 22 milhões de brasileiros em sub-emprego ou desempregados. Salário médio de R$2.000/ano (nível de empregada doméstica de São Paulo). A China, que estava em situação muito pior do que a brasileira, saindo de economia socialista, passou a potência industrial.

Por que todos nós fracassamos de maneira tão forte?

Por que não aprendemos ensinamentos de Keynes de 1920-1940 de fortalecimento do emprego?

Por que somos tão isolados do mundo e não temos o espírito Iluminista de usar a razão e de pensar em nossa comunidade como um todo? Por que mantemos o egoísmo de proteger alguns setores em detrimento do todo?

Por que não usamos a razão para analisar os dados macro-econômicos e reconhecer o total desvio dos incentivos econômicos em câmbio, juros e déficit nominal?

Nosso país está com a macro-economia doente, em depressão, violência se agravando e não há uma liderança de pensamento questionando se o que estamos fazendo está ou não coerente. Simplesmente não há o debate. Nem no ambiente político, nem no ambiente empresarial, nem no ambiente trabalhista, nem na mídia. Vivemos um imbróglio onde os agentes não ligam para seus papéis na sociedade.

Vamos continuar rezando esperando que uma força divina, ou potência estrangeira (investidores externos), venha resolver nossos problemas ou vamos assumir nosso próprio destino, acreditar na Energia da Vida, e construir o Brasil que desejamos?

Moro, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Edson Fachin, a PGR e a PF estão fazendo seus papéis. Onde estão os outros 200 milhões de brasileiros nestas contribuições? Qual vai ser a mídia brasileira que influenciará uma direção para o Brasil? Quais serão os empresários e os políticos que vão colocar o país e a comunidade a frente de seus interesses individuais? Devemos parar de jogar para Deus nossos problemas e começar a agir nos nossos gargalos para o aumento da riqueza e da felicidade em nosso país.

Novas Eleições Diretas

O governo MT, apesar de legítimo perante nossas Instituições, deve deixar o poder antes do final do ano para termos eleições diretas para Presidente. É fato claramente investigado, pesquisado, analisado e divulgado de que houve dinheiro ilícito na chapa DR/MT. Ninguém tem dúvidas honestas sobre isto.

Há dois caminhos para  termos eleições diretas para troca de governo e política econômica:

  • o TSE acelera seu processo e cassa a chapa até final de dezembro (prazo necessário para eleições diretas, caso contrário serão eleições indiretas no Congresso em 2017) ou
  • MT renuncia ao mandato até dezembro.

O primeiro caminho depende de uma justiça que privilegia a impunidade nas instâncias mais altas, apesar do Moro estar dando um exemplo diferente para o mundo na 1a Instância de Curitiba. Carmen Lúcia assumiu o Supremo com bom senso e liderança exemplar, contudo está amarrada em estrutura voltada para impunidade. Por exemplo, a prisão em segunda instância passou por 6 votos a 5. Inacreditável?? Até hoje não conseguiram derrubar a chapa DR/MT e o próprio Congresso, com todas as irregularidades, e figuras como Eduardo Cunha, conseguiu tirar a biruta do poder mais rapidamente do que o sistema jurídico. É uma vergonha. Moro é uma exceção em uma estrutura voltada para a Lei de Gerson. Dão 200 desculpas porque o processo é moroso, e porque tem que ser moroso… O Moroso de Curitiba é diferente.

O segundo caminho envolve a honra de MT. DR não teve honra, manteve-se no poder até ser expulsa da cadeira, e ainda fica falando em golpe e traição por parte do MT. Além de desrespeitar completamente nossas Instituições democráticas. É uma vergonha que queremos apagar de nossa História. Causou R$1,8 trilhões de prejuízo econômico ao Brasil, eliminou milhões de empregos e causou dezenas de milhares de mortes desnecessárias. MT por outro lado parece ter honra e responsabilidade. Assumiu o cargo que a situação lhe impôs e está tentando fazer o melhor possível dentro de suas condições políticas e gerenciais. Não está dando certo.

