A História da Inflação no Brasil

Vamos cobrir aqui sobre o conceito de inflação, como ela evoluiu durante a nossa História (1900 até hoje) e o desafio nas mãos de Bolsonaro.

Inflação é a medida do aumento de preços. Há uma variação natural nos preços decorrentes de efeitos do mercado, ou seja, se faltar um produto o preço sobe, se houver em excesso o preço cai. O laissez-faire enfatiza a importância de deixar o mercado definir os preços, para garantir eficiência econômica através das ações corretivas dos agentes (empresários e consumidores). O governo deve monitorar esta situação para evitar que empresários formem cartéis que visam aumentar os preços em detrimento dos interesses dos consumidores. Este contexto gera uma inflação natural que varia entre -2 a 3%. Um dígito.

Um fator ainda mais relevante que gera inflação, e geralmente maléfico, é quando o governo gasta mais do que arrecada e imprime papel moeda para cobrir o déficit orçamentário. Este mecanismo é extremamente nocivo à saúde econômica do país, e é bastante comum com governos irresponsáveis ou ilícitos que “mordem” um pedaço do orçamento através de seus pixulecos. Este comportamento entra em espiral e transforma-se em hiperinflação exigindo algum tipo de plano econômico para conte-la.

O Brasil até 1930 (país agrícola no fim dos ciclos da borracha e do café) era muito influenciado pelo mercado internacional, e teve períodos de inflação mais alta (até 30%), e de deflações (até – 18% nas depressões e/ou guerras), mas com a média abaixo de 10%. Nossos Presidentes foram em sua maioria responsáveis nas questões fiscais.

Getúlio assume em 1930 e com Dutra manteve a mesma austeridade com inflação média de 10% e atingindo picos de 21%. (BR-Evolução-Inflação)

JK entra para detonar com este patamar entregando governo com 40% de inflação como consequência de seus projetos ambiciosos de investimento. Os investimentos em infra-estrutura não seriam inflacionários seguindo muito bem o conceito de Keynes, mas a criação de Brasília em tão pouco tempo consumiu recursos que o governo não tinha e também não gera retorno em tributação futura de economia fortalecida.

Jânio ganha as eleições para cortar os gastos e colocar o país nos trilhos contudo foi inocente ao confiar em um Congresso de ilícitos para lhe passar amplos poderes (1960). Apresentou uma carta de renúncia que foi prontamente aceita, tirou seu poder que foi para o primeiro ministro Tancredo Neves e depois João Goulart. Estes dois bagunçaram de vez as contas do país levando a inflação para 90%. Jânio imaginou que os Congressistas iriam pensar primeiramente no país, e não só em seus próprios interesses de continuar mordendo o orçamento.

[Historicamente nosso congresso ou líderes políticos em grupo só nos decepcionam: 1922, 1960 e 1988 são alguns exemplos. Em 1922 Epitácio queria impedir a posse de Bernardes que era odiado por todo o país. Os militares (tenentes) ainda não eram fortes o suficiente e tivemos que engolir este déspota. Em 1988 criaram a Constituição da Impunidade e da Irresponsabilidade Fiscal que nos enfiou neste período de Democracia Imperial e corrupção extrema. Nossos presidentes sempre foram muito melhores do que o Congresso, tanto que rejeitamos parlamentarismo em 1962 e em 1993].

Castello Branco virou presidente e organizou a casa trazendo a inflação para 40%. O pulso firme de Costa e Silva, e de Médici fizeram o “Milagre Brasileiro”, levando crescimento para 11% ao ano e reduzindo inflação para 16%. Os considerados “carrascos” foram nossos dois melhores líderes em desempenho econômico (crescimento, inflação e emprego), sendo que Costa e Silva deu a vida pelo país morrendo de derrame no meio da baderna da esquerda armada.

Geisel assume comprometido com a manutenção de crescimento e emprego, mas absorve o primeiro choque do petróleo (barril de USD13 para USD50) que impacta a maioria dos preços da economia. Inflação retoma patamar de 40%. Como estratégia de contingenciamento cria o pró-álcool e o programa nuclear.

A situação sai fora de controle mesmo é com o Figueiredo. Ele coloca o ilícito do Delfim Netto no Planejamento e deixa o orçamento frouxo com a perspectiva da transição política para a democracia. O Congresso ilícito bagunça o orçamento público e a inflação bate 224%. Figueiredo não tinha o perfil de pulso firme dos anteriores e estava determinado a fazer a abertura política que aumentou em muito a estrutura do estado.

Este comportamento de irresponsabilidade fiscal continua com Sarney e Collor, fazendo planos de congelamento culpando os empresários, quando na verdade a causa estava no gasto público. Só quando Itamar veio com pulso firme, de um político republicano honesto, houve o controle efetivo dos gastos públicos através do Plano Real. O príncipe ilícito da reeleição ficou com os méritos do plano, mas foi com certeza o pulso firme de Itamar que determinou o sucesso da eliminação da hiper-inflação da irresponsabilidade fiscal.