Seu principal problema está na equipe econômica inepta. Continuam com déficit nominal irresponsável ao redor de 10% do PIB, desemprego em 12% subindo para 14%, violência disparando, perda de tempo em negociações de PEC no Congresso que não afetam o desemprego no curto e médio prazos, restrições na agenda social e continuação de processo de desindustrialização com a valorização cambial. Um desastre. Desrespeito completo à geração de emprego para a sociedade brasileira.

Uma eleição direta permitiria à sociedade brasileira escolher uma alternativa política que enfatize realmente a geração de emprego. Se formos para uma eleição indireta no Congresso esta provavelmente não será a solução da maioria, mesma maioria que está apoiando a PEC e a atual política econômica de olhos fechados.

Tivemos o exemplo de eleições para prefeitura que transcorreram muito bem, aparecendo novas lideranças como o Doria em SP, que demonstram possuir competência e compromissos sociais adequados. Há boas chances de que uma eleição direta produzirá uma solução política e econômica muito mais adequada às aspirações brasileiras do que a situação atual ou solução via eleições indiretas.

Estamos nas mãos da honra de MT ou de agilidade da Justiça, quem vai Iluminar o Bem do Brasil?

Desculpem a sinceridade, a equipe macro-econômica é Inepta

Considerando que o objetivo de nosso país é maximizar a qualidade de vida de nossa comunidade, e que isto depende fundamentalmente da estratégia macro-econômica (câmbio, juros e déficit nominal) que define os incentivos para os principais agentes da economia (empresários e políticos), a equipe econômica que determina estas variáveis é, infelizmente, Inepta. Simples realidade e vou demonstrar neste texto.

Como pano de chão para esta lógica vou usar dois dos aprendizados de meu pai que vivem dentro de mim:

  • Certo é o que dá certo, não o que parece certo
  • Se o safado soubesse da vantagem de ser honesto, seria honesto por safadeza

A melhoria da qualidade de vida depende do poder de compra dos trabalhadores que depende do emprego. Não depende da inflação. Depende do poder de compra, ou seja, quantos produtos e serviços a renda do trabalhador consegue adquirir.

A geração de emprego depende dos empresários que fazem investimentos de acordo com a perspectiva de lucro. A perspectiva de lucro depende principalmente de câmbio e também de juros. O câmbio ajuda nas exportações e substituição de importações, ambas atividades geradoras de emprego adicional no país. Os juros reduzem os lucros inviabilizando alguns negócios.

Os juros também causam déficit nominal que está relacionado com a perspectiva de  “lucro” do governo. O déficit gerado pelo governo suga a capacidade de produtividade de uma economia principalmente se o déficit for causado por custeio que não tem impacto futuro positivo na renda. Quando o déficit é causado por investimentos (a la Keynes), não há problema porque haverá receita futura na economia para cobrir os gastos feitos nos investimentos.

Conforme demonstramos neste blog, o câmbio de competitividade econômica internacional é de R$8,7, juros moderados precisam ser de 5% e o déficit nominal precisa ser de 2%. Estamos totalmente desalinhados nestas variáveis-chave e tendo esta depressão irresponsável.

A evidência empírica: perdas de R$2 trilhões em nossa economia, destruição de milhões de empregos e perdas de dezenas de milhares de vidas de brasileiros.  Violência se agravando. Caos social. Não está dando certo.

Gastam R$600B/ano com juros para combater inflação, R$60K/desempregado em país onde renda média é de R$24K/ano. 2,5 vezes a renda média de um trabalhador por desempregado para tentar diminuir a inflação em 20%. Isto se fizesse sentido econômico diminuir a inflação com esta estratégia rentista. O que é completamente contra a visão de laissez-faire e mão invisível de não distorcer preços de equilíbrio entre oferta e demanda. Desemprego (renda zero) é muito pior do que inflação. E grande parte do efeito da inflação já é compensado pela indexação de nossa economia na renda dos trabalhadores. Esta farsa precisa parar. A principal causa da depressão é o déficit causado pelos juros. A principal causa da falta de crescimento está no câmbio.

Todas as iniciativas positivas desta equipe estão focadas na micro-economia. Keynes, ao analisar e participar do contexto complicado de desemprego no período de 1915 a 1940 (Depressões e Guerras), basicamente criou o conceito de macroeconomia com a Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936). O FED incorporou e tem como objetivo maximizar emprego. Nossa equipe tem como objetivo minimizar emprego para garantir inflação baixa. Tenta ajustar a economia pelo caminho da “deflação”, sem bom senso e desprezando a principal linha econômica de progresso do século passado.

Henrique Meirelles, Ilan Goldfajn, Carlos Hamilton e todos os membros do Copom são ineptos por qualquer regra. Não está dando certo e já tiveram tempo para aprender, se não conseguem aprender é porque são ineptos. Se são desonestos, tendo em vista a má governança do Copom e o interesse em pixulecos, mesmo assim são ineptos, pois se os safados soubessem da vantagem de ser honestos seriam honestos por safadeza. É muito melhor ganhar um pixuleco de um país crescendo 10% ao ano como a China, do que viver em uma sociedade se destruindo com criminalidade e desalento.

Não podemos ter Ineptos no comando da agenda Macro-Econômica que impacta diretamente na vida de todos os brasileiros. É Guerra Civil Macroeconômica. Precisamos usar nossas Instituições para derrubar democraticamente este governo!

O que você pode fazer pelo Brasil II – “Guerra Civil” Macro-econômica

Precisamos agir. Um Brasil melhor não vai cair do céu. Vou escrever sobre o contexto atual e os gargalos importantes para ação.

Inacreditavelmente a biruta perdeu o poder através de impeachment, apesar de mais de metade do Congresso estar amarrado pela Lava Jato. Iria claramente cair pelo TSE, mas a lentidão da impunidade do sistema jurídico foi ultrapassada pelo esforço político após 20 meses e R$2 trilhões de perdas econômicas. O Congresso apesar do Eduardo Cunha ganhou em resultado de 1 a 0 do STF do Lewandowski.

As manifestações intelectuais e pacíficas, somadas a iniciativas do sistema jurídico exemplificadas e ampliadas pelo Moro, estão criando o Deus Brasileiro, energia cósmica das boas iniciativas que transformam e evoluem nossas vidas. Precisamos esquecer o Deus Papai Noel que traz presentes para quem tem fé, paga dízimo e não faz nada, e acreditar mais no Deus Brasileiro formado por esta energia positiva de quem corre atrás para fazer o futuro que queremos. Cármen Lúcia no STF com Lewandowski fora é ainda mais energia para nosso Deus no gargalo extremo do sistema jurídico do foro privilegiado e da impunidade. Dias ainda melhores virão.

Nossa comunidade está em frangalhos. Desemprego de 11,6% (12 milhões de brasileiros), 10 milhões trabalhando na informalidade. Governo prevendo desemprego chegar a 14% e agindo consistentemente para isto (juros altos, câmbio valorizado, déficit nominal de 10%, liberalismo econômico irresponsável). Violência subindo progressivamente. Desindustrialização. Instabilidade política. Governo MT será cassado pelo TSE e sairá do poder em 6 meses. Mais da metade do Congresso enrolado com Lava Jato. Baderna econômica e política. Precisamos consertar a econômica primeiro.

Tenha em mente que este cenário não vai melhorar nos próximos 18 meses, só vai agravar. Com taxa de crescimento abaixo de 2% ao ano não estabilizamos o desemprego e este governo com déficit nominal da ordem de 10% até 2017 não prevê entregar nem isto.

O ajuste macro-econômico é fácil e rápido: câmbio com competitividade econômica internacional de R$8,7, juros moderados de 5% e déficit nominal de 2%. O desafio é convencer os tomadores de decisão da racionalidade destas medidas e você precisa estudar caso ainda não esteja convencido. Não tenha fé. Não acredite em mim. Estude nossos dados e textos. Pense com sua cabeça. Eu aposto metade de meu patrimônio e minha vida econômica depois de 30 anos de experiência. Invista alguns dias e aprofunde-se no tema.