O Brasil não corria mais o risco de hiper-inflação desde Itamar contudo o príncipe é tão ilícito que continuou usando o argumento do medo da inflação para entregar nossa economia para a oligarquia financeira, que manipula a taxa de juro no Copom desde 1994 (argumentando o uso do juro falsamente para controlar a inflação, em desrespeito ao laissez-faire de Smith e política expansionista de base monetária de Friedman). Já causaram R$22 trilhões de prejuízo ao país, ao impor um crescimento de 2,5% ao ano, quando no mínimo deveríamos ter tido 4,1% de nossa média histórica republicana pre-1930 (sem o acompanhamento militar).

Bolsonaro representa um retorno da alma tenentista para o comando do país, contudo está começando com o pé esquerdo ao colocar o falso liberal SuperInepto Guedes no comando da Economia. Está entregando a chave do galinheiro para uma raposa. A esperança fica na meritocracia militar quando perceberem que os resultados em geração de emprego não estarão acontecendo a partir de janeiro. E aí precisamos voltar para a Teoria Geral do Emprego (Keynes) dos governos brasileiros até 1978.

O SuperInepto Guedes, a Verdade e a Guerra Civil

Nosso desafio primordial neste momento é econômico, fazer o Brasil crescer gerando bastante emprego. E o SuperInepto Guedes só anunciou medidas que vão na direção oposta, esconde a Verdade macroeconômica e defende os interesses de sua classe da Seita dos Falsos Liberais Rentistas. Câncer que detonou os governos Dilma e Temer. E vem nos dando taxas de crescimento de 2,5% ao ano desde o Plano Real em 1994 (perdas de R$22 trilhões em PIB), ritmo de crescimento do Brasil Imperial, que não vai absorver nossa mão-de-obra com trabalho de qualidade. É uma maçã podre em um governo que começa muito bem com a volta dos valores militares de coragem, meritocracia e cidadania para nossa sociedade. Não está sendo respeitada meritocracia na área econômica.

Vamos analisar a Verdade macroeconômica. O Brasil tem um problema de demanda agregada que não está absorvendo nossa mão-de-obra em volume e qualidade. Desemprego em 12% com alta informalidade e desalento. E temos mais de 1 milhão de novos brasileiros ingressando no mercado de trabalho todos os anos. Crescimentos abaixo de 2-3% não geram emprego novo, pois são bem absorvidos com aumento de produtividade. Precisamos de um forte aumento da demanda agregada para ritmos superiores aos 5,6% da média dos períodos com acompanhamento militar (1930-1984).

Este problema de demanda agregada é causado por moeda sobre-valorizada por doença holandesa de nossas commodities agrícolas e minerais diminuindo exportações industriais e aumentando importações, e pelo déficit fiscal causado por juros abusivos (Selic) que diminuem arrecadação e elevam as despesas financeiras. Em resumo a política de câmbio e juro define a demanda agregada e o emprego dos brasileiros.

Os empregos de qualidade estão sumindo. Indústria de Transformação que ocupava 21% do PIB, está em menos de 11%. Salário médio é de R$2,2K/mês, nível de empregada doméstica de SP. (Informalidade). Melhorar emprego significa criar mais empregos na indústria. Industrialização. Nossos industriais são improdutivos como todos nós somos improdutivos em uma comparação internacional. Contudo os empregos industriais são de produtividade muito mais alta do que dos setores de onde a indústria atrai a mão-de-obra (agricultura, comércio informal e construção). É isto que interessa, melhoria na riqueza média do Brasil. Inclusão social.

As melhores práticas no assunto estão na Ásia (Singapura, China, Coréia do Sul, Malásia etc.), países que não são liberais e têm tido as melhores taxas de crescimento nos últimos 50 anos. São responsáveis. Fazem bom planejamento da economia e usam muito bem o capitalismo, incluindo toda a comunidade. Enquanto Israel chegou a USD38K/cap com país liberal que maltrata palestinos e briga com toda a redondeza por questões religiosas, Singapura está em USD85/cap e se relaciona bem com todos os vizinhos. Ambos começaram progresso na década de 60. Um é Iluminado e o outro belicoso liberal.

O SuperInepto quer manter a mesma política macroeconômica atual (tripé e BC independente) e investir na reforma da previdência que só possui impacto no longo prazo. Nenhuma medida de curto prazo para gerar emprego imediato. Fala em abrir mais o mercado e diminuir impostos para a indústria. Abrir o mercado reduz a demanda agregada com a entrada de importações e diminuir impostos aumenta o déficit fiscal. Vai piorar ainda mais a situação e levar o país para possível situação de Guerra Civil, visto que 45% desaprovam o Bolsonaro e parte dos 55% podem ficar desiludidos se a vida não melhorar nos próximos meses depois de tantas promessas de campanha. Situação similar a do Macri na Argentina, causada também pelo liberalismo inepto.