Armado nosso Exército, vamos para a Guerra Civil Macro-Econômica:

  • Evoluir o debate na mídia Valor, Folha, Estado e Globo. Nosso Quarto Poder que viabilizou o impeachment.
  • Enfrentar a inépcia da equipe econômica
  • Enfrentar a inépcia ou má fé dos 9 membros do Copom

Eu sou um pequeno empresário e bloguista com poder bastante limitado. Acredito no Deus Brasileiro mas precisamos trazer mais Brasileiros para o jogo. Estamos perdendo de 9 a 1 para a China mas continuo em campo.

7 de setembro é Dia da Independência. Vamos levar nosso Brasil a sério?

 

Keynes, depressão induzida e bom senso

Keynes escreveu durante a Grande Depressão a Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. Uma das principais obras econômicas da História. Lançou a fundamentação da macro-economia. Seu estilo difere dos textos econômicos modernos do mainstream pois seus conceitos são expressos quase que inteiramente em prosa com pouca modelagem matemática explícita, seguindo a prática de Alfred Marshall e seus outros sucessores de Cambridge, Inglaterra, na década de 1930. Essa abordagem não é acidental nem deficiente, visto que Keynes (um matemático por treinamento) critica o uso da matemática na economia para esconder argumentos fracos por trás de notações matemáticas. Bom senso.

A riqueza de uma economia é feita através do conhecimento nos cérebros dos cidadãos assim como nos ativos construídos no país. Isto só pode ser maximizado através do pleno uso dos recursos disponíveis. Pleno emprego, pleno uso das terras, dos equipamentos e da infra-estrutura. Desemprego e ociosidade de uso dos recursos naturais renováveis (terra, água e sol) e equipamentos é perda de tempo no caminho para o desenvolvimento e melhoria de vida dos cidadãos. O Brasil é o país do desperdício de tempo de seus cidadãos e de seus recursos. Tempo perdido é tempo perdido. Não volta atrás.

Neste contexto do bom senso econômico Keynes demonstra que em momento de depressão (ociosidade de mão-de-obra), compensa alocar recursos para ocupar esta mão-de-obra em atividades produtivas que terão valor no futuro como, por exemplo, obras de infra-estrutura. Criar uma dívida em cima de algo com capacidade de pagamento futuro faz todo sentido inclusive contábil. Deste conceito vivem os empresários que investem anos em negócios que ficarão lucrativos no futuro. Deste conceito vive o agricultor que investe no plantio para se beneficiar da colheita.

Desrespeitando macroeconomia e bom senso, nosso BC induziu esta depressão que estamos vivendo. Em 2012 tínhamos déficit nominal de R$109B (2% do PIB), juros caíram até 7,25% e crescemos 3% em 2013. Ambiente econômico equilibrado e com juros declinantes. No segundo trimestre de 2013, após as manifestações, o BC se viu no direito de elevar os juros até 14,25%. Este efeito reduziu a arrecadação tributária, elevou as despesas com juros para R$500B, criou as despesas com “subsídios” (financiamentos de longo-prazo a taxas menores do que SELIC) e afundou o déficit nominal para R$613B (10% do PIB). Com esta virada de déficit o PIB virou 6,8% para -3,8% em 2015. Depressão induzida pelo BC. R$2 trilhões de perdas econômicas, eliminação de milhões de empregos e dezenas de milhares de mortes desnecessárias.

A argumentação deles vem em cima de risco de inflação. Usam os juros para diminuir o risco de inflação a qualquer custo. Não interessa o resultado no poder de compra dos trabalhadores e dos brasileiros. Interessa o poder de compra da moeda e talvez algum outro incentivo menos transparente do sistema rentista e financeiro. São os economistas que se escondem atrás de modelos matemáticos que Keynes desprezava. Usam uma planilha para justificar uma catástrofe. Certo não é o que dá certo, é o que parece certo para este grupo.

Menosprezo aos conceitos defendidos por Keynes pode ter sido um dos elementos que conduziram à 2a. Guerra Mundial. O Livro de Keynes faz 80 anos. O que menosprezo a Keynes vai causar ao Brasil?