Dar independência para um BC que controla todas as variáveis macroeconômicas relevantes para a definição da demanda agregada (juro e câmbio) e, mesmo assim, teve um desempenho pífio nos últimos 40 anos, é assinar um cheque em branco para ilícitos. Direitos sem responsabilidades, totalmente fora de qualquer bom senso na meritocracia militar.

É muito importante que nossos militares acompanhem bem o SuperInepto, usem a inteligência e o bom senso que possuem, avaliem com base em dados concretos de taxa de crescimento e redução de desemprego, e descartem a maçã o quanto antes. Se observarem a Verdade e não ficarem cegos com as promessas e manipulações matemáticas falsas, poderão conseguir evitar um mal maior.

Na última fase militar no governo brasileiro havia uma maçã podre, o brilhante mas desonesto deseconomista Delfim Netto. Ajudou Costa e Silva e Médici a fazer o Brasil crescer acima de 9% ao ano na fase 1968-74, Milagre Brasileiro, contudo gerou contexto de irresponsabilidade fiscal no orçamento do governo que prejudicou a imagem dos militares com o início da hiperinflação. Este fenômeno é ligado à impressão de papel moeda para cobrir déficit fiscais de interesses políticos escusos no orçamento público. Imagino que por ligação do Delfim com as empreiteiras. Vamos evitar que isto se repita porque as Forças Armadas precisam definitivamente ficar bem sincronizadas para nossa sociedade funcionar com Ordem e Progresso.

O Posto Ipiranga do Bolsonaro é realmente um posto ipiranga. O mesmo posto ipiranga que anunciou há uma década que a gasolina deles era sustentável porque plantavam árvores suficientes para compensar o efeito estufa gerado pelo consumo de gasolina dos veículos que abasteciam em seus postos. Não sabem fazer conta, por ordem de grandeza. Ineptos.

Geração de Riqueza com Distribuição de Renda. A Vós Confio!

Uma das leis naturais da Humanidade é a da evolução. Progresso. Temos isto em nosso instinto e em nosso DNA. Em um país significa aumentar o PIB com distribuição de renda, ou seja, crescimento inclusivo. E a ciência econômica já decifrou este processo há centenas de anos através de Iluminados como Adam Smith e John Maynard Keynes.

O processo de crescimento depende da maximização de demanda agregada (Keynes) e do uso cada vez mais produtivo dos recursos nacionais (mão-de-obra, terras, equipamentos, infra-estrutura e capital). Sem demanda não ha razão para produzir, então não há utilização adequada dos recursos.

Demanda agregada é composta pelo consumo interno e externo (exportação), assim como por investimentos privados e públicos no país. As variáveis que definem esta demanda agregada estão quase todas nas mãos da equipe econômica do governo: taxa de câmbio, juro e poupança fiscal (receitas menos despesas do governo, incluindo juro).

Definida boa demanda agregada pela política macro-econômica, ficamos dependentes do capitalismo e da democracia para termos um crescimento inclusivo eficiente. Dois agentes econômicos são fundamentais, o empresário e o político. No capitalismo a demanda agregada cria o incentivo correto para o empresário que, vendo a oportunidade de lucro através de seu interesse próprio, organiza o sistema produtivo gerando emprego e arrecadação tributária.

De maneira complementar a democracia elege o político que vai atender o interesse da maioria da população, direcionando os gastos públicos para garantir a inclusão social, o uso do potencial de inteligência nacional dentro dos 200 milhões de cérebros brasileiros.

Nosso capitalismo dormente não está funcionando porque não temos a demanda agregada adequada para o crescimento devido a distorções na política cambial, na taxa de juro e na poupança fiscal. Esta incorreção na demanda agregada é causada por ilicitude na equipe econômica do governo que protege os interesses de um único setor (o financeiro) visto que não é atingida efetivamente pela democracia, que é muito fraca em nosso país.

Democracia não é votar, e sim ter um governo que faz o que interessa à maioria. Este interesse pode ser levantado pelo voto, ou por uma pesquisa de opinião. É fácil de ser compreendido. Os institutos de pesquisa fazem isto frequentemente. Se observarmos pesquisas na China, ou em Cingapura, e compararmos com uma no Brasil, fica evidente que a democracia é muito mais forte nestes dois países, do que aqui, apesar de na China não haver eleição popular, dentro do sistema comunista de governo.

Nosso país foge da Verdade (evidências científicas que levam ao crescimento) e do Bem (interesse da maioria dos cidadãos). E a responsabilidade disto é nossa, porque não ouvimos com respeito nosso Eu interior, nosso instinto natural, que sabe muito bem o que deve ser uma comunidade mais justa e bacana. Deixamos nosso livre arbítrio ser dominado pelo interesse próprio de curto prazo, que não leva à evolução de nossa alma, mas mantém um status quo inadequado, do qual sentimos vergonha, criticamos, mas fazemos pouco a respeito.

Nossa Egrégora nacional tem evoluído muito nos últimos anos com a operação Lava Jato e o esforço de vários outros Brasileiros. Não podemos desperdiçar a oportunidade de contribuir, deixar nosso legado para a geração de nossos filhos. O que você fez nesta vida que contribuiu para um Brasil melhor? O que ainda pode fazer? Quer ter orgulho do legado que vai deixar no país? A Vós Confio!

Câmbio Flutuante, Agronegócio, Doença Holandesa e o país das Empregadas Domésticas

O objetivo da Economia é gerar riqueza para o país. Toda regra macro-econômica deve possuir uma lógica que garanta o aumento de riqueza. No Brasil temos uma série de tabus que atrapalham este processo. O tripé macro-econômico estabelecido é mais um problema. Foi implementado por um setor econômico querendo defender seus interesses, e não a criação de riqueza no Brasil. Fez isto colocando meta de inflação (liberando o uso do juro) e superávit primário, ao invés de nominal, protegendo o uso do juro. Este tema deu nas consequências do post anterior: R$3 trilhões de perdas 2014-2016.

O câmbio flutuante vem de uma idéia de liberalismo, laissez-faire de conveniência, que é muito boa para combater moeda artificialmente valorizada, contudo é péssima para combater moeda naturalmente valorizada, que destrói os incentivos para a aceleração da criação de riqueza e industrialização do país. Doença Holandesa. Em 1977 The Economist criou este termo ao analisar a situação da Holanda, que vinha perdendo empregos em manufatura por causa da descoberta e uso de grandes reservas de gás natural a partir de 1959. A exportação destes recursos naturais de baixo nível de emprego valorizou a moeda a ponto de inviabilizar setores industriais que pagavam salários bem melhores. A inteligência e bom senso holandês neutralizou este fenômeno com ajustes em sua macro-economia. Países menos esclarecidos, que nunca entraram em processo de industrialização, ficaram marcadamente atrasados em economia, ao serem cegamente liberais no uso de suas “riquezas” naturais: Arábia Saudita e países do Oriente Médio, Venezuela, Portugal e agora Brasil.

E o caso do Brasil sempre dá para piorar com alguma idéia muito criativa como o caso da Lei Kandir, que dá isenção tributária para exportação de commodities agrícolas e minerais.

No Brasil a exportação de commodities agrícolas e minerais pagam poucos impostos (basicamente IR/CSLL), usam excessivamente nossa infra-estrutura para transporte, geram poucos empregos, a maioria de baixo valor agregado com salário médio abaixo da média nacional, concentra renda nas mãos dos proprietários de terras ou jazidas, ficam reclamando e pedindo mais recursos para a infra-estrutura E valorizam nossa moeda a ponto de não deixar desenvolver ou destruir o setor industrial que paga salários bem acima da média nacional, gera mais empregos e paga mais impostos. Desde a Lei Kandir nossa manufatura caiu de 25% do PIB para 9%.

Somos o país das empregadas domésticas ao ter salário médio de R$1,8K/mês. Muito abaixo da média da indústria. E os deseconomistas deste país chamam o industrial brasileiro de improdutivo, apesar de gerarem empregos melhores para as empregadas domésticas.

Este é o Brasil que o câmbio flutuante está produzindo. Uma simples regra liberal, sem os devidos ajustes do bom senso de ter que gerar riqueza, cegamente destruindo um país.

Para solucionar isto temos que impor altos tributos na exportação de commodities agrícolas e minerais (40%) e colocar o câmbio em nível de competitividade econômica internacional calculado em R$8,8. O agronegócio pedindo recursos para a infra-estrutura, sem recolher tributos, parece os padres que não pagam impostos pedindo financiamento de BNDES para construir os templos. Direitos sem responsabilidades. Este Brasil não funciona. Temos que trabalhar com a Verdade.

 

Código de Honra de Economistas Brasileiros

Existe algum? A “saúde” de um país é claramente definida por sua política macro-econômica. Ela viabiliza a geração de riqueza que deve ser alocada através das políticas de governo de igualdade de oportunidade e distribuição de renda para termos uma sociedade mais equalitária. A grande questão da macro-economia é como gerenciar as três variáveis-chave que são câmbio, juros e déficit nominal (poupança fiscal) para maximizar a geração de riqueza definida pela renda média dos brasileiros (PIB per capita). Estas variáveis determinam a demanda agregada de Keynes e o nível de empregos no Brasil.

O objetivo não é gerenciar inflação, diminuir burocracia, acabar com a corrupção, melhorar a infra-estrutura. Não. O objetivo da macro-economia é maximizar a geração de riqueza.

Má gestão macro-econômica leva a desemprego, concentração de renda, miséria, disseminação de doenças, violência e mortes (vítimas de violência ou da falta de recursos para a saúde pública). Tudo em escala nacional.

Um economista responsável, com consciência, deve estar completamente estressado com nossa situação atual de 12,5 milhões de desempregados, 10 milhões de sub-empregados, 7,5 milhões no desalento (desistiram de procurar empregos), crises nos orçamentos estaduais, violência alarmante nos presídios, falta de recursos nos hospitais e na infra-estrutura preventiva de saúde. Desindustrialização deixando situação na qual o salário médio dos brasileiros empregados é de R$1,8K/mês, correspondente ao nível de empregada doméstica em São Paulo. Tudo isto causado voluntariamente pela atual política macro-econômica. E o BC, que gerencia todas as variáveis-chave, vê tudo isto como externalidades. Colocam a culpa na gestão Dilma, nos empresários que não investem, no desemprego que não ajuda no consumo, no Trump, nos terroristas do Oriente Médio…

Keynes sentia este estresse em 1915-1920. Abandonou o cargo de representante do governo inglês na negociação de rendição da Alemanha, quando viu um acordo muito ruim para o povo alemão. Teve vários ataques cardíacos e não dormia bem preocupado com o desemprego gerado por políticas liberais irresponsáveis. Precisou escrever Teoria Geral do EMPREGO, do Juro e da Moeda (1936) para ponderar o pensamento liberal. Stiglitz, como economista-chefe do Banco Mundial, reconheceu publicamente as péssimas recomendações do Consenso de Washington para países sub-desenvolvidos e foi demitido no dia seguinte. Honra. Respeito ao Código em primeiro lugar. Da mesma forma que um médico sofre para salvar seus pacientes. Um engenheiro faz inúmeros cálculos e ensaios para garantir segurança em suas estruturas. O economista tem que conhecer as consequências sociais de seus atos e suas recomendações.

O tempo perdido com brasileiros desempregados é riqueza econômica não construída para o país. Desperdício irresponsável em momento que já estão faltando vários recursos.

Nossos economistas desrespeitam abertamente os ensinamentos de Friedman (política expansionista de base monetária), Keynes (maximização de demanda agregada) e Smith (laissez-faire nos preços de mercado) nesta gestão macro-econômica. Escrevem inúmeros artigos nos principais jornais defendendo suas teses. Fazem lobby para influenciar a missão do Banco Central e a nossa Constituição protegendo setores específicos em forte detrimento da sociedade como um todo.

A missão do BC deve ser minimizar inflação (que não possui nenhuma correlação com geração de riqueza) ou maximizar emprego a juros moderados como o FED?

Aonde está a Honra dos economistas brasileiros?

2017: PIB – 3%; desemprego a 14%

A economia brasileira vai produzir (PIB) o quanto o mercado estiver disposto a comprar. A previsão de crescimento vem da demanda agregada, não da oferta. Ninguém produz para deixar parado em estoque se não há comprador.

A demanda agregada definida por Keynes tem 4 componentes que precisam ser analisados para a previsão de crescimento:

  • Consumo doméstico: poder de compra vai cair porque o desemprego deve subir para 14%. Desemprego só cai quando o país cresce pelo menos 2% ao ano, acima de um certo ‘ganho natural’ de produtividade. Adicionalmente com o real se valorizando vamos importar mais e reduzir o emprego
  • Consumo externo: com o câmbio flutuante e a força de nossas commodities agrícolas a tendência é do real se valorizar (doença holandesa) e vendermos menos para o mercado externo
  • Investimento privado: a valorização do real diminui o lucro dos empresários e a queda do consumo diminui a perspectiva de fluxo de caixa; a redução dos juros pode melhorar um pouco, mas não o suficiente no ritmo anunciado
  • Investimento público: déficit nominal previsto para 6-10% ao ano, com esta redução lenta dos juros, não gera poupança fiscal para investimentos

Em resumo, só temos elementos negativos na perspectiva da demanda agregada com a atual política macro-econômica. Em 2015 e 2016 tivemos 10% de déficit nominal resultando em PIB de -3,8% e -3,5%. Por que seria diferente em 2017? Os juros reais continuam em patamares exagerados, temos o déficit nominal irresponsável e o câmbio flutuante com doença holandesa se fortalecendo com a elevação do preço das commodities.

Adicional à inépcia macro-econômica temos a continuidade das descobertas de corrupção no Executivo e no Legislativo demonstrando extrema instabilidade política. E alguns elementos do STF tentando colocar toalhas quentes e alongar a situação de Impunidade. Não consigo ver nenhum cenário positivo até termos um novo poder Executivo eleito democraticamente com clara prioridade para agenda de emprego.

Neste contexto pergunto-me por que todos os analistas fazem projeções econômicas com base em nível de confiança, credibilidade e política, sem levar em consideração os dados econômicos que realmente afetam as decisões de investimento dos empresários criadores de empregos? A única notícia positiva que consigo imaginar é a cassação mais rápida da chapa para voltar a esperança de mudança de política macro. O país está sangrando.

 

 

Custo do Agente: Corrupção e Crescimento Econômico

Nosso principal problema no momento é uma política macro-econômica gerando desemprego e destruição de riqueza. 22,5 milhões de brasileiros desempregados ou em sub-emprego, e os demais empregados ganhando apenas R$1.800/mês. Situação econômica lastimável que precisamos melhorar.

Corrupção aparece como maior empecilho no debate mas esta premissa não é verdadeira. Nosso nível de corrupção é compatível com nosso estágio de desenvolvimento, conforme evidenciado pelo gráfico CPI e PIB/capita com dados da Transparência Internacional de 2015. Entidade esta que acaba de conceder um excelente prêmio à Operação Lava Jato.

Corrupção é uma característica humana ligada ao nosso interesse próprio. Bom para o indivíduo, ruim para a comunidade. A medida que as comunidades vão se organizando as instituições vão controlando e evitando os abusos.

Há um aspecto econômico muito importante ligado à corrupção. Incentivos. É uma ‘graxa’ que mantém a máquina política funcionando. Sem esta ‘graxa’ a eficácia da máquina fica prejudicada e podemos entrar em uma situação de operação tartaruga por parte dos políticos e gestores públicos. No momento o país se encontra em um grande imbróglio. Estamos combatendo corrupção a todo custo, sem termos uma alternativa melhor e desconsiderando o impacto econômico negativo em nossas vidas. Precisamos trazer ciência econômica para este debate.

A corrupção existe porque os agentes públicos não estão sendo remunerados de maneira correta, e porque a Justiça era muito fraca. Não existia até a Lava Jato. Lidamos aqui com uma situação de Custo do Agente, da mesma forma que o setor privado. Custo do agente é o custo de ter alguém representando nossos interesses. Este custo é composto de 1) potencial estrago a ser feito pelo agente em seu interesse próprio, 2) custo de controlar este agente e 3) custo de dar um incentivo para alinhar os interesses deste agente. A soma de 1+2+3 dá o custo total do agente que devemos procurar minimizar.

Sem 2 e 3 o estrago vai provavelmente representar a perda de seu patrimônio (p.ex. usucapião). Se adicionar o 2), por exemplo um sistema de policiamento e justiça atuante, há punição concreta para o mau comportamento, então o agente tomará mais cuidado para não ser punido. A grande revolução neste conceito é a criação do 3, um alinhamento de incentivo que faz com que o agente se comporte de maneira a maximizar os interesses do proprietário (p.ex. participação nos lucros). É aqui que precisamos corrigir nosso sistema público e político.

A remuneração oficial atual dos políticos e gestores públicos é muito baixa considerando o nível de responsabilidades e impacto em nossas vidas. E não visa eficiência. Se usarmos uma escala Hay para ajustar estas remunerações e introduzirmos o elemento variável (bônus por resultados) provavelmente vamos minimizar a corrupção e melhorar em muito o desempenho. Cingapura é um país de extremo sucesso econômico (US$85K/cap) atingido nos últimos 50 anos onde a arrecadação do governo é de apenas 19% do PIB, o IDH já está em 0,91 e os funcionários do públicos chegam a ganhar mais do que a iniciativa privada.

De 2014 até hoje a política macro-econômica gerou R$2,5 trilhões de prejuízos para o Brasil. Item 1 do custo do agente. Não deveríamos criar um bônus de dezenas de bilhões de reais para reverter este tipo de prática? Um Presidente da República não merece ficar bilionário ao fazer o país crescer mais de 5% ao ano distribuindo renda e melhorando infra-estrutura social. E os Ministros não deveriam ganhar dezenas de milhões de reais, como empresários ganhariam através do lucro de suas empresas? O mesmo não se aplica para senadores, deputados e outro funcionários públicos com poder decisivo que impactam na poupança fiscal e capacidade de investimento e crescimento da economia?

Quanto ganham os 9 membros do Copom responsáveis por estes R$2,5 trilhões de prejuízo ao terem elevado a taxa de juros de 7,25% para 14,25%? Qual teria sido o comportamento deles se ganhassem 0,1% da poupança fiscal do governo ao invés de 0,1% do lucro dos bancos?

Nosso custo do agente está elevadíssimo e temos 70% da Câmara (Corrupcao – Ranking por Partido) e pelo menos 16 membros no Senado claramente envolvidos em corrupção. A votação pela distorção e aceleração das 10 medidas anti-corrupção do MPF deixou eles todos em evidência. O Moro ainda tem bastante trabalho pela frente.

 

O Bom Senso na Macroeconomia

A missão da macroeconomia é criar riqueza. Se riqueza não está sendo criada uma análise com bom senso rapidamente identificará as causas. Dois economistas iluminados foram sem dúvidas Smith e Keynes. Seus conceitos se complementam para formar uma teoria econômica robusta, seguida pelos principais países de sucesso econômico.

De 2014 até hoje o Brasil destruiu R$2 trilhões de sua economia através de perda de PIB e aumento de endividamento. A destruição continua e os irresponsáveis gostam de jogar a culpa na equipe anterior. DR jogava no FHC, MT joga na DR. Não temos uma liderança que assuma que o problema é dele, que  vai resolvê-lo agora, não daqui a alguns anos.

Segundo Keynes o crescimento vem do aumento da demanda agregada. Isto ocorre via aumento de consumo e investimentos. O aumento de consumo deve ocorrer através do aumento do mercado (exportações) e o aumento de investimentos vêm do lucro do setor privado e da poupança pública (arrecadação menos despesas do governo).

Segundo Smith, o laissez-faire e a mão invisível, o governo não deve intervir nas variáveis preço e deve incentivar a competição entre os agentes do setor privado.

Segundo o monetarista Friedman, em períodos de ociosidade de mão-de-obra (desemprego) o governo deve utilizar uma política expansionista reduzindo os juros.

Nossa equipe macro-econômica desrespeita Keynes, Smith e Friedman. Criaram uma seita de Falsos Liberais que usa os juros para minimizar a inflação a qualquer custo, com qualquer que seja a conseqüência para a sociedade brasileira. Esta seita possui milhares de fiéis no setor financeiro que não reflete sobre as conseqüências destes atos e não usa ciência em suas análises. Desrespeitam o mais nobre conhecimento econômico que a Humanidade desenvolveu e assumem esta filosofia Falsa Liberal.

Aonde está a falsidade:

  1. Combatem a inflação (ajuste de preços) de maneira irracional tentando distorcer os preços através dos juros. O que elevação de preços de gasolina (atrelada ao US$), de feijão (perda de safra), de energia e de vários outros itens da economia que precisam reajustar seus custos tem de ruim para a economia se são feitos dentro de ambiente competitivo? Todos estes setores precisam de lucro e se estão reajustando os preços é porque é necessário. Se exagerarem no aumento de preços vão perder mercado e este não é o objetivo dos empresários que buscam maximizar seus lucros.
  2. Aumentam os juros para sinalizar responsabilidade fiscal. Aumento de juros diminui a arrecadação, aumenta as despesas e afunda o déficit nominal. Aonde que aumentando o déficit nominal está ocorrendo responsabilidade fiscal?
  3. Valorizam o câmbio para reduzir a inflação. Ao valorizar o câmbio estão diminuindo a demanda agregada dos brasileiros e o lucro das empresas brasileiras.

Seguindo a melhor teoria econômica já desenvolvida pela Humanidade precisamos corrigir nosso tripé macroeconômico para câmbio de competitividade econômica internacional (R$8,8), juros moderados de 5% e déficit nominal equilibrado de 2%. Qualquer outro caminho é aventureiro e desastroso. A evidência desde 2014 é clara e a situação não está revertendo. É necessário iluminarmos o debate macroeconômico com ciência para sairmos desta enganação da seita rentista liberal.

Smith dizia que a ciência não pode ser superior ao bom senso. Keynes desprezava o uso da matemática para esconder o bom senso na economia. Desenvolveu a Teoria Geral em prosa.

Desculpem a sinceridade, a equipe macro-econômica é Inepta

Considerando que o objetivo de nosso país é maximizar a qualidade de vida de nossa comunidade, e que isto depende fundamentalmente da estratégia macro-econômica (câmbio, juros e déficit nominal) que define os incentivos para os principais agentes da economia (empresários e políticos), a equipe econômica que determina estas variáveis é, infelizmente, Inepta. Simples realidade e vou demonstrar neste texto.

Como pano de chão para esta lógica vou usar dois dos aprendizados de meu pai que vivem dentro de mim:

  • Certo é o que dá certo, não o que parece certo
  • Se o safado soubesse da vantagem de ser honesto, seria honesto por safadeza

A melhoria da qualidade de vida depende do poder de compra dos trabalhadores que depende do emprego. Não depende da inflação. Depende do poder de compra, ou seja, quantos produtos e serviços a renda do trabalhador consegue adquirir.

A geração de emprego depende dos empresários que fazem investimentos de acordo com a perspectiva de lucro. A perspectiva de lucro depende principalmente de câmbio e também de juros. O câmbio ajuda nas exportações e substituição de importações, ambas atividades geradoras de emprego adicional no país. Os juros reduzem os lucros inviabilizando alguns negócios.

Os juros também causam déficit nominal que está relacionado com a perspectiva de  “lucro” do governo. O déficit gerado pelo governo suga a capacidade de produtividade de uma economia principalmente se o déficit for causado por custeio que não tem impacto futuro positivo na renda. Quando o déficit é causado por investimentos (a la Keynes), não há problema porque haverá receita futura na economia para cobrir os gastos feitos nos investimentos.

Conforme demonstramos neste blog, o câmbio de competitividade econômica internacional é de R$8,7, juros moderados precisam ser de 5% e o déficit nominal precisa ser de 2%. Estamos totalmente desalinhados nestas variáveis-chave e tendo esta depressão irresponsável.

A evidência empírica: perdas de R$2 trilhões em nossa economia, destruição de milhões de empregos e perdas de dezenas de milhares de vidas de brasileiros.  Violência se agravando. Caos social. Não está dando certo.

Gastam R$600B/ano com juros para combater inflação, R$60K/desempregado em país onde renda média é de R$24K/ano. 2,5 vezes a renda média de um trabalhador por desempregado para tentar diminuir a inflação em 20%. Isto se fizesse sentido econômico diminuir a inflação com esta estratégia rentista. O que é completamente contra a visão de laissez-faire e mão invisível de não distorcer preços de equilíbrio entre oferta e demanda. Desemprego (renda zero) é muito pior do que inflação. E grande parte do efeito da inflação já é compensado pela indexação de nossa economia na renda dos trabalhadores. Esta farsa precisa parar. A principal causa da depressão é o déficit causado pelos juros. A principal causa da falta de crescimento está no câmbio.

Todas as iniciativas positivas desta equipe estão focadas na micro-economia. Keynes, ao analisar e participar do contexto complicado de desemprego no período de 1915 a 1940 (Depressões e Guerras), basicamente criou o conceito de macroeconomia com a Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936). O FED incorporou e tem como objetivo maximizar emprego. Nossa equipe tem como objetivo minimizar emprego para garantir inflação baixa. Tenta ajustar a economia pelo caminho da “deflação”, sem bom senso e desprezando a principal linha econômica de progresso do século passado.

Henrique Meirelles, Ilan Goldfajn, Carlos Hamilton e todos os membros do Copom são ineptos por qualquer regra. Não está dando certo e já tiveram tempo para aprender, se não conseguem aprender é porque são ineptos. Se são desonestos, tendo em vista a má governança do Copom e o interesse em pixulecos, mesmo assim são ineptos, pois se os safados soubessem da vantagem de ser honestos seriam honestos por safadeza. É muito melhor ganhar um pixuleco de um país crescendo 10% ao ano como a China, do que viver em uma sociedade se destruindo com criminalidade e desalento.

Não podemos ter Ineptos no comando da agenda Macro-Econômica que impacta diretamente na vida de todos os brasileiros. É Guerra Civil Macroeconômica. Precisamos usar nossas Instituições para derrubar democraticamente este governo!

O que você pode fazer pelo Brasil II – “Guerra Civil” Macro-econômica

Precisamos agir. Um Brasil melhor não vai cair do céu. Vou escrever sobre o contexto atual e os gargalos importantes para ação.

Inacreditavelmente a biruta perdeu o poder através de impeachment, apesar de mais de metade do Congresso estar amarrado pela Lava Jato. Iria claramente cair pelo TSE, mas a lentidão da impunidade do sistema jurídico foi ultrapassada pelo esforço político após 20 meses e R$2 trilhões de perdas econômicas. O Congresso apesar do Eduardo Cunha ganhou em resultado de 1 a 0 do STF do Lewandowski.

As manifestações intelectuais e pacíficas, somadas a iniciativas do sistema jurídico exemplificadas e ampliadas pelo Moro, estão criando o Deus Brasileiro, energia cósmica das boas iniciativas que transformam e evoluem nossas vidas. Precisamos esquecer o Deus Papai Noel que traz presentes para quem tem fé, paga dízimo e não faz nada, e acreditar mais no Deus Brasileiro formado por esta energia positiva de quem corre atrás para fazer o futuro que queremos. Cármen Lúcia no STF com Lewandowski fora é ainda mais energia para nosso Deus no gargalo extremo do sistema jurídico do foro privilegiado e da impunidade. Dias ainda melhores virão.

Nossa comunidade está em frangalhos. Desemprego de 11,6% (12 milhões de brasileiros), 10 milhões trabalhando na informalidade. Governo prevendo desemprego chegar a 14% e agindo consistentemente para isto (juros altos, câmbio valorizado, déficit nominal de 10%, liberalismo econômico irresponsável). Violência subindo progressivamente. Desindustrialização. Instabilidade política. Governo MT será cassado pelo TSE e sairá do poder em 6 meses. Mais da metade do Congresso enrolado com Lava Jato. Baderna econômica e política. Precisamos consertar a econômica primeiro.

Tenha em mente que este cenário não vai melhorar nos próximos 18 meses, só vai agravar. Com taxa de crescimento abaixo de 2% ao ano não estabilizamos o desemprego e este governo com déficit nominal da ordem de 10% até 2017 não prevê entregar nem isto.

O ajuste macro-econômico é fácil e rápido: câmbio com competitividade econômica internacional de R$8,7, juros moderados de 5% e déficit nominal de 2%. O desafio é convencer os tomadores de decisão da racionalidade destas medidas e você precisa estudar caso ainda não esteja convencido. Não tenha fé. Não acredite em mim. Estude nossos dados e textos. Pense com sua cabeça. Eu aposto metade de meu patrimônio e minha vida econômica depois de 30 anos de experiência. Invista alguns dias e aprofunde-se no tema.

Armado nosso Exército, vamos para a Guerra Civil Macro-Econômica:

  • Evoluir o debate na mídia Valor, Folha, Estado e Globo. Nosso Quarto Poder que viabilizou o impeachment.
  • Enfrentar a inépcia da equipe econômica
  • Enfrentar a inépcia ou má fé dos 9 membros do Copom

Eu sou um pequeno empresário e bloguista com poder bastante limitado. Acredito no Deus Brasileiro mas precisamos trazer mais Brasileiros para o jogo. Estamos perdendo de 9 a 1 para a China mas continuo em campo.

7 de setembro é Dia da Independência. Vamos levar nosso Brasil a sério?